Postado Maio 6, 2013 Perdi também. Alguém conseguiu gravar? Compartilhar este post Link para o post Compartilhar em outros sites
Postado Maio 9, 2013 Novo estudo pode garantir a humanos 20 anos a mais de expectativa de vida Uma pesquisa feita na Escola Albert Einstein de Medicina, em Nova York, revela que há uma região específica do cérebro que controla o envelhecimento. E, em teoria, ao desativá-la, poderíamos ganhar, em média, 20 anos de vida a ais.No estudo, uma substância que inibe um hormônio foi injetada no cérebro de ratos. Esse hormônio é relacionada à inflamação e ao stress e sua concentração crescia no hipotálamo dos roedores com a idade deles. Em outras palavras, o próprio cérebro estimulava o envelhecimento dos animais. Com o inibidor, os ratos tinham uma vida 20% maior (o que, para humanos, seria o equivalente a algumas décadas) e também uma qualidade de vida maior: mesmo com uma idade avançada, os ratos ainda tinham força muscular, densidade óssea e pele características de animais mais novos. O experimento funcionou mesmo quando os animais receberam as injeções quando já se encontravam na meia-idade. Se os resultados dessa pesquisa puderem ser transferidos para humanos, cientistas acreditam que os principais beneficiários serão pacientes de Alzheimer. Fonte: Galileu 1 pessoa curtiu isso Compartilhar este post Link para o post Compartilhar em outros sites
Postado Maio 10, 2013 Deus é muito troll viu, pôs esas região do cérebro só pra sacanear os animais kkk (onde nós estamos incluídos) Dá-lhe ciência! Compartilhar este post Link para o post Compartilhar em outros sites
Postado Maio 10, 2013 Deus é muito troll viu, pôs esas região do cérebro só pra sacanear os animais kkk (onde nós estamos incluídos) Dá-lhe ciência! Eu fiquei pensando exatamente nisso. Qual seria a função dessa parada na escala evolutiva? Porque ou deve ter algum motivo para ser assim, ou deve ter servido para alguma coisa. Bizarro ter um "botão" que você desaperta e a pessoa vai parando de morrer. Achei muita viagem, mas vamos ver se sai mais sobre o assunto. Compartilhar este post Link para o post Compartilhar em outros sites
Postado Maio 10, 2013 Nem todas as características de determinado ser são boas por serem mais vantajosas evolutivamente. Algumas características simplesmente não geram vantagem ou não foram desenvolvidas em nenhum momento da evolução. A menos que falemos de design inteligente as mutações são por acaso e, um botão de envelhecer pode ter sido consequência natural de outros processos cerebrais. Compartilhar este post Link para o post Compartilhar em outros sites
Postado Maio 10, 2013 Colé, cara, deixa o design inteligente para o tópico de sobrenaturalidade. huahauhua O que eu tô dizendo é que, com milhões de anos de evolução, a probabilidade de sobrar alguma coisa à toa é bem pequena. O apêndice e os dentes sisos, por exemplo, são uma exceção minúscula perto de todo o resto do corpo que a gente usa e necessita. Sem contar que esse "botão" é ainda mais improvável do que esses exemplos, já que pelo que falaram, ele só serve para "matar" a gente. Compartilhar este post Link para o post Compartilhar em outros sites
Postado Maio 10, 2013 Colé, cara, deixa o design inteligente para o tópico de sobrenaturalidade. huahauhua O que eu tô dizendo é que, com milhões de anos de evolução, a probabilidade de sobrar alguma coisa à toa é bem pequena. O apêndice e os dentes sisos, por exemplo, são uma exceção minúscula perto de todo o resto do corpo que a gente usa e necessita. Sem contar que esse "botão" é ainda mais improvável do que esses exemplos, já que pelo que falaram, ele só serve para "matar" a gente. Cara, tu tá entendendo mal a evolução. O objetivo não é viver o máximo possível, é procriar o máximo. Como o Luciano disse, talvez esse botão tenha alguma utilidade, ou simplesmente ele não causa prejuizo nenhum, evolutivamente falando. Pra evolução, numa época sem medicina avançada, tanto faz vivermos até os 40 ou até os 60. Depois dos 40 a vontade sexual começa a cair de qualquer jeito... Compartilhar este post Link para o post Compartilhar em outros sites
Postado Maio 11, 2013 Isso é verdade. Mas não sei, cara, não tô convencido. Nunca ouvi falar de um negócio desses que só faz mal, que acabaram de descobrir e que quase que magicamente vai aumentar em 20 anos a expectativa de vida. Não tô afirmando que o negócio tá errado, só me soou bem estranho e por isso espero ver mais informações sobre isso antes de dar uma opinião mais fundamentada. Compartilhar este post Link para o post Compartilhar em outros sites
Postado Julho 5, 2013 Amanhã, sábado 6/7/2013, vai reprisar o documentário "Vida Eterna" no History Channel às 22hs. 1 pessoa curtiu isso Compartilhar este post Link para o post Compartilhar em outros sites
Postado Julho 5, 2013 opa, que beleza... valeu pelo aviso Newbie! vou assistir! Compartilhar este post Link para o post Compartilhar em outros sites
Postado Julho 5, 2013 Eita, eita! Acabei de encontrar. É esse aqui? \o/ http://www.youtube.com/watch?v=m1W7lRMc5dY Outra coisa, recentemente eu descobri que esse lance de imortalidade faz parte de uma filosofia chamada Transhumanismo (não gostei muito do nome porque parece mais que você vai mudar de sexo do que viver mais ), que engloba várias coisas. Transumanismo (às vezes simbolizado por >H ou H+) é uma filosofia emergente que analisa e incentiva o uso da ciência e da tecnologia, especialmente da biotecnologia, da neurotecnologia e da nanotecnologia, para superar as limitações humanas (intelectuais, físicas e psicológicas), e, assim, poder melhorar a própria condição humana. Transumanistas estudam os benefícios e perigos potenciais das tecnologias emergentes que poderiam superar as limitações fundamentais humanas, assim como as implicações éticas envolvidas em desenvolver e usar tais tecnologias. A imortalidade não seria fruto de uma única invenção ou descoberta, mas um desenvolvimento contínuo da tecnologia relacionada à saúde e a medicina, fazendo a expectativa de vida tender a subir exponencialmente a ponto de considerar que o ser humano não irá mais morrer por conta de velhice. Curti demais saber que não estou tão sozinho quanto pensava, e agora tenho mais contato com esse meio. Tô com esses dois artigos para ler. Para quem se interessar... (em inglês) http://transhumanistlibrarian.wordpress.com/2013/07/03/want-to-live-indefinitely-try-cryonic-freezing-part-1/ http://transhumanistlibrarian.wordpress.com/2013/07/03/want-to-live-indefinitely-try-cryonic-freezing-part-2/ 1 pessoa curtiu isso Compartilhar este post Link para o post Compartilhar em outros sites
