Postado Fevereiro 8, 2016 Me deparei com esse vídeo, que fala sobre a adoção da ciência da computação como disciplina nas escolas dos Estados Unidos e também sobre como isso poderia funcionar no brasil. O que acham? Consideram o ensino de Ciência da Computação nas escolas algo importante, ou até mesmo, possível? Como vocês abordariam a matéria? 4 pessoas curtiram isso Compartilhar este post Link para o post Compartilhar em outros sites
Postado Fevereiro 8, 2016 [Finalmente um tópico sobre educação \ô/] Eu sou estudante de Licenciatura em Matemática, e gosto de imaginar como seria a escola perfeita [e impossível no Brasil] Eu sou a favor da escola de turno integral, no qual pela manhã seriam as disciplinas obrigatórias como são hoje, e pela tarde seriam disciplinas extra-curriculares como teatro, musica, computação, primeiro socorros, culinária, entre outros. Algumas disciplinas extras deveriam ser obrigatórias [como primeiro socorros ], e outras opcionais, então o aluno teria que fazer por exemplo, duas obrigatórias e quatro opcionais, podendo também ser reforço de matemática, português, etc. Eu sei que essa ideia é quase impossível de ser aplicada nas escolas brasileiras, pois deveriam existir a possibilidade de realizar estas disciplinas, espaços, professores, e muita burocracia Considero o ensino da Ciência da Computação importante, porém, (infelizmente) não vejo acontecendo no Brasil, pelo menos não nas escolas públicas. Algumas particulares contém a disciplina de Informática, e se bem desenvolvida pode ser estendida para o ensino de Ciência da Computação. 6 pessoas curtiram isso Compartilhar este post Link para o post Compartilhar em outros sites
Postado Fevereiro 8, 2016 Eu sou a favor da escola de turno integral, no qual pela manhã seriam as disciplinas obrigatórias como são hoje, e pela tarde seriam disciplinas extra-curriculares como teatro, musica, computação, primeiro socorros, culinária, entre outros. Algumas disciplinas extras deveriam ser obrigatórias [como primeiro socorros ], e outras opcionais, então o aluno teria que fazer por exemplo, duas obrigatórias e quatro opcionais, podendo também ser reforço de matemática, português, etc. Eu sei que essa ideia é quase impossível de ser aplicada nas escolas brasileiras, pois deveriam existir a possibilidade de realizar estas disciplinas, espaços, professores, e muita burocracia Também gosto dessa ideia de ensino com período Integral, existem diversas competências que não são ensinadas da forma que acontece o ensino formal hoje em dia. Matérias como Educação Financeira, o básico sobre a constituição brasileira("não tem como jogar sem saber as regras do jogo"), a própria ciência da computação, primeiros socorros, como você citou, entre várias outras coisas que você sai do colégio sem saber fazer. Eu acho o ensino no Brasil focado demais no vestibular e peca em coisas que são extremamente importantes, como saber procurar empregos, procurar qualificação que não envolva uma faculdade, como abrir uma empresa, etc. 1 pessoa curtiu isso Compartilhar este post Link para o post Compartilhar em outros sites
Postado Fevereiro 8, 2016 (editado) [Alguns de meus exemplos aqui veem de experiências particulares. Estudei no total de 3 escolas, todas públicas, politécnicas e com nível de ensino médio para baixo, se alguma coisa tiver sido só comigo, comente] Acho que seria muito interessante aprender, pelo menos o básico, de uma coisa que já está tão presente em nossas vidas hoje como saber escrever. O problema seria: se no EUA está tendo problema em achar profissionais, imagina aqui. Eu tive aulas de informática na minha escola na 7ª série com um professor que nem sabia o que era Paint. Primeiro socorros deveria estar presente nas escolas, nem que fosse apenas algumas aulas. Faz um tempo em que eu estava almoçando com a família, quando minha tia se engasgou, e só eu entre 6 pessoas sabia o que fazer, se não fosse eu estar lá dando as orientações, algo bem ruim poderia ter acontecido. Educação financeira também deveria apareccer, são poucas as pessoas que sabem cuidar do dinheiro . Agora, eu não sei porque constituição não é dada nas escolas. Parece que só um grupo seleto de pessoas podem saber como funciona. Nem se tu tentar ler as leis por sí, são poucos brasileiros que entendem a linguagem usada. Acho muito irônico o paradoxo que existe aqui. O vestibular teoricamente é feito para testar o que foi aprendido na escola, e as escolas são feitas para tu passar no vestibular, ninguém deixa tu mudar a escola, porque não vai ser útil pro vestibular, e ninguém deixa mudar o vesibular porque não é assim que é dado nas escolas. Há muito tempo tentam mudar o ensino de português nas escolas, trocar aquela análises sintáticas e aqueles aglomerados de nomes que tu nunca irá usar na vida por ensinos de linguística, mas ninguém aceita, já que nos vestibular cobram essas coisas. Carol, achei interessante essa tua ideia de escola, qual seria as matérias obrigatórias nela? Ela atende ao fundamental e médio ou apenas um deles? Editado Fevereiro 8, 2016 por Israel fraga 2 pessoas curtiram isso Compartilhar este post Link para o post Compartilhar em outros sites
