Mentoria de Inglês - Carlos de Alcântara

MosAxz

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Tudo que MosAxz postou

  1. Qual foi a melhor rede social?

    Dado os critérios, Telegram.
  2. Um esporte que enfrentou uma polêmica muito semelhante foi o Baseball, no caso do taco de madeira vs taco de alumínio. Por ser menos "rígido", o taco de alumínio se "deforma" um pouco na hora do contato, o que diminui a perda de energia e, por consequência, resulta em uma rebatida mais eficiente. Por ser um esporte onde as estatísticas são extremamente importantes, as ligas principais proíbem o taco de alumínio basicamente pela mesma razão que a WCA proibia os cubos stickerless: Receio de distorcer a essência da atividade. Sinceramente, não sei afirmar quão relevante são essas coisas. Uma das razões pela qual gosto tanto da resolução sem inspeção é justamente para tornar a resolução do cubo mais "natural" e intuitiva. É uma experiência como resolver o 7x7 ou o Megaminx onde, faça o que fizer, toda resolução sempre será diferente (enquanto o 3x3 e principalmente o 2x2, a resolução é quase que automática). Além de foolproof, me parece mais divertido. Mas claro, eu entendo as razões pelas quais as pessoas não aceitariam isso. Essa suposição é mais para demonstrar porque me parece, data venia, "bobo" tentar evitar erros em campeonato mudando o "8/vai".
  3. Pirataria

    O mercado assimila a criação alheia dentro de seu próprio produto o tempo inteiro. Peguemos o cenário mobile: Apesar de serem produtos diferentes, hoje em dia o Android e o iPhone possuem praticamente as mesmas features, mudando somente a essência de cada sistema. O tempo inteiro um "roubava" a ideia do outro. Praticamente qualquer tecnologia do mundo tem sua engenharia reversa feita e é produzida em cópia pela China. Apesar das leis de proteção à propriedade intelectual tentarem organizar tudo, o fato é que só se mantém no mercado aquele que oferece um produto que não compense ser pirateado, seja pela sua complexidade ( o que torna a cópia de baixa qualidade), seja por ser um processo otimizado e o custo da cópia ser próximo ao valor de venda do produto. Pegue o Office 365. A Microsoft aproveita que é grande, otimiza e integra o processo aos seus outros serviços e oferece uma estrutura eficiente. Não é a propriedade intelectual em si que vale o dinheiro, mas toda a estrutura de serviços, que exige da concorrência muito mais do que a mera pirataria.
  4. A questão dos recordes são tratadas em vários esportes com o seu desenvolvimento. Boa parte do trabalho anual da FIA nos últimos anos foi aumentar a dificuldade de se pilotar um carro de formula 1 (que a despeito do senso comum, é muito mais difícil e manual do que, por exemplo, 2001). A FIFA, por alguma razão inexplicável, muda a bola da copa do mundo de 4 em 4 anos (e as vezes, erra feio como aconteceu na Africa do Sul). A questão de gerações distintas de recordes é algo que é enfrentado normalmente. Pessoalmente, prefiro que mantenha a inspeção como está, porém, não acho que a possibilidade seja descartável de plano. Talvez a retirada da inspeção possa vir a ser interessante um dia (e pra mim, com certeza é melhor do que tirar o aviso de 8 e 12). E estaria colocando métodos -- hoje fora do jogo -- dentro da disputa. Sem inspeção, se daria bem a pessoa que conseguisse trabalhar menos com a antecipação e mais com o instinto. Nesse cenário, o Heise, por exemplo, poderia se tornar o método mais eficiente, já que você começaria a montar os blocos sem precisar, num primeiro momento, se preocupar com a localização dos outros. Não é que seria melhor ou pior, mas seria uma mudança de paradigma. De certa perspectiva, é quase uma modalidade nova.
  5. Difícil não é, só é um pouco... Estranho, digamos. O Square-1 parece muito um cubo mágico, mas tem um funcionamento totalmente diferente. É como aprender a montar o cubo pela primeira vez, você simplesmente não tem base anterior pra nada...
  6. Não sou um especialista no Square-1, mas a primeira dica que dou é: Resolução de Square-1 não é tanto o método, é principalmente ser rápido no reconhecimento do caso e diminuir o número de movimentos. Com um método bem básico, você provavelmente vai conseguir resolver em 30-20 segundos. Vai treinando (em especial, a maldita paridade), aprende um método básico completo e quando você achar um caso que você acha "chato" e que está caindo direto, aprende ele. Depois de muito tempo, quando você já estiver plenamente acostumado com o Square-1, pode pensar em realmente aprender um método avançado...
  7. Pirataria