Postado Novembro 27, 2013 (editado) 5 animais (biologicamente) imortais A chegada de uma nova primavera não traz só flores. Nosso corpo é marcado pela passagem do tempo: lentamente, perdemos os melanócitos que dão cor aos cabelos e o colágeno da pele, a cartilagem dos ossos se enfraquece, nossas células e órgãos já não funcionam a todo vapor como na juventude e deixam de cumprir funções cruciais. E aí, já viu – não há caminho de volta. Apesar da data de expiração ser incerta, nosso corpo parece ter um prazo de validade. Ou melhor, é isso que acontece com a maioria das espécies do planeta, com exceção de um grupo especial: aquele formado por animais que possuem o que a ciência chama de “envelhecimento desprezível”. Em bom português, isso significa que as células de alguns seres felizardos se mantêm em um ciclo de renovação constante, sem sofrerem com o declínio natural que nós humanos, por exemplo, experimentamos. Ou seja, para dar fim à existência destes animais, é preciso apelar para “morte matada” já que eles são (biologicamente, ao menos) imortais. Conheça 5 destes seres incríveis: 1. Hidras [via] Os seres do gênero Hydra parecem ter tirado a sorte grande na loteria da vida. A maioria dos organismos animais sofre um processo de deterioração que aumenta a possibilidade de morte com o avançar da idade cronológica, chamado de senescência. As células que entram neste processo natural de envelhecimento perdem a capacidade de reprodução e regeneração. Mas isso não acontece com as hidras. Estudos apontam que estes seres são capazes contornar o envelhecimento renovando constantemente os tecidos de seu corpo. Ao que tudo indica, as hidras podem ter escapado da senescência e serem, potencialmente, imortais. 2. Rockfish (Sebates aleutianus) Eles não vivem para sempre – mas chegam perto. É também uma insignificante apresentação de senescência que garante a esse peixe do Pacífico enorme longevidade. Além de seu marcante tom vermelho, o rockfish tem outras características que o distinguem no reino animal – com uma reduzida taxa de envelhecimento, espécimes deste peixe podem chegar a viver 205 anos na natureza. Nada mal. 3. Tartarugas Blandingii (Emydoidea blandingii) [via] Natural da América do Norte, esta tartaruga semi-aquática de queixo amarelo pode ultrapassar a marca de 80 anos. Oito décadas pode não ser sinônimo de “vida eterna”, mas é uma idade respeitável, ainda mais considerando uma particularidade destes seres: uma vez que atingem a vida adulta, as tartarugas Blandingii parecem não envelhecer. Além de terem baixa senescência, estudos indicam que os espécimes mais velhos curtem a vida adoidado e se reproduzem mais que os companheiros mais jovens. 4. Planárias As planárias são vermes planos que intrigam cientistas por sua alta capacidade regenerativa. Se cortados, transversal ou longitudinalmente, esses bichinhos feios são capazes de regenerar suas partes perdidas, originando vermes completos. Quero ver você fazer isso em casa. Este surpreendente super poder, aparentemente ilimitado, faz com que as planárias sejam consideradas praticamente imortais. 5. Água-viva imortal (Turritopsis dohrnii) “O que é imortal não morre no final” (LEAH, Sandy) Esta espécie de água-viva é o “Benjamin Button” do oceano. Encontrado em 1988 pelo então estudante de biologia marinha Christian Sommer, este curioso ser exibiu um comportamento que intrigou o pesquisador alemão: a água-viva se recusava a morrer. Mais que isso, parecia estar seguindo o caminho inverso, tornando-se cada vez mais “jovem”, em uma regressão que a levou de volta à sua primeira fase de desenvolvimento. Pã. Chegando lá, começou um novo ciclo de vida. Duplo pã. Foi apenas em 1996 que um estudo sobre a reveladora descoberta foi publicado – contrariando o que consideramos o ciclo natural da vida (que inclui a inevitável morte), a Turritopsis dohrnii é capaz de voltar ao seu primeiro estágio de vida em qualquer fase de seu desenvolvimento, escapando da morte e alcançando potencial imortalidade. Não bastasse isso, a espécie ainda é espertinha – pegando carona em cascos de navios, a Turritopsis hoje é encontrada não apenas na região do Mediterrâneo, mas também nas costas de Panamá, Espanha, Japão e Flórida, parecendo ser capaz de sobreviver e se proliferar em todos os oceanos do mundo. Limitações tecnológicas ainda impedem que pesquisadores determinem o que exatamente permite que o bichinho viva para sempre, mas é bom ficar atento: se descobrirem o segredo desta água-viva, isso pode também afetar nossa mortalidade. Quem viver, verá. Editado Novembro 27, 2013 por Olha isso! Compartilhar este post Link para o post Compartilhar em outros sites
Postado Novembro 28, 2013 Só pra desanimar o Carlos, dos 5 ai, o único que se assemelha em complexidade ao ser humano é a Tartaruga. Aliás, a Tartaruga de Galapagos merecia menção em... Teve uma que morreu em 2006 e que foi encontrada por Darwin em pessoa... http://pt.wikipedia.org/wiki/Harriet_(tartaruga) Compartilhar este post Link para o post Compartilhar em outros sites
Postado Dezembro 29, 2013 Na moral, quase chorei lendo isso... Reprodução/TheVerge) No começo do mês passado, a Google anunciou a criação de uma nova empresa que está sendo “erguida” com uma espécie de ajuda de da Apple, a Calico. O objetivo dessa nova jornada é a de encontrar soluções para doenças que afligem os seres humanos, como o câncer, e até mesmo encontrar uma maneira de atenuar a velhice. A intenção parece ser bem bacana, mas a gigante de Mountain View não chegou a oferecer muitos detalhes de como a nova empresa será conduzida — uma hipótese seria de que ela faria parte do laboratório experimental da companhia, o Google X. Para esclarecer essas dúvidas, alguns detalhes foram divulgados através do site da CNN.Investimento e objetivos bem altos Em primeiro lugar, a Calico vai ser encarada como um tipo de startup, de maneira que ela não vai ficar “dentro” da Google. A companhia das buscas está investindo milhões de dólares acumulados ao longo dos anos para que esta novidade se transforme em uma espécie de Google X, mas com um laboratório voltado para o desenvolvimento na área de biotecnologia. Além de tudo isso, o trabalho para atenuar a velhice vai ser feito com estudos de mapeamento genético, sendo que o foco da Calico é uma extensão bastante considerável no tempo de vida humano — e não apenas um ou dois anos. Isso deve ser feito através do tratamento de diferentes tipos de doenças e até mesmo com estudo profundo do DNA. Parece bastante bacana, não é mesmo? Leia mais em: http://www.tecmundo.com.br/google/45453-google-esta-investindo-milhoes-de-dolares-na-calico.htm#ixzz2opOsi2xg [/background][/left][/color] Tem essa outra aqui, também desse ano. http://io9.com/scientists-develop-an-elixir-that-reverses-a-known-ca-1487149703 Compartilhar este post Link para o post Compartilhar em outros sites
Postado Dezembro 29, 2013 Eu nao li o topico, mas de passagem de olho vi alguns comentando q haveria superlotaçao. Nao sei se ocorreria mesmo, pois acredito que, grande parte dos casos de morte, nao sao por conta de velhice, mas sim de acidente, assassinato e suicidio. A populacao seria consideravelmente maior, mas nao haveria la uma suuuuuper lotacao. Tirando q os casos de suicidio aumentariam, chegaria uma hora q a pessoa cansaria de viver, nao veria mais motivo para viver depois q todo mundo q ele amasse ja tivesse morrido em algum acidente, por exemplo. Nem sei se ainda ta nesse assunto, mas eh o q eu penso Compartilhar este post Link para o post Compartilhar em outros sites