Postado Fevereiro 8, 2016 Apoio 100% Compartilhar este post Link para o post Compartilhar em outros sites
Postado Fevereiro 8, 2016 Carol, achei interessante essa tua ideia de escola, qual seria as matérias obrigatórias nela? Ela atende ao fundamental e médio ou apenas um deles? Correção em "profissionais", Isra <3 Ela atende ambos os níveis, o Nicolas falou algo que eu tinha esquecido Educação Financeira e das Leis. Ah, eu mudaria um pouco o curriculo [e os professores hahaha], mas no geral, acho que a maioria seria a mesma, mas a forma de ser ensinado os conteudos tem que ser diferente. Considero que o ensino de todas as disciplinas sao essencias pra descobrirmos o que gostamos ou não, mas isso deve ser mostrado mais a fundo no ensino fundamental, para no ensino medio, podermos estudar aquilo q realmente nos prende mais o interesse. Porém, considero que português e matemática [que são sim mais importantes que as outras disciplinas, querendo ou não, por diversos motivos], devem continuar com o mesmo "peso" de horario, enquanto as outras podem ser modificadas, por exemplo, alguem que seja mais de exatas, ter foco em matematica e fisica, outro preferir biologia e quimica, outro historia e geografia, por exemplo. entao cada ano do EM, seria um grupo de horario mais avançado q o ano anterior, teriam as turmas avançadas para quem as escolheu, e as "obrigatorias", onde é ensinado o basicão do conteudo para nosso conhecimento. Vou deixar um pouco mais claro, eu quero estudar Matemática, Fisica e História avançada, com isso obrigatoriamente tbm terei que estudar Português, e as outras matérias seriam básicas, Geografia, Biologia, etc, não teria tanto subconteudo como tem no EM, mas focariam em partes mais importantes e interessantes que realmente poderemos usar mesmo que nao sigamos essas "carreiras". E já nas avançadas abordarão conteúdos mais "pesados", como é o EM hoje, mas iremos aprender tudo que deveríamos e de forma mais aprofundada. Podendo no último ano, em matemática, ver o básico de Cálculo [como é feito nas escolas americanas, acho] Das extras obrigatórias acho que deve ser Primeiro Socorros, as das Leis [se forem duas], e as outras serão: dança, musica, teatro, computação, culinária, e outros que esqueci 1 pessoa curtiu isso Compartilhar este post Link para o post Compartilhar em outros sites
Postado Fevereiro 8, 2016 Seria bem completo e proveitoso,é bem como eu havia idealizado. Só mais uma ultima pergunta: como ficaria a passagem para a faculdade? Levando em consideração que haverá pessoas indo para o mesmo curso, mas que alguns virão os "avançados" no EM e outros não. Seria um aproveitamento de cadeiras de acordo com o que foi estudado no EM? está inclusa nas tuas opcionais "técnicas de tortura e assassinato"? Gostaria muito de ter tido isso no EM Compartilhar este post Link para o post Compartilhar em outros sites
Postado Fevereiro 9, 2016 Seria bem completo e proveitoso,é bem como eu havia idealizado. Só mais uma ultima pergunta: como ficaria a passagem para a faculdade? Levando em consideração que haverá pessoas indo para o mesmo curso, mas que alguns virão os "avançados" no EM e outros não. Seria um aproveitamento de cadeiras de acordo com o que foi estudado no EM? está inclusa nas tuas opcionais "técnicas de tortura e assassinato"? Gostaria muito de ter tido isso no EM Só para alunos especiais! HUASHUSAUHASHU Bom, ai entra uma reforma na facul, mas apenas nas cadeiras teóricas, e que eu gostaria que já fosse aplicado independente do EM fosse modificado ou não. Existem alunos que mudam de curso, e por causa de alguma desgraça das comgrads não conseguem aproveitar cadeiras praticamente iguais de um curso para o outro. Acho que antes de iniciar o semestre deveria existir uma opção para as cadeiras teóricas de se fazer uma prova. As provas seriam "iguais' a que seriam