Mentoria de Inglês - Carlos de Alcântara

MosAxz

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Tudo que MosAxz postou

  1. O tutorial mais (In)ÚTIL que vocês verão hoje

    Poderia usar pelo menos a tesoura de picotar, para dar uma enfeitada... Aliás, mais inútil que isso seria as aeromoças ensinando a mágica de como colocar um cinto de segurança...
  2. Faz batata frita sem sal. Compra Yo-Yo Cream. Aposto que sai mais barato...
  3. [Ciência] Discussão sobre viagem no tempo

    Os ânimos estão muito acirrrados. Pra quebrar um pouco o conflito, fiquem com a foto fofa de um filhote de urso... Agora que está todo mundo mais tranquilo, só queria dizer que não entendo nada da teoria linguística de Chomsky, mas se ela for tão boa quanto suas teses históricas, é uma porcaria. (Aliás, vocês lembram quando o governo brasileiro confiscou comida da população? Eu não, assim como nenhum dos livros de história brasileira que já li, mas Chomsky lembra e diz que isso é comum e não uma característica típica dos países comunistas)
  4. [Ciência] Discussão sobre viagem no tempo

    Na verdade, estão confundindo coisas com o mesmo nome: Existe a noção temporal enquanto teoria física e enquanto teoria linguística. Vamos começar diferenciando ambas. Do ponto de vista linguístico, psicológico e filosófico, o tempo é a mudança das coisas. As coisas não se materializam e desmaterializam, elas se transformam em outro estado. Usando um exemplo que todo mundo aqui vai entender, quando o Allyson resolve o cubo em 10 segundos, ocorreram inúmeras mudanças nos estados das coisas, com um número quase infinito de movimentos, inclinações, onde peças do cubo moveram de lugar. A passagem do tempo é a própria "fluidez" dos movimentos. E para quantificar essa grandeza, usamos algumas divisões arbitrárias. Ciclos lunares, decaimento de átomos radioativos, duração do dia, tanto faz. E para ajustar esse cálculo arbitrário ao problema que o ser humano busca resolver, existem pequenos ajustes (second leap e anos bissextos, por exemplo), assim como diferencia o tempo "objetivo" do "psicológico". Um exemplo: Resolva o cubo o mais rápido que puder e depois assista o video resolvendo. Provavelmente o video parecerá mais demorado do que a resolução. Nesse sentido, o tempo pode ser como diz o senso comum, pode não existir "presente" e pode também não existir nem passado nem futuro (já que só vivemos no agora), tudo depende do problema que você quer solucionar. Fenômeno totalmente diverso é a questão física do tempo em si passar diferente na medida que a velocidade é diferente. Isso é, por si só, uma viagem no tempo -- e na verdade, nos estamos viajando no tempo SEMPRE, já que estamos sempre indo ao futuro. O que se discute é se podemos mudar a velocidade com que o tempo passa. Nesse caso, deixo pros mais versados no assunto. Porém, o objetivo do tópico me parece ser outra coisa: É sobre a viagem PARA O PASSADO. Nesse caso a previsão científica beira à 0 e o que existe são inúmeras teorias, como inevitabilidade (toda viagem ao passado já estava embutida no próprio passado, de forma que as coisas não podem ser modificadas), viagem dimensional (universos paralelos), a teoria da linha única (onde o universo pode sim ser modificado) e uma das mais divertidas em ficção científica, a teoria da autocorreção do tempo, onde pequenos fatos podem ser modificados, mas o tempo possui uma inércia quase infinita e sempre se corrige ao ponto originário.
  5. Como dizem, são daquelas que no inverno morrem de fome porque a grama fica marrom...
  6. Macacos e Humanos - Comparações

    Já que todo mundo ignora a parte fofa e vem defender só o que lhe convém: A organização das abelhas é uma autocracia totalitária: As abelhas nascem programadas para servirem em uma função específica e existem para adorar um líder supremo, o qual elas mesmas derrubam quando enfraquece, em constantes matricídios. Em suma: A "sociedade das abelhas" funciona através de uma sequência de golpes de estado que fazem parte da própria "superestrutura" social. Traduzindo:
  7. A evolução dos gráficos de video game de 1952 a 2015

    Sobre os jogos do NES serem lixos, tem justificativa. Nem vou me extender muito, só vou deixar duas imagens, para que julguem por conta própria. O primeiro jogo é o clássico do NES Legend Of Zelda. O segundo é o também clássico Alex Kidd in miracle world. Decidam quem é o mais bonito.
  8. A evolução dos gráficos de video game de 1952 a 2015