Postado Março 7, 2015 (editado) Go go go ciência! A MORTE DA HORA DA MORTE (FOTO: EVANDRO BERTOL) Não importa se por doença, acidente ou violência. Sua vida acaba quando o coração para. O sistema nervoso deixa então de receber oxigênio do sangue e entra em colapso. Após 5 minutos, os danos ao cérebro são considerados irreversíveis. Pouco depois você é declarado morto. Mas não devia ser assim. É o que dizem agora médicos e pesquisadores entusiastas de novas técnicas que têm trazido de volta à vida pacientes que ultrapassaram — e muito — o momento em que a medicina tradicionalmente considera alguém morto. O entendimento de que após 5 minutos começa não valer mais a pena insistir na reanimação tem base nos chamados Critérios de Harvard, uma reunião de protocolos de 1968 que ainda é a principal referência para determinar a morte. Mas como seria possível explicar, com base nessa ideia, o caso do jogador de futebol Fabrice Muamba? Na tarde de 17 de março de 2012, o africano de 23 anos desmaiou no gramado do estádio White Hart Lane, em Londres, diante de 35 mil pessoas. Levado às pressas para o London Chest Hospital, seu coração ficou parado por 1 hora e 18 minutos. Ele sobreviveu, e sem nenhuma sequela. Milagre? Nada disso. “A ciência trouxe Muamba de volta. Por todos os critérios médicos tradicionais, ele estava morto e agora está vivo”, afirma o pesquisador britânico Sam Parnia. Chefe da UTI do hospital da Universidade Stony Brook, em Nova York, Parnia acaba de lançar o livro Erasing Death (Apagando a morte, ainda sem tradução). Muamba não é o único exemplo. Em junho de 2011, uma japonesa de 30 anos foi encontrada num bosque, morta por overdose de medicamentos — a temperatura do corpo, 20 oC, indicava que estava há muito tempo sem batimentos. Depois de mais seis horas dentro do hospital, ela voltou a respirar. “Ela esteve morta por pelo menos dez horas. Mas recebeu o tratamento adequado e hoje está bem”, afirma Parnia, que entrevistou os médicos japoneses após eles terem publicado o caso num periódico científico. De acordo com o relato deles, mesmo tendo passado quase metade de um dia morta, a mulher se recuperou e até teve um bebê no ano passado. Em agosto de 2009, o motorista americano Joe Tiralosi, de 57 anos, deu entrada no Hospital Presbiteriano de Nova York. Tinha sofrido um enfarte. Foi levado para uma mesa de cirurgia e, depois de 20 minutos de massagem cardíaca, com respiração artificial e injeções de adrenalina, nada de pulso. Tiralosi também poderia ter sido declarado morto, mas os médicos continuaram tentando por 40 minutos. Seu coração voltou a bater — só que, enquanto os médicos desentupiam as veias que haviam provocado o enfarte, morreu uma segunda vez, agora por 15 minutos. Foi ressuscitado novamente. Três semanas depois, estava de volta para sua família no Brooklin com saúde física e mental impecável. “Há dez anos, continuar tentando depois de tanto tempo seria considerado irresponsável. Acreditava-se que o paciente, se voltasse a respirar, viveria em estado vegetativo”, diz o médico americano Robert Neumar, pesquisador da Universidade de Michigan. “Hoje, sabemos que o cérebro é mais resistente do que isso.” MORTO?: O JOGADOR DE FUTEBOL FABRICE MUAMBA TEVE PARADA CARDÍACA POR MAIS DE UMA HORA, E PODERIA TER SIDO DECLARADO MORTO. MESMO ASSIM, MÉDICOS INGLESES CONSEGUIRAM RESSUSCITÁ-LO USANDO AS NOVAS TÉCNICAS (FOTO: KEVIN QUIGLEY/DAILY MAIL/SOLO SYNDICATION) VIVER DE FRIO O motorista, a mulher e o atleta só voltaram a viver porque os hospitais que os receberam usaram procedimentos de ponta, adotados paulatinamente nos últimos dez anos. E também porque tiveram a sorte de chegar em condições ideais para eles serem aplicados. Esses procedimentos acrescentam duas novas técnicas ao protocolo de emergência-padrão (aquele com o desfibrilador): manter a circulação de sangue no organismo por meio de um aparelho de oxigenação e, principalmente, resfriar o corpo (veja no fim da reportagem como isso funciona). Quando usamos a geladeira para preservar carne é porque a temperatura baixa diminui a velocidade das reações químicas — logo, deixa mais lenta a decomposição celular. Para cada grau que o corpo é esfriado, a atividade metabólica é reduzida em 6%. “Se as 1.514 pessoas que morreram congeladas depois do acidente do Titanic dessem entrada em meu hospital hoje, boa parte sobreviveria”, diz Neumar. “Os corpos foram encontrados poucas horas depois e com a temperatura reduzida pelo oceano. Seus neurônios ainda podiam voltar.” Foi o que aconteceu com a japonesa ressuscitada, encontrada num ambiente gelado, o que provavelmente ajudou na preservação de seu corpo. Reduzir a temperatura funciona porque a morte, dizem os pesquisadores, é diferente da interpretação que a medicina dava a ela há dez anos — e que ainda é presente em centros médicos. Morrer não é um momento definitivo, e não se concretiza em poucos minutos sem batimento cardíaco. A morte agora é encarada como um processo complexo, mas, por muitos minutos, ou mesmo horas, reversível. Quando as células do corpo começam a ficar sem sangue, as mitocôndrias, que usam oxigênio para gerar energia, ficam sem matéria-prima. Com isso, as células começam a produzir toxinas, como o ácido lático — a mesma substância responsável pela cãibra. O organismo recorre, então, a um plano B: tenta quebrar o ácido lático para gerar energia e ganhar algum tempo, à espera da volta da circulação. “É como se ligássemos um gerador pequeno de combustível inadequado, enquanto torcemos para que a eletricidade seja restabelecida logo”, afirma Scott Henderson, professor de ética médica da Luther Rice University. Se o gerador fica sem combustível, as células começam a devorar a si mesmas. “Cada tecido tem seu próprio tempo antes de morrer. E o dos neurônios, decisivos para que o organismo volte a funcionar, é bem mais longo do que pensávamos. Eles podem ser reativados horas depois que o cérebro é considerado morto”, afirma Henderson. O corpo mais frio não só reduz a intensidade da degradação celular durante a parada cardíaca, mas também depois do retorno. É que, com o acúmulo de ácido lático no corpo, o oxigênio se torna nocivo. “Quando o organismo passa a funcionar com níveis muito baixos de oxigênio, uma volta rápida demais pode matar”, afirma Parnia. “Nas últimas décadas, muitas pessoas ressuscitadas morreram de vez, ou sofreram danos cerebrais porque foram envenenadas por oxigênio.” Aí entra a segunda das técnicas inovadoras: o ECMO, um equipamento que filtra o sangue, oxigena e o bombeia de volta ao corpo. Funciona como um coração e um pulmão artificiais. Com