realizadas durante o semestre, assim se o aluno atingisse a media ele seria automaticamente aprovado, de forma que nao precisasse fazer a cadeira, mostrando que já possui os conhecimentos necessários. Isso também pode ser aplicado em qualquer etapa do curso, desde o primeiro até o ultimo semestre, as vezes estudando por conta aprendemos mais que os professores. E isso tambem pode motivar os alunos a aprenderem durantes as ferias e nao perderem o ritmo para o proximo semestre. Também seria viavel para adiantamento do curso [e eu amaria isso ♥], por vc pode estudar uma cadera "I" nas ferias, fazer a prova, e caso passar, se inscreverá para cursar a cadeira "II", isso tambem fará que mais vagas estejam disponiveis para quem realmente quer/precisa, pq muitas vezes aqueles alunos que já viram aquele conteudo em outra cadeira/curso nao vao nas aulas e só fazem a prova, ocupando uma vaga de quem precisa de aula com um professor, etc. Isra, vc acharia viavel caso isso funcionasse na UFRGS? Tu aproveitaria esse plano? Oq vc mudaria? 2 pessoas curtiram isso Compartilhar este post Link para o post Compartilhar em outros sites
Postado Fevereiro 9, 2016 Ainda não entrei em uma faculdade, (na verdade entrei, mas fiquei só um mês no curso), mas como funcionam as matérias obrigatórias e optativas nas faculdades daqui do Brasil? Sei que nos EUA, você tem o seu major, que é o curso "de verdade", e tem também como se formar com minors, por exemplo, ter um Major em Psicologia e um minor em, sei lá, teatro. Existe algo parecido nas faculdades brasileiras? 1 pessoa curtiu isso Compartilhar este post Link para o post Compartilhar em outros sites
Postado Fevereiro 9, 2016 (editado) Ainda não entrei em uma faculdade, (na verdade entrei, mas fiquei só um mês no curso), mas como funcionam as matérias obrigatórias e optativas nas faculdades daqui do Brasil? Sei que nos EUA, você tem o seu major, que é o curso "de verdade", e tem também como se formar com minors, por exemplo, ter um Major em Psicologia e um minor em, sei lá, teatro. Existe algo parecido nas faculdades brasileiras? Na UFRGS, pelo menos, tu tem as cadeiras obrigatórias + uma quantidade de horas de cadeiras optativas para poder concluir o curso, não é nada flexível em relação as obrigatórias, se faltar apenas 1, não há diploma. Talvez possa existir isso em faculdades particulares, mas nenhuma que conheço tem esse sistema Isra, vc acharia viavel caso isso funcionasse na UFRGS? Tu aproveitaria esse plano? Oq vc mudaria? Acho muito viável, mas precisaria de uma organização dos professores, coisa que vemos faltar bastante em algumas cadeiras. Mas precisaria de alguns pontos a mais. Não sei se em Matemática, a maioria dos professores usam prova como avaliação,mas em Letras, muitos não usam ela. Produção textual geralmente usa os textos que tu faz durante o semestre(12 textos dependendo da professora) ou literatura, onde alguns professores exigem vários ensaios+ participação e discussão dos livros, mas nenhuma prova. Nesse caso seria um pouco complicado o uso da prova, assim como seria complicado usar o método de avaliação do professor para pular a cadeira. Porém, para as cadeiras que usam de provas, aprovo totalmente. Latim foi uma cadeira que a professora não sabia ensinar nada e que se eu tivesse usado o tempo da aula dela para estudar em casa, teria resultados melhores Editado Fevereiro 9, 2016 por Israel fraga 1 pessoa curtiu isso Compartilhar este post Link para o post Compartilhar em outros sites
Postado Fevereiro 9, 2016 Lembro que a minha escola tinha aula de computação quando eu era criança. Eu nem tinha aula de inglês ainda, pois eu devia ter uns seis ou sete anos na época e a gente aprendeu a usar o LOGO para o Apple 2... Isso me fez ganhar um MSX com oito anos e aí eu não parei mais. às vezes o que falta é um incentivo externo, pois uma coisa dessas semearia a computação na cabeça de muita criança e daria a elas uma boa oportunidade de crescer independente de idade, sexo, credo, etnia, berço... A computação é a oportunidade mais democrática do mundo: Até sua bisavó se detonar no java pode ficar rica. 2 pessoas curtiram isso Compartilhar este post Link para o post Compartilhar em outros sites
Postado Fevereiro 9, 2016 Wooow, Logo eu aprendi na facul, é muito bom pra entender a lógica SUPER basica da programação, como também aprender matemática, ângulos, trigonometria, etc. 1 pessoa curtiu isso Compartilhar este post Link para o post Compartilhar em outros sites