    Se a base de seu modelo de negócios pode ser inviabilizada pela pirataria, ele merece ser pirateado. Sim, programar tem um custo de tempo e de oportunidade, porém, depois de programado, é uma forma meio inocente de ambição imaginar que as pessoas vão pagar 50-75 reais por um programa que pode ser facilmente encontrado em torrent ou pode ser substituído por um gratuito. Enquanto falamos do "merecimento moral" (que não tem relação econômica em si), é "injusto" que um produto que já está pronto e não consome matéria prima (é um mero download) custe algo quando ele já se pagou. Não há nada, absolutamente nada de moral em "propriedade intelectual". O conhecimento, pela sua própria natureza, não pode ser próprio de um indivíduo. Apontado o fato óbvio de que não há nenhuma restrição moral para a pirataria, há duas questões de natureza prática: Obviamente é uma péssima estrutura social aquela onde um paga o custo da pesquisa e do desenvolvimento, enquanto os resultados podem ser usados por todos. Um país que não reconheça a propriedade intelectual enquanto valor pragmático (e não moral) está fadado a produzir nada ou quase nada em pesquisa. Vira uma China, um centro de engenharia reversa de tamanho continental. Então, começando a responder a pergunta, não é uma péssima ideia piratear, mas é uma péssima ideia que a pirataria se torne aceitável e louvável. Tal qual a depravação e a libertinagem, o problema não está na pirataria em si, mas em ser flagrado pirateando. A hipocrisia anda de mãos dadas com a amoralidade. Dito isso, volto ao ponto inicial, do modelo de negócios: A pirataria é também um mecanismo do mercado para filtrar os modelos. O iPhone pode ser desmontado e copiado, o iOS pode ser plagiado, mas o fato de unir ambas as tecnologias num objeto que tem o formato do iPhone e o nome do iPhone não quer dizer que você tem O iPhone. Quem compra o iPhone não quer o celular em si mesmo, mas a "garantia apple" e a confiança do consumidor não pode ser pirateada. Também é impossível você tentar plagiar a Samsung e lançar celulares mais baratos porque a) eles tem 500 modelos b ) Eles produzem chips pra metade do mundo c) Eles tem a tecnologia totalmente otimizada. Ninguém vai se sentir compelido a baixar todo o acervo do Netflix, do Amazon Unlimited e do Spotify. Nesse caso não é a mídia em si mesmo que é vantajosa, mas o serviço on demand. É possível piratear uma mídia ou outra, mas não há logística para manter TODO O ACERVO online sem cobrar tanto quanto eles. No caso de um programa, de que adianta ter o pirata de um aplicativo cuja função exige constante atualização (como um serviço de automação comercial) e você provavelmente ficará a maior parte do tempo sem funcionar com ele? Esse texto todo é pra explicar o seguinte: Não é uma questão de ser contra ou a favor. A pirataria existe e, enquanto for vantajosa, vai continuar a existir. A questão é saber como o produtor vai agir quanto a isso: Vai tentar segurar o mar com o rodo (como com DRMs e etc) ou vai criar um modelo mais eficiente que o pirata?
  8. Ressucitando o debate, já que é pra mudar e pra simplificar, por que não adicionar uma "dificuldade" aos competidores de alto nível e ao mesmo tempo facilitar a vida dos de nível baixo? Simplesmente acabem com a inspeção... Mais foolproof que isso não tem como. Bate o timer, levanta o baldinho e resolve como se faz no BLD. Não tem nem o que o juiz errar...
  9. Musica.