o sangue circulando de novo e suprindo a carência de oxigênio, parte da degradação é revertida, dando tempo para que os médicos encontrem e resolvam a causa da parada. O ECMO também controla o retorno gradual da oxigenação do sangue, evitando o “envenenamento” por oxigênio. O RESSUSCITADOR: DEFENSOR MAIS CONHECIDO DAS NOVAS TÉCNICAS, O MÉDICO SAM PARNIA FEZ COM QUE AS TAXAS DE RESSUSCITAÇÃO COM SUCESSO EM SEU HOSPITAL EM NOVA YORK CHEGASSEM A 33% ENQUANTO A MÉDIA É 16% NOS PAÍSES DESENVOLVIDOS (FOTO: DAN CALLISTER/ALAMY) REAVIVANDO A DISCUSSÃO Tanto o ECMO quanto o resfriamento são usados em conjunto com procedimentos tradicionais de emergência, como a compressão do peito, desfibriladores e respiração artificial. A respiração boca a boca, popular até o começo da década passada, não é mais recomendável: sabe-se agora que, com exceção de casos de afogamento, o organismo em colapso ainda tem reservas de oxigênio por até 10 minutos. Desde o estabelecimento dos Critérios de Harvard, em 1968, a compressão e a respiração forçada se aplicam a todo organismo sem batimento cardíaco, sem respiração, sem movimentos do corpo e sem atividade cerebral — é assim que se define a morte em termos médicos. De todos estes pré-requisitos, a morte cerebral é decisiva. “Nos últimos anos, descobrimos que a morte cerebral, da forma como a conhecemos, é uma ficção”, diz Henderson. Geralmente, ela é medida por um eletroencefalograma, que não capta todas as funções cerebrais. Além disso, sabemos agora, um neurônio inativo pode voltar a funcionar. É possível, por exemplo, multiplicar neurônios de corpos que ficaram mais de quatro horas sem atividade cerebral. Foi o que fizeram os pesquisadores do Instituto Salk, da Califórnia. Em 2001, eles conseguiram cultivar novos neurônios em laboratório, usando células do cérebro de recém-falecidos — isso mostra, dizem eles, que os neurônios ainda seriam viáveis. As novas técnicas reavivaram o interesse pela ressuscitação, área marcada por poucos e lentos avanços (veja-os na linha do tempo). Apenas a partir dos anos 1960 é que a combinação de massagem cardíaca e respiradores com tubos na traqueia começou a se disseminar. “A ressuscitação cardiopulmonar foi uma revolução. Mas, desde então, a medicina parou”, diz Vinay Nadkarni, professor da Universidade da Pensilvânia. Os índices de ressuscitação bem-sucedida nos países desenvolvidos, em torno de 16%, não evoluíram nos últimos 25 anos. No hospital de Sam Parnia, em compensação, estão em 33% — mesmo índice de sucesso do Instituto do Coração (InCor), em São Paulo, que também usa as técnicas. Desde agosto deste ano, aliás, o resfriamento do corpo é recomendado para todos os hospitais brasileiros pela Sociedade Brasileira de Cardiologia. A instituição agora pede que os pacientes de colapso cardíaco sejam mantidos entre 32 oC e 34 oC por 12 a 24 horas. De acordo com a entidade, um paciente ressuscitado que é submetido ao resfriamento corporal tem 33% mais chances de se recuperar sem sequelas. As medidas foram adotadas no InCor há três anos. “A técnica é revolucionária e nos obriga a repensar nossa definição para a morte”, afirma o cardiologista Sergio Timerman, chefe do laboratório de pesquisa e treinamento em emergência do hospital, e responsável pelo primeiro treinamento das novas técnicas na América Latina — realizado em agosto para 30 profissionais da área de saúde. “Os resultados são espantosos. A oxigenação do organismo aumenta em 60% as chances de sobrevida.” As práticas em São Paulo já ajudaram a salvar, entre outras pessoas, Airton Inamime, que sofreu uma parada cardíaca em março de 2012 no Metrô e foi submetido ao resfriamento e ao ECMO. Depois de 12 minutos, voltou à vida sem sequelas. A adoção das técnicas ainda é gradual, embora sejam indicadas desde 2003 pelo Comitê Internacional de Ressuscitação (Ilcor, na sigla em inglês). Em Nova York, a partir de 2008, a prefeitura obrigou todos os hospitais a manter equipamentos de resfriamento. A medida está sendo adotada principalmente em hospitais dos EUA, Inglaterra, Alemanha, Coreia do Sul e Japão. De acordo com as estimativas de Parnia, se fosse adotada em larga escala nos EUA, poderia salvar 40 mil vidas por ano. “Sozinho, o resfriamento é revolucionário. Permite adiar a morte e ganhar tempo para desentupir as veias que provocaram um enfarte”, diz Nadkarni, que também é membro do Ilcor. O uso de respiradores e desfibriladores demorou mais de uma década para se disseminar. O mesmo está acontecendo agora com as novas técnicas de ressuscitação, dizem seus defensores. “Os profissionais de saúde já conhecem as novas técnicas, mas ainda não sabem como colocá-las em prática”, afirma Timerman. Em outubro de 2012, um estudo publicado na renomada revista científica The Lancet reforçou a importância da nova abordagem perante a morte. O levantamento concluiu que gastar mais tempo nos esforços de ressuscitação pode aumentar a chance de sobrevivência e de alta para pacientes com parada cardíaca. Ao todo, foram pesquisados 64.339 pacientes em 435 hospitais nos Estados Unidos. Os hospitais cuja média de tempo de ressuscitação era mais alta (25 minutos) tiveram 12% mais chances de que seus pacientes voltassem à vida em relação aos hospitais com tempo médio mais baixo (16 minutos). DILEMA ÉTICO Uma das consequências destas novas medidas é que dão tempo aos médicos para que curem os danos que provocaram o ataque cardíaco. “Em geral, ninguém mais deveria morrer de enfarte”, diz Sam Parnia. Em situações de morte que não o enfarte, a ressuscitação apenas adiaria o inevitável por algumas horas, ou dias. No entanto, ao abrir possibilidades para sobreviver a paradas súbitas no hospital, os métodos alimentam o dilema ético sobre até quando uma pessoa deve ser mantida viva. Se um paciente de câncer em metástase fosse ressuscitado, por exemplo, seria apenas para aguardar um novo colapso de seu organismo. O mesmo vale para a vítima de um acidente automotivo cujos órgãos sofreram danos que não podem ser recuperados. Nestes casos, a esperança pode estar na criogenia — mas no futuro. Por enquanto, a técnica consegue apenas congelar as pessoas, mas não descongelar. Até lá, a ressuscitação tende a se tornar uma ciência cada vez mais complexa — Robert Neumar está pesquisando formas de resfriar o corpo no nível celular, para ganhar ainda mais tempo de recuperar pacientes. E pesquisadores da Universidade da Pensilvânia estão estudando os processos fisiológicos dos animais que entram em hibernação, para reproduzir em pacientes humanos. “Daqui a 20 anos, seremos capazes de trazer de volta à vida pessoas que passaram mais de 24 horas sem atividade cardíaca ou cerebral”, afirma Parnia. “Nossos netos não vão ver a morte da mesma forma que nós.” HISTÓRIA DA RESSUSCITAÇÃO (FOTO: EVANDRO BERTOL, FÁBIO DIAS E TIAGO MALI) A VOLTA DOS QUE NÃO FORAM Como duas novas técnicas conseguem salvar a vida de pessoas horas após ficarem sem batimentos nem atividade cerebral clique na imagem para ampliá-la A VOLTA DOS QUE NÃO FORAM (FOTO: EVANDRO BERTOL, FÁBIO DIAS E TIAGO MALI) A HORA DA MORTE Cada parte do corpo demora um tempo diferente para entrar em colapso. Veja quanto podem durar após o coração parar de bater: A HORA DA MORTE (FOTO: EDITORA GLOBO) Editado Março 7, 2015 por Carlos de Alcântara Compartilhar este post Link para o post Compartilhar em outros sites