    Olha, discordo por uma razão simples: Existem jogos que a gente jogava por falta de opção. Quem tinha videogame em casa -- como eu tive o SNES -- jogava as mesmas 4-5 fitas a exaustão. Tinha a fita de Final Fight 3 e jogava o mesmo jogo n vezes, mesma coisa com o power rangers. Claro que esses jogos ainda são legais de jogar, mas ninguém vai zerar duas, três vezes no mesmo dia, como antes. Além disso, jogos 2d envelheceram muito melhor que os 3d. Então tudo depende também da sensação de nostalgia...
  9. O que se ganha tendo um título ?

    Pelo que estou vendo, primeiro campeonato da WCCarlos vai ter que ter um buffet pro pessoal...
  10. Entrevista do Fórum - Murillo Otero

    Não acredito que perdi a oportunidade da 42! 42 + 2 - Qual é o sentido da vida, do universo e tudo mais? 45 - [ENEM 2016] Qual música você colocaria de trilha sonora da sua vida?
  11. Jogos que os Cubistas Jogam

    Sobre o Portal, só vou mostrar o nome dos meus HDs:
  12. Muita treta vish

    Sobre a questão de arrogância tem um outro ponto também: A pessoa tá lá de boa e chega um total desconhecido "NOSSA, VOCÊ É MUITO INCRÍVEL!" e faz as 300 perguntas de sempre (Você era rápido no começo? Qual o segredo pra x? Você acha que dá pra superar o Feliks?), é até esperado que a pessoa reaja de forma meio fria, porque no fundo é meio bizarro. Em campeonatos, tive conversas amigáveis com quase todo mundo, mesmo os mais famosos, porém acho que isso é mais fácil pela abordagem um pouco mais comedida, falando normal, sem tietismo (exceto com o Newbie, que eu pedi autografo e não me deu ) e é claro que existem pessoas mais na delas, enquanto outros são mais extrovertidos. Então no fim acho que depende mais da forma de abordar do que de uma arrogância das pessoas...
  13. Por que não foram os negros que escravizaram os brancos?

    Mas esse foi meu ponto desde o começo: Que se aplique a tese do imposto negativo! O problema ai é outro: Uma coisa é você dizer o seguinte "ok, tendo em vista o objetivo de melhorar a produtividade e o bem estar do país, vamos tentar favorecer as classes menos abastadas, para melhorar a média educacional". Outra coisa totalmente diferente é "Nós, homens brancos, devemos x, y e z pra sei lá quantas etnias." Parece besteira, mas a questão dessa narrativa é que a primeira une a sociedade, a segunda divide em grupos de "agressores" e "vítimas". E o efeito final da segunda narrativa é sempre desastroso, porque você começa a fazer injustiças contra indivíduos em nome de uma justiça abstrata geral.
  14. Lembro de ter ido numa padaria perto de casa que tinha uma escada com uns degraus bem altos, que dava numa academia. Ela era bem baixa, apertada e escura. Não foi tão legal quanto a experiência de vocês, mas foi marcante também...
  15. Jogos que os Cubistas Jogam

    Já joguei quase todos citados. E ninguém lembrou do clássico Gunbound? De MMO, joguei Tibia, MU, Runescape,Ragnarok, DarkEden, Wyd e o grande Cabal. Alias, cadê o pessoal do RTS? Age Of Empires, Command and Conquer, Total Annihilation...
  16. Por que não foram os negros que escravizaram os brancos?

    Veja, não sou um especialista no assunto, estou indo pela lógica. Porém dizer que não tinham noção desse tipo de contabilidade é complicado. Existem ciências que são novas, como antropologia e sociologia. E é claro que tivemos avanços em todas elas do século XVIII pra cá. Porém dai a dizer que eles não sabiam fazer um cálculo básico desses é exagero. De acordo com o portal da contabilidade, a diferença em passivo, ativo, despesa, compra e etc já era feita na república romana. Isso ai é coisa básica, que qualquer empresário, mesmo analfabeto, aprende por experiência. É possível que o fim da escravidão tenha iniciado o desenvolvimento tecnológico -- o que aumentou a produtividade com o tempo, mas dizer que eles não sabiam diferenciar despesa de salário é um pouco demais. Ma pra não perder o foco do assunto de novo, volto ao meu ponto de que é necessária uma "prescrição" para esse tipo de justiça histórica. Até porque nosso Estado não conseguiu nem decidir sobre como vai pagar as cadernetas de poupança do Collor I (e olha que depois ainda tem uns 3-4 planos do Sarney pra votar), imagina se conseguirá fazer alguma "justiça" de crimes feitos a mais de um século?
  17. Por que não foram os negros que escravizaram os brancos?