    Então ouça essa, que é um clássico:
  10. Associação Brasileira de Cubo Mágico (ABCM)

    Não sou exatamente um bom professor. Aliás, aproveitando que falei muito em "comunidade" (tô quase parecendo a Regina Casé), vou fazer um tutorial escrito (e talvez saia um aceitável em video) explicando o ZZ, tanto para iniciantes (aprendendo do zero), como a transição do Friedrich pro ZZ.
  11. Associação Brasileira de Cubo Mágico (ABCM)

    Eu acho que a ABCM deveria ter uma atenção especial nessa questão dos cubistas iniciantes, promover ações onde aconteçam mais oficinas e campeonatos. Pois muitas vezes temos bons cubistas porém sem oportunidades de viajar e participar dos campeonatos, há situações também de querermos um campeonato e não termos condições de realizar por falta de local (ninguém quer ceder espaço e não há recursos para alugar um). Então, a ABCM vai fazer isso. Com qual verba? Oficina tem custos, campeonato ainda mais. E a ABCM, até o momento, não tem verba. Não sou tesoureiro da organização, mas sei que não dá para patrocinar esse tipo de ação no momento. Oficinas que vão ocorrendo acontecem paralelamente à organização. Então as parcerias estratégicas seriam fundamental para ajudar os organizadores de campeonatos. Aparições na mídia, feiras de cultura, palestras, dentre outras ações que promovam o cubo mágico, irão contribuir a conquistar novos adeptos. Ninguém discorda que publicidade aumente o alcance. A questão é saber COMO fazer isso. Não é só aparecer no RecNov ou no Projac com 3 cubos e pronto. Tudo isso exige contato, interesse da outra parte e uma certa dose de sorte. Dentro do possível, todo mundo está fazendo essas coisas. Essa solução é muito abstrata, se a ABCM tivesse alcance suficiente para fazer isso, ela não precisaria se preocupar tanto assim em conseguir alcance. A questão de buscar por um maior aprendizado vai depender da vontade das pessoas. Pois não vai adiantar termos bastante conteúdo se os cubistas não possuem interesse em se aprofundar. A exemplo disso temos o método avançado do 3x3, é de conhecimento de muitos, mas porque nem todos querem aprender? Fornecer conteúdo será muito importante, mas precisam despertar o interesse dos cubistas. Se tiverem interesse... eles vão correr atrás. Se não existir interesse, a comunidade cubista está fadada ao desaparecimento e seria totalmente sem nexo tentar fazer a comunidade crescer, pra começo de conversa. Se existe a ABCM, o forum, os campeonatos, as oficinas, é justamente porque presumimos que EXISTE interesse. Nós não podemos controlar a consciência de ninguém. O que estou falando é que existem inúmeras coisas que EU gostaria de aprender e não existe em PT-BR e que, se eu não soubesse nada de Inglês, não teria como aprender. Minha pressuposição é que existem outros iguais a mim. Quando conversava com o Israel sobre esse assunto no Curitiba percebi que não é exatamente um fenômeno muito raro... E ainda acho que precisamos ouvir os cubistas, PESQUISA DE IMAGEM seria uma boa forma de "ouvir" os cubistas, pois as opiniões das poucas pessoas que falaram aqui no tópico não representam a maior parte dos problemas que os cubistas enfrentam. E como disse antes, apoiaria se uma das iniciativas da ABCM fosse contribuir com a participação de cubistas brasileiros nos campeonatos mundiais. Porém, não dá para ser agora que não se tem recursos disponíveis. Vamos ouvir os cubistas fazerem proposições, porém sem que eles expliquem como elas serão executadas, ou sem que seja dispensada a verba para a execução? Eu tenho uma solução melhor: ABCM cria os mecanismos de proliferação de conteúdo e informação, a comunidade faz o resto. A única despesa é a hospedagem e terá efeitos bons de longo prazo...
  12. Associação Brasileira de Cubo Mágico (ABCM)