Postado Março 11, 2015 Google quer estender a expectativa de vida humana para 500 anos Uma vida humana considerada longa dificilmente supera os 100 anos. O Google acredita que esse limite está aí para ser superado em muito. Bill Maris, um alto executivo da companhia, crê que esse número pode ser multiplicado em pelo menos cinco vezes. “Se você me perguntar hoje ‘é possível viver até os 500?’, minha resposta é sim”, explica ele em longo perfil da revista Bloomberg. Maris é presidente da Google Ventures, um braço da gigante de buscas que procura investir em startups e empresas com algum projeto revolucionário em basicamente qualquer área da ciência ou tecnologia. No entanto, a grande meta é realmente estender a vida humana apostando nos avanços da medicina. Dos US$ 2 bilhões já investidos pela Google Ventures em outras empresas, a maior parte é dedicada a alavancar projetos de saúde e ciências da vida. É o caso da Calico, um centro de pesquisa criado recentemente que tem o objetivo explícito de “curar a morte”. Talvez seja um exagero, mas a meta é reverter o processo de envelhecimento para ampliar a vida. Outros projetos da companhia, mais precisamente do laboratório Google X (divisão que desenvolve os projetos mais ambiciosos da empresa como o Glass e os carros autônomos), incluem uma pílula de nanopartículas que são jogadas na corrente sanguínea para detectar doenças e mutações cancerígenas. Uma das empresas apoiadas pela Google Ventures que mais tem chamado a atenção é a Foundation Medicine. Sua missão inclui o uso de dados genéticos para criar ferramentas de diagnótisco oncológico e gerou tanto burburinho que teve a parte majoritária de suas ações compradas pela Roche por US$ 1 bilhão em janeiro deste ano, e o Google ainda mantém controle de 4% dos papéis. A aposta na Foundation Medicine veio ainda em 2011, quando a companhia era praticamente apenas uma teoria, mesmo com a participação de nomes significativos como Eric Lander, um dos líderes do Projeto Genoma, que mapeou o genoma humano em 2003. De lá para cá, com a evolução da tecnologia foram criados produtos como o Interactive Cancer Explorer, uma espécie de Google para os oncologistas, e que tem feito a diferença no diagnóstico do câncer. Para encontrar companhias promissoras na área de saúde, o processo é mais complexo do que simplesmente encontrar bons programadores com uma ideia interessante de aplicativo, já que a biotecnologia é complexa e requer investimentos altos, parcerias com gigantes farmacêuticas e testes clínicos. Por isso, Maris tem ao seu lado cientistas que atuam como parceiros. É o caso de Krishna Yeshwant, um médico que ajudou a liderar um investimento na Flatiron Health, que desenvolve uma plataforma em nuvem para análise de dados do câncer. Bill Maris tem certeza de que a tecnologia de saúde em duas décadas será completamente diferente do que temos hoje, e possivelmente essa revolução passará por suas mãos. “Isso é só o começo. Em 20 anos, a quimioterapia será considerada tão primitiva quanto usar um telégrafo”, explica ele à Bloomberg. Compartilhar este post Link para o post Compartilhar em outros sites
Postado Agosto 19, 2016 Citar Morte morrida é coisa que a Turritopsis dohrnii não conhece. A vida dessa espécie de água-viva só acaba se ela for ferida gravemente. Do contrário, a Turritopsis vai vivendo, sem prazo de validade. Suas células se mantêm em um ciclo de renovação indefinidamente, como se voltassem à infância. Podem aprender qualquer função de que o corpo precise. É uma verdadeira (e útil) mágica evolutiva. Parecida com a do Sebates aleutianus, um peixe do Pacífico conhecido como rockfish, e de duas espécies de tartaruga, a Emydoidea blandingii e a Chrysemys picta (ambas da América do Norte). Esse segundo grupo tem o que a ciência chama de "envelhecimento desprezível". Suas células ficam sempre jovens, por motivos que a ciência ainda quer descobrir. A imortalidade existe na natureza. Não tem nada de utopia. Pena que nós não desfrutemos dessa boquinha. Ao longo do tempo, nosso corpo se deteriora. Perdemos os melanócitos que dão cor aos cabelos, o colágeno da pele, a cartilagem dos ossos - ficamos grisalhos, enrugados, com dores nas juntas. Velhos. Numa sucessão de baixas, células e órgãos vão deixando de cumprir funções cruciais para o corpo. Até que tudo isso culmina numa pane geral. E nós morremos. Para impedir que o corpo definhe desse jeito, o homem já tentou de tudo: de mumificação, no Egito antigo, a injeções feitas a partir de testículos de animais, na França do século 19. Só que agora estamos mais próximos do que nunca do sonho da imortalidade. Por causa dessas espécies highlanders, cientistas do mundo todo acreditam que nós também podemos ser imortais. E já têm propostas para isso, divididas em duas linhas: remédios - feitos para aprimorar nossa defesa contra a morte - e inovações tecnológicas que nos tornarão quase robôs. Sabe aquela expressão "de certo na vida, só a morte"? Parece que ela vai perder o sentido em breve. "Em 50 anos não vai mais existir definição para expectativa de vida. Teremos um controle tão completo do envelhecimento que as pessoas viverão indefinidamente", diz Aubrey de Grey, geneticista da Universidade de Cambridge. Não é uma tarefa fácil. Essa pesquisa está diretamente relacionada ao estudo do envelhecimento, que a ciência ainda não conseguiu destrinchar completamente. Pelo que se sabe, o corpo funciona como um carro. Depois de muito rodados, ambos acumulam defeitos. A diferença é que, quando quebra, nosso corpo dá um jeito de se consertar. Se você sofre um corte, o sangue estanca em minutos, não é? O problema é que essa manutenção segue bem enquanto somos jovens, mas vai perdendo a eficácia. Com o tempo, células param de se reproduzir, o corpo vai sofrendo ataques do ambiente... e a nossa máquina não dá conta de reparar tudo. Ficamos velhos, fracos, vulneráveis. Para que possamos viver para sempre, esse sistema de reparos não pode parar. E já apareceu proposta de todo tipo pra isso. Se antes essas ideias eram tidas como fringe science - algo como "ciência marginal", que tem mais de especulação do que de fato -, agora elas começam a ser vistas com seriedade. Tanto que acabaram de levar um Nobel. Uma pista: o câncer Aconteceu recentemente, em outubro de 2009. Três pesquisadores americanos ganharam o Prêmio Nobel de Medicina e US$ 466 mil, cada um, por terem começado a decifrar por que nossas células envelhecem. A chave está numa palavra: telômeros."O processo de