Postado Fevereiro 9, 2016 Aproveitando o espaço, deixo aqui alguns sites para se aprender a programar. https://www.codecademy.com/ https://pt.khanacademy.org/ (nesse, não é só programação, tem praticamente de tudo) https://www.codeschool.com (Alguns cursos são pagos) https://www.alura.com.br/ (é pago, mas é totalmente em português e entrega certificados de conclusão) 1 pessoa curtiu isso Compartilhar este post Link para o post Compartilhar em outros sites
Postado Fevereiro 9, 2016 Wooow, Logo eu aprendi na facul, é muito bom pra entender a lógica SUPER basica da programação, como também aprender matemática, ângulos, trigonometria, etc. Era muuuito legal, Carol! A gente ficava trocando "receitas" de desenhinhos bem básicos, como casinhas e... coisas tosquinhas de crianças. Nada complexo... Mal a gente sabia que estávamos passando "linhas de programação" em cadernos dos ursinhos carinhosos ou do pole position. ps. Eu lembro que era uma tartaruguinha que desenhava na tela!! ahahahaha 1 pessoa curtiu isso Compartilhar este post Link para o post Compartilhar em outros sites
Postado Fevereiro 9, 2016 Era muuuito legal, Carol! A gente ficava trocando "receitas" de desenhinhos bem básicos, como casinhas e... coisas tosquinhas de crianças. Nada complexo... Mal a gente sabia que estávamos passando "linhas de programação" em cadernos dos ursinhos carinhosos ou do pole position. ps. Eu lembro que era uma tartaruguinha que desenhava na tela!! ahahahaha O nome dela é Tat Aprendi no meu primeiro semestre de Matemática Licenciatura, eu achei divertido, principalmente o uso de trigonometria, cos sen tg, pensar logicamente, entre outros 1 pessoa curtiu isso Compartilhar este post Link para o post Compartilhar em outros sites
Postado Fevereiro 13, 2016 Dando um up aqui no tópico já que esse é o unico que discute educação: Oq vcs acham que deveria mudar para o ensino no Brasil melhorar? Quais matérias vocês acham que podem/devem ser retiradas do currículo? Quais outros planos ou ideias vocês tem em mente? Compartilhar este post Link para o post Compartilhar em outros sites
Postado Fevereiro 13, 2016 Mesmo não sendo totalmente relacionado, acho pertinente ao tópico: Eu vi uma série de vídeos do comediante Murilo Gun, que, apesar de ser comediante, fala sobre as 4 habilidades do futuro. Como os vídeos não estão atualmente no ar, só temos acesso aos áudios dos vídeos. Ele fala sobre a teoria das múltiplas inteligências e sobre como mudar o mindset para o futuro. Segue a série de áudios: https://soundcloud.com/murilogun/habilidades1 Compartilhar este post Link para o post Compartilhar em outros sites
Postado Fevereiro 13, 2016 Dando um up aqui no tópico já que esse é o unico que discute educação: Oq vcs acham que deveria mudar para o ensino no Brasil melhorar? Quais matérias vocês acham que podem/devem ser retiradas do currículo? Quais outros planos ou ideias vocês tem em mente? Não acho que seja uma questão de tirar ou colocar disciplinas, é uma questão de mudar o foco. Peguemos um exemplo de algo que já disse aqui: Um mini curso de direito no ensino médio. Se aplicado, o modelo de currículo provavelmente seria teoria básica (Introdução ao Direito, Principios Constitucionais, Civis e Penais, Teoria Geral do Processo). Só que isso NÃO É IMPORTANTE PARA A POPULAÇÃO! Se dependesse de mim, o curso seria dividido em 5 etapas: Direitos Fundamentais, Juizado Especial, Direito do Consumidor, estrutura do processo e no fim ensinar como produzir um Habeas Corpus. Com isso, as pessoas não teriam "medo" dessa loucura que é o direito. Se pareceu abstrato, serei mais específico: Experimenta, em matemática, tirar boa parte de trigonometria e matrizes, enquanto aumenta a exposição à matemática financeira e estatística. O objetivo é tornar o ensino médio menos acadêmico e mais prático. Outra reforma que eu julgo necessária é o retorno do ensino do básico de latim e do método tradicional de ensino do português, já que o método atual (derivado do método do Mobral, falo um pouco mais no spoiler) se provou pouco eficiente no ensino das regras. Em suma, defendo uma educação básica mais próxima do que era o método tradicional, com a educação média totalmente focada em aplicação e deixar a introdução acadêmica para o ensino superior... Compartilhar este post Link para o post Compartilhar em outros sites