    Mas se reduzia o custo dos escravos, por que os donos de escravos os manteriam pra começo de conversa? Isso é contabilidade básica. Pensemos de forma amoral -- como pensavam os senhores de escravos: O escravo é um produto, que tem um preço de compra e um custo de manutenção, sendo necessário vender no mercado caso ele não lhe seja mais útil. Existia a opção da mão de obra, mais barata, sem custo de compra e de relação puramente contratual, ou seja, poderia ser demitido a qualquer momento. Então você tinha um custo menor, sem investimento inicial e sem risco de perda, para fazer o mesmo serviço (ou até mesmo de forma mais produtiva, já que escravos se rebelavam e etc). Alguma coisa nessa história toda NÃO ENCAIXA! Além do que, se fosse uma questão racial -- e não econômica -- por que diabos a legislação preveria a alforria? E por que escravos alforriados comprariam escravos?
  18. Muita treta vish

    Sobre esse tópico, só consigo pensar em uma coisa:
  19. Por que não foram os negros que escravizaram os brancos?

    Batista, algumas coisas antes de prosseguirmos a discussão: 1 - O cenário da crise de 29 não era nem de longe um cenário de livre-mercado desregulamentado. Primeiro que já havia o Federal Reserve System (aka, FED), que vinha desde sua fundação interferindo na política monetária com o objetivo de aumentar a base monetária. Aliás, aqui a evolução do M2 dos Estados Unidos, entre a crise de 22 e a recuperação econômica. Isso ocorreu porque em razão das dificuldades econômicas da crise de 1922 (a maior crise dos EUA até então, que acabou muito mais rápido que a crise de 29 sem o governo ter feito nada), o FED se recusou a subir a taxa de juros interbancária (a única que ele controlava, até inventar o Quantitative Easing em resposta a crise de 2008). Em suma, você tinha uma política anticíclica por parte do banco central, que reunia emissão de base monetária e juros abaixo do mercado, com o objetivo de criar um boom para aquecer a economia. Com uma economia fortemente baseada em crédito, a queda da demanda do seus itens gerou um efeito cascata, já que a inadiplência gerava desemprego e resultados contábeis negativos, que retroalimentavam a inadimplência. A razão pela qual ela afetou toda a economia é porque, como o FED e os Bancos agiam sempre no mesmo sentido, a crise foi monetária, afetando o preço de toda a moeda de uma vez. 2 - As escolas neoclássicas não precisam da expectativa de agentes racionais para fazerem sentido. Isso é uma mera construção teórica para compreender os fenômenos da cataláxia (como os austríacos chamam a economia propriamente dita) sem interferências de outras naturezas. Na verdade, é o estudo da microeconomia neoclássica que desenvolveu o campo da ação humana (praxeologia, da escola austríaca) e a economia comportamental, porque a macroeconomia keynesiana não aborda de forma precisa como o indivíduo toma decisões em finanças. Tanto o é que a revolução marginalista -- onde o preço deixa de ser um valor objetivo e passa a ser uma noção subjetiva -- é neoclássica por excelência, sendo seus 3 descobridores -- Fisher, Walras e Menger -- os pais da economia ortodoxa, da econometria e da escola austríaca. 2.1 - Na verdade, ao contrário do que você disse, o foco macroeconômico de Keynes é que ignora as interferências da consciência humana, ao criar uma tese que exige o que Hayek chamava de "pretensão de conhecimento", ou seja, que os líderes da política monetária tenham conhecimento absoluto para prever todos os efeitos da intervenção "up to down". Os grandes economistas da escola austríaca, como Bohm-Bawerk e Ludwig von Mises já tinham apontado esses problemas, mas com um foco maior no planejamento central do socialismo -- apesar da excelente obra do Mises chamada Intervencionismo, uma análise econômica). 3 - Essa visão de Keynes sobre a lei de Say foi, provavelmente, o maior erro dele (que não me entendam mal, era um grande intelectual apesar d'eu não concordar com suas teses). Aqui um texto explicando o problema de forma mais detalhada, mas basicamente, o que Say falou sobre o consumo é que qualquer pessoa precisa ser produtor antes de ser consumidor. Dito tudo isso, minha posição é sim alinhada com a escola clássica em alguns pontos e com a neoclássica nos demais -- com especial preferência à análise mais filosófica da escola austríaca. E digo que em nenhuma escola clássica ou neoclássica, se imaginou em algum momento que o mercado fosse livre de distorções. Aliás, a concorrência existe nessas teses para que essas distorções possam ser corrigidas através do prejuízo das empresas que forem incapazes de prever a demanda futura. O que se afirma, isso sim, é que a intervenção de cima pra baixo, em razão de decretos jurídicos, cria mais distorções do que resolve, pois qualquer interferência no equilíbrio de mercado reajusta todas as curvas de oferta, preço e demanda, sendo impossível para qualquer ser humano prever todos esses efeitos. Isso porque não estou nem considerando a possibilidade de políticos serem corruptos ou incompetentes, estou presumindo o que Platão chamava de Rei-Filósofo, um imperador de poder e bondade absoluta, além de um sábio em sentido estrito. Mesmo esse indivíduo, tão cheio de boas intenções, vai criar distorções ao interferir na economia por decreto, justamente porque não existe algo como "homo economicus" e "informação perfeita" o que gera efeitos imprevisíveis no mercado -- porque ele reflete somente as escolhas humanas e a essência humana é imprevisível por natureza. Agora imagine isso tudo considerando que, na realidade, não só é possível que políticos sejam corruptos como em regra, a política é o lugar por excelência dos discursos com duplas -- triplas e quadruplas -- intenções. Qual a probabilidade de uma interferência -- sei lá, um corte de IPI em produtos automotivos -- ter por objetivo ajudar empresários amigos e não "aquecer a economia"?
  20. Por que não foram os negros que escravizaram os brancos?