envelhecimento é complexo e depende de vários fatores. Os telômeros são um deles", declarou a Fundação Nobel, ao anunciar o prêmio. Pra quem não se lembra das aulas de biologia, aqui vai a cola: telômeros são os fragmentos da ponta dos nossos cromossomos, como tampinhas que os protegem. Quando uma célula se divide, essa tampinha tende a ficar menor - e a célula, a se deteriorar. O processo, repetido a cada divisão celular, faz com que ela envelheça. Ou melhor: que você envelheça. Mas em células cancerosas isso não acontece: elas se dividem sem sofrer danos. Por quê? Graças a uma enzima que estimula a construção do telômero, a telomerase. Segundo os vencedores do Nobel, a telomerase trabalha mais nas células cancerosas do que em outras, e as protege. Basicamente, é essa enzima que torna o câncer tão poderoso. Apesar de premiada só agora pelo Nobel, a descoberta é dos anos 80. E fez os cientistas pensar que a telomerase poderia prolongar nossa vida deixando células saudáveis tão resistentes quanto as cancerígenas. A pesquisadora Maria Blasco, do Centro Nacional de Pesquisas Oncológicas da Espanha, testou a hipótese com ratinhos. No seu estudo, ratos com mais telomerase nas células viveram até 50% mais do que os outros. Mas apresentaram mais tumores - acabavam morrendo de câncer. Em 2008, a equipe de Blasco conseguiu controlar a difusão das células cancerígenas, o que abriu espaço para a possibilidade de estudos com humanos. "Se pensarmos num aumento semelhante de expectativa de vida para pessoas, isso significaria morrer entre os 115 e os 120 anos", diz a pesquisadora. Ótimo. Mas calma lá: por que só até 120 anos, e não por toda a eternidade? É que, como o pessoal do Nobel disse, o envelhecimento é complexo. A telomerase ajudaria a aniquilar uma causa desse processo. Mas precisaríamos de armas diferentes para combater outras ameaças. Lembra de como o corpo é parecido com um carro? Para que seu possante fique sempre em ordem, você o abastece regularmente com combustível, troca as peças, conserta as batidas... Não que ele vá ficar com cheirinho de novo, mas continuará rodando pra sempre se fizermos manutenção. No corpo, vale a mesma regra: cada iniciativa já proposta pela ciência para prolongar a vida só garante alguns quilômetros a mais se usada sozinha. Para chegar à imortalidade de fato, precisaremos é de um serviço completo, que ofereça todo tipo de reparo de que nosso corpo necessita.Já para o consertoEntão a telomerase ajudará as células a não se deteriorar. Mas e se elas já tiverem sido maltratadas? Aí partimos para outras ideias. Começando pelo básico: renovar o combustível. O geneticista britânico Aubrey de Grey, da Universidade de Cambridge, propõe que façamos isso com células-tronco. Injetadas periodicamente em nosso corpo, elas poderiam assumir o papel das células mortas e daquelas danificadas pelo processo natural de divisão celular. Como as células-tronco têm a capacidade de formar novos tecidos e órgãos, elas funcionariam como um remedinho, tomado de tempos em tempos no consultório do médico, para evitar e aniquilar doenças. "Faríamos um transplante periódico, e as células-tronco seriam iguais às originais de nosso corpo, só que novas em folha", afirma De Grey. Resultado: teríamos órgãos jovens para sempre. Não é algo tão distante da realidade. Células-tronco já são usadas na pesquisa de tratamento para doenças como diabetes e esclerose múltipla. O próprio Brasil tem bons resultados. No Centro de Terapia Celular, da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto, o pâncreas dos voluntários ao tratamento para diabetes voltou a fabricar insulina. E os pacientes deixaram de depender de injeções diárias. Mas teríamos também de consertar os arranhões que levamos durante a vida. Como os causados pela comida. Não só fritura e carne vermelha, mas comida em geral. É que passar fome - acredite - faz todos nós viver mais. Está provado desde os anos 30, quando a Universidade Cornell demonstrou que ratos submetidos a uma dieta 30% menor chegam a viver 40% mais. É um processo conhecido como restrição calórica, explicado por uma questão evolutiva. Sempre que o homem passou por momentos de escassez de alimentos na história, os mais adaptados às condições difíceis sobreviveram. A principal teoria é de que, quando passamos fome, nossas células entram num estado de alerta para otimizar os recursos que têm, como proteínas. "É como se o corpo tentasse se proteger do risco", diz Randy Strong, farmacólogo da Universidade do Texas. Mas, não, ninguém vai ter de viver a pão e água por 300 anos. O que a ciência quer fazer é simular essa esperteza que o corpo adquire quando a fome aperta. Dentro de 5 anos, já vai dar pra comprar "fome em pílulas" nas farmácias. É o que promete o laboratório Sirtris Pharmaceutical, se tudo correr bem com os testes de um novo remédio que a empresa vem desenvolvendo, baseado no resveratrol. O resveratrol é uma substância encontrada em alguns tipos de uvas (como a pinot noir) que imita a situação de restrição calórica no nosso corpo, de acordo com estudos do médico australiano David Sinclair, pesquisador da Harvard Medical School e cofundador da Sirtris. Na uva, a substância existe em concentrações muito baixas. O trabalho dos pesquisadores é colocar a maior quantidade possível em pequenas pílulas, que serão vendidas com uma grife da indústria farmacêutica: o nome da britânica GlaxoSmithKline, que pagou US$ 720 milhões em 2008 para comprar o Sirtris e virar dona da pesquisa. As pílulas são a primeira droga contra o envelhecimento testada em humanos. Idosos diabéticos estão recebendo o medicamento, e a expectativa é de que a doença seja curada. Se tudo der certo, as pílulas poderão nos dar cerca de 10 anos extras de vida. O mesmo bônus de vida que cientistas prometem com a rapamicina. Usada contra alguns tipos de câncer e para suprimir o sistema imunológico de quem passa por um transplante, a droga agora é vista como um novo simulador de "fome". Em ratos, conseguiu prolongar a vida em 30%. Promete ser um concorrente do resveratrol no futuro mercado de restrição calórica. Mas comida é só um dos fatores que geram danos ao nosso corpo: até respirar faz mal. É que o oxigênio é um dos mais potentes radicais livres, como são chamadas as moléculas que circulam pelo nosso corpo com elétrons instáveis, prontos para roubar elétrons de outras moléculas. Quando os radicais livres conseguem fazer o roubo, as células atacadas ficam danificadas. Envelhecem. É como se tivessem sido tomadas por ferrugem. Até temos um antídoto contra isso: nós produzimos antioxidantes que nos defendem. O problema é que, com o tempo, essa produção cai e ficamos vulneráveis. Até porque sofremos um bombardeio de radicais livres, como o que vem dos alimentos e do ar. Se conseguirmos fortalecer as ligações químicas e evitar a ação dos radicais livres, dá para evitar que as células envelheçam. É a tese do cientista russo