    @Newbie "Mas o Dekiki tem uma articulação que não é comum na maioria das pessoas e foi um fenômeno que apareceu no meio (a chance de aparecerem outros Dekiki's é mínima), o Roque ou o Campanha, que são insano não tiveram a projeção midiática que o Dekiki teve e quanto mais insanos, menos insanos eles serão, porque vai virar coisa comum e volta pro mesmo lugar onde estamos agora." Sim, sim. A questão é que se a dificuldade inicial para ser um "Dekiki" for reduzida (aumentando o número de pessoas que podem aprender essas modalidades), mais "candidatos a Dekiki" existirão e maior é a probabilidade de um novo "Dekiki" surgir. Como eu disse, não dá pra forçar, porém imaginem os possíveis efeitos de um jornalista que conheça a comunidade, ou uma pessoa com alguma influência positiva. É tudo uma questão de aumentar a probabilidade. Além do que, estou falando não da "única coisa possível", mas do que acho que deveria ser a PRIORIDADE. Reatualiza todo o conteúdo (que está bem defasado, quem for atrás de métodos hoje vai ter dificuldade extrema pra aprender coisas "standards" como Hoya e Oka) e, quando parearmos minimamente o conteúdo PT-BR ao conteúdo internacional, ai dá pra ficar tranquilo quanto ao conteúdo por um bom tempo. Perceba, falo de antecipar um trabalho que exige 1) Pouca verba, já que é pouca despesa e muito trabalho 2) Sempre poderá ser acessado por novatos. @Pedro Roque Já que está se candidatando a fazer conteúdo, uma coisa que eu acho que poderia ajudar é mostrar as principais diferenças, truques específicos e mutretas que diferenciam a resolução do 5x5 e do 4x4 (já que uma parte considerável do pessoal monta de forma quase que idêntica ambos os cubos). Ah, um video com técnicas para facilitar os centros (que é uma das partes que o novato mais demora) também seria uma grande ajuda...
  13. Associação Brasileira de Cubo Mágico (ABCM)

    O Dechichi atraiu muitas pessoas pro universo cubista. Hoje em dia não vejo tanto (até porque, só acompanho o forum e o pessoal aqui costuma ser um pouco diferente da média), mas teve uma época onde uma parte considerável do mundo do cubo, em especial os novatos, falavam o tempo inteiro do Dechichi, de suas participações na tv e etc. É desse tipo de publicidade que eu falo, que tem um potencial de alcance maior que qualquer campanha que a ABCM possa fazer no momento. Porém, isso só foi possível porque, naquele momento em específico, o cubo levantou esse tipo de interesse, o que é imprevisível (nunca saberemos quando é possível que tudo isso ocorra de novo), por isso é importante ter uma certa dispersão ao longo do território nacional, porque a comunidade cubista, como qualquer comunidade na história da humanidade, não cresce de forma linear, mas em saltos de interesse. Uma área onde o cubismo cresceu forte nos últimos 2 anos foi Curitiba, com o surgimento de nomes como Anuar, Key (Um dos novos sub-10, aliás), Aharon. A região norte, outrora esquecida, agora surge com campeonatos em Santarém e Manaus. E isso não é resultado de oficinas, a ABCM não levou "jesuítas" para nenhum desses lugares pra fazer oficinas. O surgimento se deu de forma espontânea. Da mesma forma que Anuar apareceu do nada para tirar um NR de square-1 que parecia quase eterno, o Sena surgiu do nada em 2013 quase sub-10, o Batista saiu igualmente do nada para finalizar a revolução iniciada pelo Meneghetti no Fewest Moves. Tudo isso de forma espontânea, só porque 1) Existiu campeonatos em regiões próximas 2) Esses caras tiveram como aprender as técnicas avançadas. Por isso, volto ao que já disse: Será que, houvesse maior facilidade no segundo ponto, não seria um pouco mais fácil ampliar campeonatos, já que há pra onde crescer?
  14. Associação Brasileira de Cubo Mágico (ABCM)

    O que eu acho é que Cubo Mágico é uma atividade de nicho por definição e o principal objetivo da modalidade é se superar, fazer um tempo incrível, bater os próprios recordes. É diferente do Xadrez, Pokemon e Magic. Acredito que grandes cubistas atraem novos cubistas. Imagina se em todo estado tiver um sub-10, o potencial para novas reportagens na tv e na internet e como o alcance será muito maior do que qualquer campanha que a ABCM possa fazer.
  15. Associação Brasileira de Cubo Mágico (ABCM)