Postado Fevereiro 13, 2016 Dando um up aqui no tópico já que esse é o unico que discute educação: Oq vcs acham que deveria mudar para o ensino no Brasil melhorar? Quais matérias vocês acham que podem/devem ser retiradas do currículo? Quais outros planos ou ideias vocês tem em mente? Disciplinas em si eu não sei se precisaria tirar alguma. Acho que não. Talvez alterar o conteúdo de algumas. A aula de Biologia deveria ensinar as duas teorias para a origem das espécies: evolução e design inteligente. Já é feito assim com a teoria da origem da vida, onde é ensinado lá sobre fixismo, Pasteur, Oparin e Miller e talz... Acho que ensinando as duas, os alunos já crescem conhecendo os dois lados e ele decide qual faz sentido... Ao contrário de ensinar só uma correndo o risco dessa uma estar errada. Sei que todo mundo vai discordar de mim mas tanto faz haha minha opinião. Todas as outras matérias mostram todo o histórico das ideias até chegarem na atual. Só evolução que não, só ensina ela. Não ensina os "problemas", por isso parece que tudo é certo, tudo faz sentido... porque as coisas que não fazem sentido não são ensinadas. Na matemática, na física, temos a parte teórica que contextualiza quem inventou tal coisa, e como e quando... se outra pessoa complementou essa teoria, é ensinado tudo isso... Então, acho que valeria a pena incluir aquilo lá. Eu nunca consegui prestar atenção em matérias de humanas hehe História, Filosofia, Sociologia e a parte política da geografia eu realmente não sei como passei nas provas. História eu sei, eu decorava a lista de exercícios. Mas não é porque eu odeio que acho que deveria tirar.... Sei que contribui para a análise crítica de cada um, o que faz a pessoa não ser alienada. Mas sociologia seriamente eu não sei dizer nem que assunto foi falado. Se eu não consigo nem lembrar o que teve, então não foi nada importante pra mim. Será que tem utilidade mesmo? Aula de artes no Ensino Médio, tem importância? Eu tive só no primeiro ano. Se bem que eu aprendi coisas que não aprendi em 8 anos de Fundamental...talvez então seria diminuir a quantidade de "desenho livre" e colocar coisas mais além. Eu por exemplo aprendi a desenhar usando régua e compasso sólidos geométricos daqueles que você monta e cola as abas... Eu fiz um dodecaedro e achei fantástico... nunca tinha feito isso na vida além dos básicos como cubo e pirâmides... bom, foram boas essas aulas de arte no EM, mas acho que deveria ir pro fundamental. Religião é um assunto que eu acho que não deveria virar disciplina obrigatória. Em algumas escolas públicas eu sei que é obrigatório mas não sei direito os assuntos abordados... não sei como é abordado o tema... dependendo de como for, é pior do que não ter. Ciência da computação, ou programação eu aprovo demais. Lógica deveria ser talvez um assunto que deveria entrar. Concursos públicos pedem lógica... coisas básicas mas muita gente não consegue resolver.... Aulas de cubo mágico e outros jogos de lógica poderiam complementar o assunto... Ética também poderia ser um tema interessante, aí iria mais encontro com o que o Matheus falou... Se bem que seria uma aula que eu odiaria também. Sobre coisas para melhorar o ensino acho que são poucas coisas.... o que mais melhoraria seria a educação dos alunos, mas hoje dificilmente os professores são respeitados... Isso não é culpa da escola, é culpa da sociedade inteira. Nem acho que tem como reverter.... Se o professor voltasse a ter respeito igual tinha há 40 anos onde tinha castigo e palmatória, acho que a educação já melhoraria bastante. Só sei que se continuar assim, ficará cada vez pior. Compartilhar este post Link para o post Compartilhar em outros sites
Postado Fevereiro 14, 2016 o principal problema que eu vejo no ensino é o aprendizado conteudista. Tu não aprende física na escola, tu aprende como calcular coisas usando fórmulas. Tu não aprende trigonometria, tu decora um monte de fórmulas e diz que está ensinando. Tu não aprende português, tu só aprende um monte de nomes e termos que quase não são uteis, e de língua tu não vê nada. Tu não vê sociologia, mas um tsunami de termos e conceitos. É muito raro tu ter matérias que realmente focam no aprendizado de algo, em vez de decorar algo, deve ser por isso que muitos não vão bem em exatas, é a matéria menos conteudista(mas ainda tendo centenas de formulas pra decorar) eu começaria por ai: trabalhar coisas mais no âmbito teórico, mostrando como se transforma em algo real ou prático. como eu acho que deveria ser o ensino de português, por exemplo: eu colocaria as regras padronizadas de escrita nos primeiros anos do fundamental. Ensinando concordância e coerência em textos. pros anos seguintes, ambiguidade, vírgula e começaria a trabalhar