Mikhail Shchepinov, fundador da Retrotope, companhia que pesquisa o assunto. O que ele sugere é que nos alimentemos com comida ou bebida "enriquecida", ou seja, com moléculas resistentes aos radicais livres que já estiverem no nosso corpo. Água, por exemplo, é um alvo fácil para os radicais - eles quebram a ligação entre os átomos de hidrogênio e o de oxigênio. A molécula de água absorvida pelas células acaba danificada. Por isso, Shchepinov toma, todos os dias, um golinho de uma água diferente - a fórmula dela não é H20, e sim D20. Ao contrário do hidrogênio (H), o deutério (D) tem uma ligação forte com o oxigênio - e mais resistente aos roubos. Segundo o pesquisador, cada gole combate o envelhecimento. Falta saber o quanto podemos tomar sem provocar efeitos tóxicos no corpo. São só os primeiros passos rumo à imortalidade. Pra vencer a morte, muitos cientistas acreditam que nos transformaremos em máquinas mesmo. Do tipo que troca porcas e parafusos sempre que dá pau.Você, versão tech De uma forma, já vivemos essa realidade. Basta pensar no marca-passo. Mas o que se espera para o futuro é mais sofisticado: produção em massa de órgãos. A Escola de Medicina da Universidade de Wake Forest, nos EUA, está criando bexigas artificiais. Quer dizer, naturais, mas cultivadas fora do corpo. São feitas a partir de células da bexiga que será substituída. E ficam prontas em dois meses. O autor dessa pesquisa é o médico peruano Anthony Atala. Em 2004, quando era pesquisador de Harvard (hoje é professor e diretor do Instituto de Medicina Regenerativa da Universidade de Wake Forest), Atala começou a "cultivar tecidos". Em um prato, fez as células se dividir até conseguir um tecido de proporções gigantescas. Aí criou um molde de uma bexiga. Nele, colocou células da própria bexiga na parte interior e células musculares na exterior, fazendo com que elas crescessem. Deu certo. Dois anos depois foi feito o primeiro transplante, em uma criança. A equipe dele passou a fazer tentativas com outros tecidos e já obteve sucesso com cartilagem e veias. Para consertos menores, outra solução: um exército de robôs-médicos dentro de nosso corpo para arrumar qualquer defeito. Já existem experimentos na Rice University, nos EUA. Pesquisadores criaram estrututuras microscópicas, pequenas cápsulas, capazes de levar remédio pela corrente sanguínea até células cancerígenas. E sem afetar as sadias. Esses nanorrobôs podem ter o tamanho de células humanas, ou ser ainda menores. Eles se espalhariam pela corrente sanguínea, limpando nossas artérias muito antes de elas chegarem perto de entupir. Vão também ser capazes de destruir vírus, bactérias, células cancerígenas antes que nosso corpo sofra qualquer dano. Funcionariam como novas pecinhas, responsáveis pela faxina no organismo. "Em duas décadas, os nanorrobôs vão fazer as mesmas funções que as nossas células ou tecidos, mas com uma precisão infinitamente maior", escreveu o futurologista americano Ray Kurzweil, no livro Transcend, lançado em 2009. (Kurzweil não é qualquer um: previu, nos anos 80, o que seria a internet hoje.) Se isso parece futurista demais, veja o que está sendo preparado para o cérebro. O neurocientista Anders Sandberg, da Universidade de Oxford, quer fazer um download dos nossos pensamentos. O cérebro seria transformado em um software, com todas as habilidades da versão original."O programa faria a função de alguma área danificada ou poderia ampliar nossa capacidade de aprendizado e memória." Para isso, será preciso conhecer exatamente o funcionamento de nossa cabeça. E Sandberg pretende fatiar um cérebro em micropedaços para descobrir a função de cada um. Com esse arsenal já em produção, estamos no caminho para a imortalidade do corpo e da mente. Será o fim de uma das maiores buscas do homem. E a primeira era de um novo mundo - no qual a morte deixará de cumprir seu papel. Aí, vencer a morte terá sido só a primeira etapa. A imortalidade trará mudanças profundas na forma pela qual nos relacionamos com a família, com o trabalho e até com nós mesmos. (Veja o quadro da página 49.) Hoje a longevidade da população já é um dos maiores problemas do planeta em termos de espaço, empregos e previdência - a população de centenários deve chegar a 2,2 milhões em 2050 (eram 145 mil em 1999). E isso se a imortalidade não chegar antes. Portanto, prepare-se para uma vida completamente diferente. Mas não se preocupe por enquanto você terá séculos para se acostumar com ela. A luta contra a morte Durante 1 000 anos de estudo, a ciência entendeu, aos poucos, como adiar o fim da vida 1000 Nada de limpeza ou dieta: o pessoal compartilhava as casas com animais e comia a valer, numa dieta de pães, queijos e cerveja. 1675 O cientista holandês Antony van Leeuwenhoek descobre uma das maiores causas de mortes da época: as bactérias. Mas só no século 19 é que se descobriu a relação delas com nossas doenças. 1785 Morre a primeira pessoa registrada como a mais velha do mundo: o norueguês Eilif Philipsen, com 102 anos.1796 Testes com o que seria considerada a primeira vacina. O médico inglês Edward Jenner percebe que uma pessoa contaminada pela varíola bovina - forma mais branda da doença - não pegaria a humana. Na época, 40% dos infectados pela doença não sobreviviam.1850-1885 Louis Pasteur desenvolve a pasteurização, que elimina micróbios dos alimentos.1854 Descoberta de que uma epidemia de cólera em Londres foi causada por água contaminada. É o primeiro passo para o desenvolvimento dos sistemas de saneamento, um grandes motivo para o aumento da expectativa de vida no século 20. 1895 Criação do raio X, que permitiria diagnósticos mais precisos de doenças como tuberculose.1900 O homem só prolongou sua vida média em 7 anos desde o ano 1000, por ainda ser um novato em questões de higiene e saneamento. (Só no fim do século 19, por exemplo, prova-se que médicos deveriam lavar as mãos com cloro antes de fazer um parto.)1928 Aos 113 anos, morre a americana Delina Filkins, que manteve o recorde de mulher mais velha do mundo até 1955. Ela viveu toda a vida dentro de um raio de 16 quilômetros da fazenda em que nasceu. 1929 Alexander Fleming descobre a penicilina, 1º antibiótico do mundo. Começaria a ser ministrada em pessoas 10 anos depois.1953 Os cientistas James Watson (americano) e Francis Crick (inglês) publicam um artigo sobre a estrutura em espiral do DNA, que ajuda a entender a herança genética. 