    Eu entendo, só que ai seria uma solução muito melhor a da integração, no lugar de dívida histórica. A diferença é só que a integração tem uma perspectiva que se trata de uma ajuda para pessoas que por si só não conseguiriam se desenvolver. A tese da compensação histórica, por sua vez, deseja não só resolver o problema econômico e social, como tem por pretensão resolver problemas políticos e jurídicos. E dessa perspectiva, falha completamente em resolver qualquer coisa. Pegando emprestado o modelo de imposto negativo dos Chicago Boys, a universidade seria paga e administrada como empresa -- independente de ser estatal ou privada -- e as pessoas de baixa renda teriam condições especiais tanto de subsídios nas mensalidades (a depender, até mesmo a gratuitidade), além de diversos acordos comerciais de bolsas e financiamento estudantil. Na prática, a grande diferença entre esse modelo e o atual da cota é que: Qualquer pobre seria favorecido (independente da etnia), o número de vagas seriam maiores e as universidades seriam mais sustentáveis (vide o rombo do orçamento da USP). O lado "ruim" é que a universidade se tornaria uma instituição de treinamento e capacitação, no lugar do centro de livre-cultura e conhecimento (que é uma visão europeia da universidade). Mas ai é uma outra discussão que vai se tornando cada vez mais ampla. No fundo, todas essas discussões são polissêmicas porque existe um esforço político gigantesco para fugir do centro da discussão, que é a discussão, no fundo, da escolha entre um governo racional centralizado vs o livre-mercado.
  21. Por que não foram os negros que escravizaram os brancos?