    Vamos ser um pouco mais concretos? Isso de ficar falando "fazer parcerias com produtores de conteúdo" tá parecendo ata de reunião de comissão do Congresso Nacional. O que eu acho que poderia ser feito: 1 - Aproveitar que tem meio mundo de gente com trânsito com a comunidade internacional e tentar conseguir o banco de dados da Speedsolving Wiki junto à equipe, para que se possa iniciar o processo de tradução cooperativa (semelhante ao que faz o duolingo com texto). Ter acesso ao banco de dados completo e criar uma categoria inteira de páginas "para traduzir" é muito mais eficiente do que copiar e colar página por página na wiki do forum (que, salvo melhor informação, está fora do ar). Aproveita e usa hospedagem da própria associação e dá um pouco de descanso ao bolso do Carlos com a hospedagem. 2 - Aproveitar a existência da tal wiki (que talvez se consolidasse até o fim de 2017) e torná-la uma central de informação, um ponto de partida, com link para diversos tutoriais, em diversas mídias. É isso que, hoje, eu vejo que cabe à ABCM. Traduzir os artigos, fazer tutoriais e etc, tudo isso cabe à comunidade na minha visão...
  16. Associação Brasileira de Cubo Mágico (ABCM)

    Cara, 3 baixo no 2x2 é um tempo fenomenal, já dá pra ficar no top-100 de single (o top-100 de avg é 5 baixo). Por outro lado, uma solve sub-90 no 5x5 já é muito mais complicado só com repetição. Não é que não existam técnicas no 2x2, é só que, pra um tempo aceitável (não falo top-10 BR), exige-se muito menos (eu fiz single de 5s com ortega, sem nem mesmo treinar o 2x2), do que pra conseguir até mesmo um sub-3 no 5x5. O 7x7, mais do que qualquer outro, é praticamente sem método, somente com técnicas isoladas. Por isso que eu falei que algumas modalidades estão mais abandonadas... Sobre o ZZ: Acho que é mais divertido resolver por ZZ do que pro CFOP. Talvez eu tente me tornar ZZ main um dia (mas muito provavelmente não conseguirei avançar muito mais do que já avancei, então não serei eu a fazer a diferença)...
  17. Capivara 2016 - Curitiba

    *Segura na aba do vestido e se abaixa, em cumprimento ao pessoal do forum*
  18. Associação Brasileira de Cubo Mágico (ABCM)

    @Israel fraga @Enzo Mattos O 2x2 e o Pyraminx, no fundo, não exige um background teórico absurdo. CLL + treino infinito costuma ser suficiente para tempos bons, mesma coisa no Pyraminx. Veja, não é que o material não possa melhorar, é que o que existe costuma ser suficiente. Por outro lado, os big cubes, por exemplo, não é uma questão de método, mas de técnicas (muitas, pequenas mutretas), o que exige muito mais desses conteúdos que o Israel citou. Sobre os métodos de 3x3, eu acho impressionante como o ZZ (infinitamente mais intuitivo do que o CFOP) é tão desconhecido por aqui. Imagina todos os intermediários que o são porque não conseguem decorar todas as formulas do CFOP aprendendo ZZ (não é só uma questão do melhor método, também é importante adequar a solve à pessoa), já faria uma grande diferença...
  19. Associação Brasileira de Cubo Mágico (ABCM)

    Eu compreendi o que o Israel está falando. Vamos ser claros: Só existem 3 modalidades com extenso material de qualidade pra PT-BR: 2x2, Pyraminx e Fewest Moves. E boa parte do material do FM foi desenvolvido por verdadeiros heróis da modalidade, como Meneghetti, Batista, Marlon, Lehwing, etc. Porém, vamos pegar uma modalidade extremamente importante: One Handed. Não conheço um único material em BR que trate de algoritmos avançados para OH. Olha, nem é MBLD ou 7x7. É o clássico 3x3. O 4x4, é complicado encontrar um tutorial de Hoya por exemplo (e todos estão no formato de video). Mesmo o 3x3 normal, que é a modalidade que todo mundo resolve, não é realmente excepcional que é possível passar 3-4 campeonatos inteiros como juiz sem nunca ver alguém resolvendo main por ZZ, Petrus ou Roux? Pessoalmente, não sei se a ABCM poderia fazer algo quanto a isso, me parece que é uma obrigação da comunidade na verdade. De qualquer forma, admito, é um pouco triste ir campeonato após campeonato e ver modalidades incríveis abandonadas porque, bem, ninguém conhece. Aliás, talvez seja um fenômeno passageiro, ao menos ver 25 competidores no 5x5 em pleno Capivara (em comparação aos 33 do Brasileiro 2016, que tinha o dobro de gente) faz dar um pouco de esperança na mudança desse cenário...
  20. Capivara 2016 - Curitiba