com o texto: redações em geral. No ensino médio seria linguística básica e teoria do texto(como fazer um texto bom, o que precisa num texto, qualidades). Algo bem protótipo essa ideia, mas seria o que eu considero de real importância. Outra reforma que eu julgo necessária é o retorno do ensino do básico de latim [...] por que ensino de Latim? Uma língua quase sem uso, com diferenças gritantes da gramática do português e de dificuldade de adquirir o básico alta. Eu deixaria ela como uma opcional, algo como "escolhas 1 ou mais línguas que queira fazer". Btw, allyson. Tive religião obrigatoriamente durante toda minha vida de fundamental e médio, as aulas eram assim: se a professora era muito cristã. víamos apenas os funcionamento e os dogmas do cristianismo, se ela não fosse, era "apenas" 90% das aulas sobre cristianismo. Só no 3ºano do médio que fui ver outras religiões:budismo, hinduísmo, islamismo... . Não sei dizer se todas são assim, mas se na minha foi, com certeza houve em outras escolas 3 pessoas curtiram isso Compartilhar este post Link para o post Compartilhar em outros sites
Postado Fevereiro 14, 2016 por que ensino de Latim? Uma língua quase sem uso, com diferenças gritantes da gramática do português e de dificuldade de adquirir o básico alta. Eu deixaria ela como uma opcional, algo como "escolhas 1 ou mais línguas que queira fazer". Várias regras básicas do latim estão presentes em Inglês, português, espanhol, italiano, alemão entre outros idiomas. Além disso, a estrutura complexa da frase em latim força com que o indivíduo, ao falar português, o faça de forma lógica. Na verdade, acredito que aprender latim (e compreender ideias como ablativo, acusativo etc) seria uma ótima forma de melhorar a qualidade textual hoje, já que artigos acadêmicos (principalmente na área de humanas) são CHEIOS de frases sem objeto, repetição de ideias, conclusões que não fecham e verbos sem sujeito e objetos. Sabe quando você lê uma frase gigantesca num artigo e ela parece não dizer nada? Isso seria impossível no latim, porque os casos não deixam palavras sobrando na frase. E se a pessoa tivesse aprendido um pouco do idioma, teria aprendido a fazer isso no português também... Compartilhar este post Link para o post Compartilhar em outros sites
Postado Fevereiro 14, 2016 Quais estruturas básicas do latim estão presentes nessas línguas? Quais estruturas tem o latim que "faria o individuo, ao falar português, fazer de forma lógica"? E aliás, quais são as formas lógicas que faltam no individuo que fala português? Estudo essa língua e digo não há nada faltando em nossa língua. Sem contar que esses problemas de escrita não são porque nós não sabemos latim, mas é porque não é ensinado a fazer texto direito no fundamental e no EM. Na área acadêmica, não sei como é tratado a criação de artigos para estudantes de outras áreas, assim como não sei como é ensinada, se realmente for ensinada. A resposta seria maior ensino de texto, e não de latim. E, seguindo a mesma lógica, porque, em vez do latim, não usássemos outra língua de casos, já que tu diz que o entendimento deles nos ajudaria. Coreano, alemão, polonês, russo, esperanto, filândes, todas elas são línguas de casos. Compartilhar este post Link para o post Compartilhar em outros sites
Postado Fevereiro 15, 2016 Primeiramente, demorei para ver esse tópico, por isso os múúúúltiplos quotes. Concordo com a maior parte do que foi dito aqui, então farei apenas breves comentários. Israel fraga, em 08 Fev 2016 - 5:02 PM, disse: ... Há muito tempo tentam mudar o ensino de português nas escolas, trocar aquela análises sintáticas e aqueles aglomerados de nomes que tu nunca irá usar na vida por ensinos de linguística, mas ninguém aceita, já que nos vestibular cobram essas coisas. Concordo que há uma ênfase exagerada em análise sintática no ensino atual mas, embora ele devesse ser atenuado vejo essa matéria como essencial para a boa compreensão da língua e que, portanto, não deveria ser abandonada. Já há muito que tenho defendido que os tradutores automáticos só funcionarão próximos à perfeição quando aprenderem (posivelmente via redes neurais) a fazer análise sintática. Vou deixar um pouco mais claro, eu quero estudar Matemática, Fisica e História avançada, com isso obrigatoriamente tbm terei que estudar Português, e as outras matérias seriam básicas, Geografia, Biologia, etc, não teria tanto subconteudo como tem no EM, mas focariam em partes mais importantes e interessantes que realmente poderemos usar mesmo