    Sobre a meritocracia, tudo depende do que a pessoa compreende por essa palavra. No sentido literal, ela é o exato oposto de uma utopia, porque qualquer coisa é conquistada pela capacidade de fazer ou ser algo. Por exemplo, empreiteiros e políticos corruptos precisaram de muita competência para conseguir desviar o dinheiro sem que ninguém percebesse. Mas obviamente, não é nesse sentido que as pessoas usam. O que os defensores da meritocracia defendem é que haja liberdade de ação suficiente para que as pessoas possam usar das suas competências para servir as outras pessoas. Dito de forma menos abstrata, que o mercado seja livre de intervenções e as pessoas possam servir as outras, para que estas também tenham seus desejos servidos. Assim, cada pessoa auferirá os lucros decorrentes da sua competência de prever a demanda e usar o trabalho, o capital e os meios de produção de forma a oferecer a oferta adequada a demanda. É o mecanismo clássico de mercado, definido por Adam Smith e David Ricardo, onde todos são consumidores e fornecedores e a precificação dos bens gera um equilíbrio onde todo mundo ganha mais do que ganharia se fizesse tudo por conta própria (princípio da vantagem comparativa). O problema dessa discussão é que quem não defende a meritocracia, entende ela não da perspectiva dos benefícios individuais, mas tenta ver a mesma pela lente do igualitarismo. É claro que existem pessoas que terão mais benefícios -- alguns conseguirão benefícios em níveis exponenciais em comparação aos outros. Só que não é disso que se trata a meritocracia, o ponto é que, independente de ganhar pouco ou muito, todo mundo necessariamente terá mais do que teria sem essa liberdade de comércio, porque todo aumento de riquezas entre os já rico geram ganhos na margem. Se ficou complexo, é bem mais fácil ver exemplos do que compreender o mecanismo. O enriquecimento mundial pós-revolução industrial é tão monstruoso que hoje um chapeiro do Mc Donalds tem muito mais conforto do que possuiu o Rei-Sol da frança. O chapeiro com o salário mínimo tem acesso a celulares com internet, videogame, Tv a cabo e até mesmo comida quase ilimitada? (não é curioso que o país que em teoria mais explora os pobres, os Estados Unidos, o principal problema de saúde é causado por excesso de comida?) É claro que esse mecanismo não é perfeito, mas vai negar a eficácia dele frente todos os outros sistemas econômicos já tentados?
  22. Por que não foram os negros que escravizaram os brancos?

    Israel: O problema em falar da dívida histórica não é questionar se ela foi paga ou não. O que se discute é a própria existência da dívida histórica. Como você e o Batista demonstram um pouco mais de boa vontade ao discutir, vou ser um pouco mais específico no meu ponto. Existem vários problemas com a questão de dívida histórica, porém o principal problema é que para haver uma dívida histórica, precisa se pressupor que grupos étnicos e culturais agem como um coletivo homogêneo, ou seja, você precisa provar não que a escravidão foi feita por brancos, mas que ela foi feita porque a raça branca tem (ou tinha) uma natureza escravocrata. A justiça como conhecemos é a punição do dano, na medida do dano e contra o seu responsável. Cotas como compensação, por exemplo, prejudica pessoas que não escravizaram ninguém (e muitos descendem de pessoas que não escravizaram ninguém, como os descendentes de italianos e japoneses no Brasil, que vieram DEPOIS DA ESCRAVIDÃO) e usa uma forma que é indevida pelo dano causado. Se as cotas são importantes ou não, não vou entrar nesse mérito. Tudo que desejo provar aqui é que justiça não é e a tal dívida histórica não existe. O outro problema da dívida histórica é que, como haviam negros escravocratas, os seus descendentes seriam duplamente beneficiados, na primeira vez pela escravidão, na segunda pela sua abolição. Assim, essa "justiça" provoca mais injustiça do que já havia, criando uma nova dívida histórica. É por isso que existem a "lei burguesa" criou institutos como prescrição e anistia, porque sem eles, o conflito não se resolve, porque um fica cobrando do outro pra sempre -- como ocorre hoje com os hebreus e mouros, numa guerra onde todo mundo é vítima e agressor, sem nenhuma perspectiva mínima de paz e diálogo. Vamos tentar aplicar a mesma tese em outra perspectiva: Seria legítimo à um governo tutsi negar direitos políticos ao Hutus, em virtude do genocídio em ruanda? Aliás, qual país no mundo hoje não deveria nada aos hebreus, caso essa regra se tornasse universal? A "dívida histórica", se aplicada ao imperativo categórico de Kant ("Age como se a máxima de tua ação devesse tornar-se, através da tua vontade, uma lei universal.") geraria somente guerra civil, destruição, violência e injustiças, por onde quer que passasse. Claro, estou no nível da moral e com certo exagero, mas pensemos somente da perspectiva política e pragmática: A revogação total da anistia da ditadura militar de 64, hoje, melhoraria nossa sociedade ou pioraria? Claro que podemos pensar nos militares condenados por tortura, mas seria bom para o país que pessoas como Aloysio Nunes e Fernando Gabeira fossem julgados pelos seus atos? Isso porque estou citando pessoas que provavelmente a esquerda iria querer presa, mas lembro também de José Dirceu, José Genoino, Dilma Rousseff entre tantos outros membros do Var-Palmares, MR-8, além de diversos líderes sindicais e da UNE, que de uma forma ou outra, foram coniventes com terrorismo e outros crimes imprescritíveis. Seria bom pro país ou só acabaria por acabar com a democracia que ainda temos?