    Minha meta no campeonato foi tirar essa foto. Cumprida com perfeição...
  21. Cube News#2

    Tem alguma diferença?
  22. Sim, sim, mas a Inglaterra reunia alguns requisitos (estabilidade política relativa, por exemplo) que levaram ela a ser o país mais avançado do mundo durante um tempo considerável. O que viria a se tornar Itália, por exemplo tinha cidades especiais como Roma, Nápole, Veneza, Florença... Aliás alguns dos maiores nomes do periodo renacentista eram Italianos, como Leonardo Da Vinci, Michelangelo, Rafael e Donatello (Ok, é impossível escrever esses nomes e não lembrar das tartarugas ninjas), porém o país veio a existir de fato só em 1860, enquanto a Inglaterra, com exceção do governo de Cromwell, estava estabilizada desde 1487, na Guerra das Rosas. É claro que toda a europa sofreu mudanças enormes ao longo da história, mas a Inglaterra era bem estável em comparação à média. Talvez isso ajude a explicar como o país começou a revolução industrial... Sobre o video: Comece a expulsar da sala/suspender/expulsar definitivamente os alunos que estão de boné, ou que desrespeitam os professores. Aposto que em menos de 1 mês só ficam os alunos interessados e a qualidade da educação já melhorará bastante...
  23. Não vou entrar na questão pedagógica porque, bem, não é exatamente o tema que mais domino, então vou deixar essa questão pra lá. Se você diz que é assim, vou confiar no que você diz. Quanto a questão da direita e esquerda, é necessário entender os fundamentos do conceito (que é essencialmente ocidental) e sua história. O ocidente tem sua história extremamente influenciada por 3 coisas: Filosofia grega, direito romano e religião cristã. Dia desses estava discutindo com um amigo sobre qual é o mais importante, porém é bem difícil de concluir. Nos dois últimos, tivemos duas divisões importantes: O direito romano era dividido no Ius Civilis (direito do cidadão romano, baseado em leis, com influência extrema do Senado) e o Ius Gentium (direito dos povos, para os povos ocupados pela república e império romano, esse baseado em costumes e decisões dos pretores). Esses dois sistemas viriam a dividir a Europa em Civil Law (frança, alemanha) e Common Law (Inglaterra) e influenciar todas as outras colônias. A respeito do cristianismo, tivemos alguns séculos depois a divisão dentro do cristianismo, onde a maior parte da Europa manteve-se católica, enquanto algumas divisões surgiam. Por alguma razão, religiões que viriam a ser considerado no futuro "liberal" se espalharam na Inglaterra, o que possibilitou um crescimento da burguesia, que acabou por influenciar a realidade lá antes de qualquer outra região do mundo. Assim foi a Inglaterra o primeiro país à criar uma constituição, a ter um writ (equivalente ao nosso mandado de segurança/habeas corpus), a criar legislações comerciais e a desenvolver a ideia da colônia não enquanto depósito de jazidas, mas de parceiro comercial. Por ser uma ilha, a Inglaterra também foi favorecida com o desenvolvimento rápido de sua marinha, que rapidamente se tornou a mais poderosa do mundo. Todo o conjunto da história (protestantismo mais "liberal" que, por exemplo, não considerava qualquer juros usura; direito mais maleável e adaptável em qualquer colônia) com fatores acidentais (ser uma ilha, ter vasta experiência militar, ficar longe de Roma e etc) fizeram com que o país viesse a desenvolver uma dualidade política baseada em "conservadores" e "liberais", com os primeiros defendendo, por exemplo, estabilidade jurídica, direitos adquiridos, enquanto os segundos lutavam pelo fim da escravidão, pela maior liberdade do cidadão não nobre e etc. Indo mais pra baixo, o desenvolvimento da França se deu de forma distinta: É um país onde o Rei tinha muito mais poder do que os nobres, extremamente influenciado pelo catolicismo (que favorece o absolutismo, vide a própria condição do Papa no Vaticano). Enquanto a Inglaterra fortalecia a burguesia, a França tinha uma gestão sendo influenciada pela doutrina