que nao sigamos essas "carreiras". E já nas avançadas abordarão conteúdos mais "pesados", como é o EM hoje, mas iremos aprender tudo que deveríamos e de forma mais aprofundada. Podendo no último ano, em matemática, ver o básico de Cálculo [como é feito nas escolas americanas, acho] Sobre matemática, parte de suas muitas horas poderiam ser substituídas por atividades como ciências da computação, robótica, cubo mágico, xadrez e outros jogos estratégicos, mágica, etc. Exemplificando, suponha que uma turma tenha oito horas de matemática por semana. Ao invés disso, passariam a ter "apenas" quatro horas e as outras quatro seriam substituídas por atividades como as citadas. Não sei quão rigorosos e definitivos eles são mas há estudos que mostram que essa substituição acaba por beneficiar o aprendizado de... matemática! Lembro que a minha escola tinha aula de computação quando eu era criança. Eu nem tinha aula de inglês ainda, pois eu devia ter uns seis ou sete anos na época e a gente aprendeu a usar o LOGO para o Apple 2... Eu também tive Logo para o Apple 2 na escola (no meu caso em meados da década de 80)! Não acho que seja uma questão de tirar ou colocar disciplinas, é uma questão de mudar o foco. Peguemos um exemplo de algo que já disse aqui: Um mini curso de direito no ensino médio. Se aplicado, o modelo de currículo provavelmente seria teoria básica (Introdução ao Direito, Principios Constitucionais, Civis e Penais, Teoria Geral do Processo). Só que isso NÃO É IMPORTANTE PARA A POPULAÇÃO! Se dependesse de mim, o curso seria dividido em 5 etapas: Direitos Fundamentais, Juizado Especial, Direito do Consumidor, estrutura do processo e no fim ensinar como produzir um Habeas Corpus. Com isso, as pessoas não teriam "medo" dessa loucura que é o direito. ... Outra reforma que eu julgo necessária é o retorno do ensino do básico de latim e do método tradicional de ensino do português, já que o método atual (derivado do método do Mobral, falo um pouco mais no spoiler) ... 1. No caso de humanas, hoje sinto graves deficiências em minha formação. Gostaria de ter tido uma exposição bem mais cedo a matérias como Filosofia, Sociologia, Direito, Lógica, Oratória e Debate, etc. Obviamente, numa abordagem mais de livre discussão do que conteudística (e o mesmo vale, inclusive, para História e Geografia). [nota pessoal: não há aqui nenhuma crítica aos meus professores, no geral, excelentes, e sim à concepção mesmo de escola que temos no Brasil] 2. Que spoiler? o principal problema que eu vejo no ensino é o aprendizado conteudista. Tu não aprende física na escola, tu aprende como calcular coisas usando fórmulas. Tu não aprende trigonometria, tu decora um monte de fórmulas e diz que está ensinando. Tu não aprende português, tu só aprende um monte de nomes e termos que quase não são uteis, e de língua tu não vê nada. Tu não vê sociologia, mas um tsunami de termos e conceitos. É muito raro tu ter matérias que realmente focam no aprendizado de algo, em vez de decorar algo, deve ser por isso que muitos não vão bem em exatas, é a matéria menos conteudista(mas ainda tendo centenas de formulas pra decorar) por que ensino de Latim?... Já falei brevemente sobre o conteudismo acima. Concordo plenamente. Darei minha opinião sobre latim abaixo. E, seguindo a mesma lógica, porque, em vez do latim, não usássemos outra língua de casos, já que tu diz que o entendimento deles nos ajudaria. Coreano, alemão, polonês, russo, esperanto, filândes, todas elas são línguas de casos. Por um lado, concordo com a afirmação acima. Na minha experiência (veja a seguir), o aprendizado de uma segunda língua (qualquer que seja) torna o conhecimento da nativa mais sólida e facilita o aprendizado duma terceira. E assim por diante. Sobre minha experiência: falo, além do português, inglês e espanhol. Tive ainda dois anos de alemão no primário, mas, infelizmente, não lembro nada. Tive ainda duas aulas de francês (e tenho uma razoável compreensão, principalmente escrito, mas sou incapaz de falar ou escrever, duas de esperanto (idem) e uma de italiano (nesse a compreensão é bem pior mas dá para assistir a maioria dos filmes e ainda entender algumas piadas). Atualmente, via internet, estou tentando aprender toki pona e holandês. Por outro lado, meu pai diz que o latim ajuda sim e muito no aprendizado e na prática das línguas ocidentais em geral. Devo reforçar que respeito a opinião dele em qualquer assunto mas neste mais ainda. Além de ser formado em letras, fala seis línguas (holandês, português, inglês, espanhol, alemão e francês). Ok, nesse assunto meu pitaco não foi tão breve Compartilhar este post Link para o post Compartilhar em outros sites