1997 Aos 122 anos, morre a francesa Jeanne Louise Calment, a pessoa que mais viveu no mundo até hoje. Louise andou de bicicleta até os 100 anos e morou sozinha até os 110. Dizia que azeite na comida, vinho e chocolate a ajudaram a viver mais. 2003 Conclusão do mapeamento genético humano, o que poderá permitir a identificação de genes causadores de doenças.2008 Recorde na quantidade de pessoas com mais de 110 anos no mundo: 92 supercentenários. Em 1990, eram 28 pessoas. Em 1980, 11.2010 Expectativa de vida: 68 anos. A japonesa Kama Chinen é atualmente a pessoa mais velha do mundo, com 114 anos. 2015-2020 O mundo terá mais idosos (acima de 65 anos) do que crianças pela primeira vez. 2040 Estimativa de 1,3 bilhão de pessoas com mais de 65 anos - eram 506 milhões em 2008. Os remédios As pílulas, injeções e medicamentos que impedirão o envelhecimento das células do seu corpo Injeções de telomeraseImpedem que as células definhem Sem telomerase, nossas células correm riscos a cada divisão celular. Durante o processo, os cromossomos presentes nelas podem ser mutilados. Danificadas, as células envelhecem. Doses periódicas de telomerase garantiriam que os cromossomos ficassem inteiros.Previsão de uso: 2025Células-troncoRenovam nosso estoque de células São células que podem recuperar tecidos danificados e fazer o trabalho de outras que tenham morrido ou sofrido danos (como os gerados na divisão celular). Injeções de células-tronco poderão virar tratamento de rotina em consultórios.Previsão: 2025 Fome em pílulasSimulam a falta de alimentos no corpo A restrição calórica faz com que o corpo entre em alerta, descartando proteínas danificadas e protegendo as células de radicais livres. Remédios que induzem esse estado de alerta já estão em testes com humanos.Previsão: 2015 Água pesadaProtege as células dos radicais livres Radicais livres são moléculas que roubam elétrons de outras, danificando-as. Para evitar o "furto", átomos têm de estar fortemente ligados entre si. Na água, a ligação entre oxigênio e hidrogênio é vulnerável. Se trocamos hidrogênio por deutério, a molécula fica mais resistente. Uma fórmula da água com deutério já está em testes.Previsão: 2020 Fontes David Sinclair, Ray Kurzweil, Retrotope. A tecnologia As peças e os robôs que vão se incorporar a seu corpo para que ele dure mais Órgãos artificiaisPeças sobressalentes Se algum órgão der defeito, bastará criar um novo. Assim: células do paciente são retiradas e cultivadas em laboratório. Com a ajuda de moldes, cria-se o órgão artificial. Bexigas já estão sendo produzidas assim nos EUA.Previsão: 2015 Nanor RobôsFaxineiros dentro do corpo Um exército de robôs-médicos, do tamanho de células, arrumaria os defeitos do nosso organismo. Limparia artérias e destruiria vírus, bactérias e tumores, antes que nosso corpo sofresse qualquer dano. Previsão: 2030 Você imortal Ninguém vai virar um Matusalém. Nosso corpo continuará jovem e teremos muito trabalho pela frente 1. CORPO A imortalidade dará a você o corpinho que quiser. Nada de plástica - é que conseguiremos repor tudo o que estiver gasto no corpo. É a perda de células que faz você ter careca e cabelos brancos, por exemplo. Se as repusermos no futuro com injeções de células-tronco, sua cabeleira manterá o viço. Vai dar até para reverter sinais da idade. Nanorrobôs na corrente sanguínea eliminarão toxinas e dejetos que estejam poluindo o corpo. "As pessoas que receberem essas terapias vão se parecer exatamente com os jovens adultos de hoje", diz Aubrey de Grey, geneticista da Universidade de Cambridge. 2. TRABALHO Aposentar-se por idade no Brasil significa descansar só nos últimos 10% da vida, em média. Se chegarmos aos 300 anos de idade, a labuta irá até os 270. Isso se o governo quiser pagar aposentadoria. Afinal, você continuará jovem e produtivo o suficiente para pegar no batente. Para não morrer de tédio - de tanto trabalhar na mesma coisa -, o jeito vai ser exercer profissões diferentes. "Será possível ter mais de uma carreira ou aprender vários idiomas. O homem terá uma sabedoria jamais vista", diz Anders Sandberg, neurocientista da Universidade de Oxford. 3. FAMÍLIA No mundo dos imortais, só se morrerá por acidentes muito graves e que não possam ser consertados a tempo. Por isso, sua família vai crescer: você vai conviver até com seu tataravô. As famílias vão ficar enormes, até porque as pessoas terão mais casamentos. Hoje os casais brasileiros vivem 11 anos juntos, em média. Um novo casamento acontece cerca de 3 anos depois da separação. Nesse ritmo, chegaríamos aos 500 anos com uns 32 casamentos nas costas. Manual para viver mais Não existe lugar com porcentagem maior de centenários do que o arquipélago de Okinawa, no Japão: são 58 em cada 100 mil habitantes. (Em países desenvolvidos, o número fica entre 10 e 20.) Uma das chaves da longevidade é a alimentação com pouco açúcar, gordura e sal - um prato típico leva tofu, peixe e vegetais. Okinawanos têm 80% menos câncer de mama e próstata do que americanos, por exemplo. Veja como você também pode chegar lá.Alimentação correta "Uma dieta rica em frutas e legumes antioxidantes (como mamão e cenoura), azeite de oliva, aves e peixes dá 50% mais chance de viver mais", diz o neurocientista americano Gary Small, diretor do Centro de Pesquisa em Memória e Envelhecimento da Universidade da Califórnia, nos EUA. Uma pesquisa feita em Atenas pela Escola de Saúde Pública de Harvard comprova a tese. Gregos que faziam uma dieta semelhante à que Small recomenda viveram 25% mais do que outros.Estresse Radiação, calor e frio podem estimular reações de proteção benéficas para o corpo, como a ativação do sistema imunológico. O mais difícil é acertar a dose. "Um pouco do ruim pode fazer bem, mas muito do ruim vai fazer mal", diz a bióloga Joan Smith-Sonneborn, da Universidade de Wyoming. Exercícios para o cérebro Leitura, palavras cruzadas ou jogos de tabuleiro podem diminuir em 30% o risco de mal de Alzheimer, segundo o cientista Gary Small. Mas a questão é polêmica - muitos cientistas alegam que ainda é preciso fazer mais estudos para comprovar a tese.Sociabilidade Uma companhia estimula atitudes positivas em relação à vida, como parar de fumar. E vale todo tipo de companhia: parentes, amigos, namorados. O casamento é a relação que dá mais resultado. Uma pessoa idosa e casada que tenha problemas cardíacos vive 4 anos a mais, em média, do que um velhinho saudável e solteiro, segundo um estudo da Universidade de Chicago.Otimismo Atitudes mais positivas em relação à vida nos fazem viver mais. Velhinhas com mais esperança eram as que tinham menos problemas cardíacos em um estudo realizado durante 8 anos pela Universidade de Pittsburgh com 100 mil idosas. Para saber mais Ending Aging Aubrey de Grey e Michael Rae, 2007, St. Martin’s Press.Transcend Ray Kurzweil e Terry Grossman, 2009, Rodale. The Okinawa Program Bradley Willcox, Craig Willcox, Makoto Suzuki, 2002, Three Rivers Press. Compartilhar este post Link para o post Compartilhar em outros sites
Postado Janeiro 24, 2017 Repito a mesma fala do Leonardo. Sou ateu também, e não há possibilidade de vida após a morte. Pra mim imortalidade, é coisa de quem quer dominar o mundo. Mas para viver bastante, não seria bom, vai que um bandido decide viver pra sempre, roubando todo mundo e pouco importando pra prisão perpetua. Ok fui longe, mas não acho que imortaliade é possível. Compartilhar este post Link para o post Compartilhar em outros sites