escolástica, que até a escolástica tardia tinha uma noção "preconceituosa" da atividade comercial e do sistema financeiro. Por muito tempo, mais do que qualquer outro, foi um país feudal, no qual veio a desenvolver, com o iluminismo, uma tendência revolucionária e racionalista, que sonhava com o "governo da razão" (que é o inicio do que viemos a conhecer como planejamento central). Aqui, o conflito no ponto de inflexão da história, não se deu entre conservadores e liberais, mas entre socialistas (Saint-Simon, Proudhon, Robespierre) com os aristocratas (que seriam nacionalistas-protecionistas, como a ditadura militar). Haviam liberais (como Bastiat), mas eles eram uma mera terceira via, ora votando com um lado, ora votando com outro. Inclusive é nesse ponto que surge "direita" e "esquerda", já que se referia ao lado onde se sentavam no parlamento francês. A repressão contra a pequena-burguesia e campesinato findou na maior revolução (no sentido de derramamento de sangue) até a revolução de 17. Fiz uma exposição meio longa (talvez, meio desnecessária em alguns pontos, não sei) para deixar claro o seguinte: No conceito clássico, a ditadura militar, vargas, ambos os reinados, todos esses grupos seriam mesmo "direita", no sentido da direita francesa num primeiro momento e no conservadorismo alemão num segundo momento. Porém, pra essa análise fazer algum sentido precisamos presumir que a Inglaterra é um fenômeno menor na geopolítica mundial, e por consequência, os Estados Unidos também. Colocando a história inglesa na mistura, fica claro uma coisa: A extrema-esquerda inglesa (socialismo fabiano) estava à direita da extrema-direita continental (nacional-fascismo). E ignorando essa tendência de direita da inglaterra, é impossível compreender o imperialismo, a vitória das duas grandes guerras, o Tea Party, a guerra civil americana, sendo que cada um desses fenômenos reverberaram por todo o mundo ocidental (alguns, por todo o mundo, PONTO!) Para pra pensar no G7: Estados Unidos, Reino Unido, Canadá, Japão, França, Alemanha e Itália. Exceto Itália, França e Alemanha (justamente a tríade da UE), todos os outros 4 países são resultado da forma inglesa de fazer política: O próprio Reino Unido, as duas colônias EUA e Canadá e o Japão, como você sabe melhor do que eu, se desenvolveu graças à intervenção americana, com o fim do Shogunato e o início da era Meiji. Depois o desenvolvimento industrial se tornou completo com a vitória arrasadora na II WW. Não haveria o Japão como há hoje sem os EUA, que por sua vez o fez usando os mecanismos da Inglaterra. Não é um fenômeno um pouco grande demais pra ignorar? Afinal, como entender a guerra fria sem compreender o conflito, justamente, entre uma filosofia de planejamento central e uma filosofia da liberdade capitalista? Dito todo esse falatório, voltemos ao ponto inicial: Qual foi a influência do Brasil? Portugal tem uma história complicada, primeiro por causa dos conflitos intensos com a Espanha, e depois teve a invasão moura (fenômeno que a gente praticamente não aprende na escola). Porém, é um país latino, verdadeiramente latino. Idioma, tradição católica, estrutura monárquica. Também foi fortemente influenciado pela França e tudo isso veio parar aqui no Brasil. Em 500 anos de história, acho que se poderia dizer que somente no pós-guerra (da 2°) o país começou a ser realmente influenciado pelos EUA (nossa política adotou a dicotomia entre New-left e Conservador-liberal, sei lá, na década de 70? Dicotomia essa até o momento mal-compreendida porque o pessoal é incapaz de entender que o antiamericanismo é um fenômeno típico da esquerda americana, como bem mostra a história da guerra do vietnã). Até pouco tempo atrás (diria eu, talvez já na sua geração e na do Lewing), o idioma estrangeiro principal no país era o francês e o espanhol, sendo o ensino generalizado do inglês algo que começou, sei lá, na década de 90 (ok, aqui estou chutando, mas é a impressão que eu tenho).
  24. Candidaturas para o Brasileiro 2017