Postado Fevereiro 15, 2016 (1)Concordo que há uma ênfase exagerada em análise sintática no ensino atual mas, embora ele devesse ser atenuado vejo essa matéria como essencial para a boa compreensão da língua e que, portanto, não deveria ser abandonada. Já há muito que tenho defendido que os tradutores automáticos só funcionarão próximos à perfeição quando aprenderem (posivelmente via redes neurais) a fazer análise sintática. (2)Por um lado, concordo com a afirmação acima. Na minha experiência (veja a seguir), o aprendizado de uma segunda língua (qualquer que seja) torna o conhecimento da nativa mais sólida e facilita o aprendizado duma terceira. E assim por diante. Sobre minha experiência: falo, além do português, inglês e espanhol. Tive ainda dois anos de alemão no primário, mas, infelizmente, não lembro nada. Tive ainda duas aulas de francês (e tenho uma razoável compreensão, principalmente escrito, mas sou incapaz de falar ou escrever, duas de esperanto (idem) e uma de italiano (nesse a compreensão é bem pior mas dá para assistir a maioria dos filmes e ainda entender algumas piadas). Atualmente, via internet, estou tentando aprender toki pona e holandês. Por outro lado, meu pai diz que o latim ajuda sim e muito no aprendizado e na prática das línguas ocidentais em geral. Devo reforçar que respeito a opinião dele em qualquer assunto mas neste mais ainda. Além de ser formado em letras, fala seis línguas (holandês, português, inglês, espanhol, alemão e francês). Ok, nesse assunto meu pitaco não foi tão breve (1) primeiramente tenho que explicar sobre essa analise sintática: ela é uma analise clássica, feita a partir do latim, tem ênfase nas escolas de ensinar o portugues se baseando no latim, tacando em cima de ti uma chuva de termos desnecessários. Existe a analise sintática da linguística (famosas árvores sintáticas), que tem como finalidade explicar cada língua por suas próprias regras, de forma lógica. Essa segunda eu acho que deveria ser ensinada, em vez da primeira, que é uma análise arbitrária e extremamente conteudista. Eu acho a análise semântica nos tradutores automáticos o que há mais em falta, como diferenciar se a palavra está sendo usada com tal sentido ou aquele outro sentido. Inclusive, há programas que fazem análise sintática com 93% de precisão hoje (2)o ensino de qualquer língua faz ajudar a aprendizagem de outra qualquer língua, isso é fato. Sem contar que, junto à língua, vem sua carga cultural, o estilo de vida dos falantes etc, que além de nos mostrar coisas novas da nossa própria língua, nos mostra coisas novas da nossa própria cultura. E sim, latim ajuda no ensino de línguas, mas apenas as europeias. Tornar latim obrigatório seria o equivalente a dizer: tu só pode aprender essas linguas da Europa, por isso que eu disse que não concordo com ele ser obrigatório, mas opcional. Se fosse seguir essa lógica, novamente, posso dizer que mandarim deveria ser obrigatório, já que é uma língua tonal e a maior parte das línguas no mundo é tonal, então ajudaria no ensino da maior parte das línguas no mundo. Compartilhar este post Link para o post Compartilhar em outros sites
Postado Fevereiro 15, 2016 (editado) Sobre matemática, parte de suas muitas horas poderiam ser substituídas por atividades como ciências da computação, robótica, cubo mágico, xadrez e outros jogos estratégicos, mágica, etc. Exemplificando, suponha que uma turma tenha oito horas de matemática por semana. Ao invés disso, passariam a ter "apenas" quatro horas e as outras quatro seriam substituídas por atividades como as citadas. Não sei quão rigorosos e definitivos eles são mas há estudos que mostram que essa substituição acaba por beneficiar o aprendizado de... matemática! Bom, como eu disse, na Matemática Avançada (que eh como eu chamaria essa disciplina), seria apenas Matemática, essas outras atividades não devem ser misturadas, e sim, irem para outra disciplina. Pode-se criar uma disciplina extracurricular, como discutida anteriormente, com essas atividades. A Matemática no EM deve ser mudada, principalmente a ideia idiota de "decorar fórmulas", o objetivo seria estudar para chegar logicamente em algumas dessas formulas (como, por exemplo, Progressão Aritmética, ou cálculo de área de uma pirâmide) Editado Fevereiro 15, 2016 por Carolina Compartilhar este post Link para o post Compartilhar em outros sites