    Pessoalmente não vejo a menor necessidade de medalhas, troféus, certificados e etc. A premiação em dinheiro é legal, mas não é, em minha visão, uma prioridade (talvez, cortando outros custos, dê pra fazer). O que eu acho que um Brasileiro precisa ter é espaço adequado, organização e planejamento. Imagino que os locais mais encaminhados para tanto seriam POA ou Curitiba. No caso de Curitiba, aquele salão do ano passado da UFPR (e aparentemente desse ano) acho que seja suficiente, porém precisaria de uma ou 2 salas adicionais pra outras modalidades como FM e BLD, e talvez com uma sala de descanso. Não acho que precise de um espaço absurdo. E qualquer coisa, é só aumentar um pouco o preço da inscrição do Brasileiro, em comparação com a média. Se for um preço aceitável... Sobre o custo de passagens, bem, desistam de tentar controlar isso. Se for em qualquer capital do país, já está valendo.
  25. 1 - "A direção do Mobral defendia que o método utilizado baseava-se no aproveitamento das experiências significativas dos alunos, esta forma, embora divergisse ideologicamente do método de Paulo Freire, educador emérito, utilizava-se, semelhantemente a este, de palavras geradoras e de uma série de procedimentos para o processo de alfabetização comum a todos. A principal e essencial diferença na utilização destes procedimentos em relação ao método Paulo Freire, era o fato de no Mobral haver uma uniformização do material utilizado em todo o território nacional, não traduzindo assim a linguagem e as necessidades do povo de cada região, principal característica da metodologia freiriana." (http://www.saopaulominhacidade.com.br/historia/ver/9064/Mobral%2C%2Bo%2Bensino%2Bda%2Bditadura) Quando eu falo "desprovida da ideologia é óbvio que algum outro valor há no lugar, só que não se trata da ideia de liberdade, mas da tecnocracia positivista, típica dos militares do Brasil por muito tempo (talvez, até hoje). 2 - O Reinado de Dom Pedro II perdurou até depois do falecimento de Karl Marx. Na época já existia a 1° Internacional (AIT) e estava em vias de existir a 2° Internacional. Lembrando que, o comunismo surge muito antes de Karl Marx e ganhou força principalmente na sociedade francesa por meio de Proudhon (que liderava o movimento socialista na França durante a época do reinado de Dom Pedro II). Além disso, o Brasil, na época, era fortemente influenciado pelo positivismo (que é uma outra modalidade de planejamento central), que também foi a base da ditadura militar. A influência positivista no Brasil é tão grande que seu lema continua a ser parte do país, ordem e progresso. A exceção ao longo do começo da história republicana ao positivismo foi o regime fascista do estado novo (que, adivinha, é MAIS UMA modalidade de planejamento central). E entre todos esses regimes houveram pitadas do chamado nacional-desenvolvimentismo. Ora, resta a pergunta óbvia: A elite intelectual da época se influenciava pelo positivismo. Veja, eu não estou falando que Dom Pedro II era comunista, ou que a ditadura militar era comunista. Ou que tudo que não é de direita é comunista. Estou dizendo que há uma tendência ESQUERDISTA ao longo de toda a história nacional. Em termos históricos (existe duas formas de classificar direita e esquerda, a primeira é aquele conceito, o que poderia dizer "filosófico" e a forma histórica), a ditadura militar não era a "direita", mas o que se convencionou chamar de "terceira via". Aliás, a mesma ditadura que perseguiu brizola, também perseguiu JK e Carlos Lacerda, ao mesmo tempo que afastou do poder os liberais, inclusive os que participaram da 1° fase da ditadura (governo castelo branco). Chamar a ditadura militar simplesmente de "direita", quando na verdade isso só seria verdadeiro considerando a "direita" da europa continental (e ignorando, por exemplo, que existiu Inglaterra e Estados Unidos no mundo) é uma simplificação complicada. Talvez, dentro do contexto específico do Brasil naquele momento, a ditadura fosse o grupo mais à direita dentro dos grupos politicamente viáveis, mas isso não muda o fato de que, incluindo o liberalismo e o conservadorismo anglossaxão na direita, a ditadura militar seria, se muito, de centro-direita...