Mentoria de Inglês - Carlos de Alcântara
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Carlos de Alcântara

"Estudante líder de 'ocupação' passa vergonha ao ser questionada por jornalista e vídeo viraliza"

64 posts neste tópico

Ficou agoniado por causa da voz do cara, né? hahahaha

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On 27/10/2016 at 7:01 PM, Daniel Lehwing said:

Depois dizem que não existe doutrinação nem lavagem cerebral nas escolas públicas...

Cuidado com o que tu dizes, Dan. 

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Em 27/10/2016 at 18:01, Daniel Lehwing disse:

Depois dizem que não existe doutrinação nem lavagem cerebral nas escolas públicas...

O problema nem é doutrinação, o problema é a falta de qualidade do ensino mesmo. Veja, fosse a garota (e os líderes do movimento) minimamente hábeis enquanto esquerdista, saberiam que não faz sentido colocar estudantes pra falar da PEC 241, porque o assunto é extremamente complexo e se muito, tem uma dúzia de esquerdistas no país capaz de diferenciar SELIC de CDS e orçamento impositivo de piso constitucional. Por outro lado, a MP 746 é uma mina de ouro pra esquerda. Não obstante, como a liderança não é de pensadores, mas de sindicalistas acostumados a fazer birra e ganharem o que quer, eles estão mais preocupados em gritar do que fazer política. A garota é uma parte menor de uma rede intricada e complexa de hierarquia de esquerda QUE NÃO SABE FAZER POLÍTICA porque todo mundo que tem menos de 31 anos entrou na política sendo governo desde sempre.

Ai, como também não conhecem a teoria de esquerda ou teoria política, ficam fazendo bobagem...

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Em 29/10/2016 at 22:38, Rafaela disse:

Cuidado com o que tu dizes, Dan. 

Rafa, é notório que muita coisa deve ser mudada no país. Entenda, eu vivo na cidade de vinte milhões de habitantes...    todo dia eu escuto histórias que hoje infelizmente não me afetam muito mais de tão corriqueiras: E isso é triste...

Acredito que todos devem ser ouvidos e que muita gente luta pelo o que é certo, independente de qual lado esteja.

O problema é que muita gente luta sem razão alguma e isso enfraquece quem está lutando pelo o que acredita de verdade.

Eu acredito que exista, sim, doutrinação. Conheço muita gente que diz ter batido boca com professor que tentou "mostrar a verdade" pra essa pessoa mesmo ela verbalizando que "já tinha uma opinião formada e que era contrária ao que estava ouvindo do professor... Quantas pessoas eu já ouvi sendo chamadas de "fascistas" pela molecada e quando retrucadas por um simples "por que?", as xingadoras não souberam dar sua opinião própria ou dar algum motivo aparente...    é o tal do "é porque eu falei e pronto!".

É que eu conheço muitos professores de escola pública e os que falam comigo sabem o quanto eles influenciam os alunos: Para o bem e para o mal. Teve um amigo (do grupo do cubo, inclusive) que não pode ir pra escola porque barraram ele! Poxa meu...   eu acho que isso não é justiça, sabe? Pra mim um erro nunca justifica um outro e os fins não justificam o meio: Ou tua vitória é plena, ou vc não fez o bem e isso é só o que eu acho...  (isso é muito similar a vez que os taxistas bloquearam a minha avenida por conta do Über: Eu me atrasei pro trabalho em quarenta minutos e eu nem uso Über!!!)

Odeio usar o termo "massa de manobra" mas esse o termo que cabe a essa garota, pelo menos: Ela luta não sabe porque/por quem.

De qualquer forma esse é um assunto muito difícil e que nem todos gostam de abordar e se questionar.

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Fiquei com dó da menina, o repórter lançou perguntar irrelevantes pra constranger a menina que estava despreparada sim, mas ela é uma menina e, na idade dela (eu não sei qual a idade dela e estou constrangido com tudo isso e não quero continuar...

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17 hours ago, Daniel Lehwing said:

Eu acredito que exista, sim, doutrinação. Conheço muita gente que diz ter batido boca com professor que tentou "mostrar a verdade" pra essa pessoa mesmo ela verbalizando que "já tinha uma opinião formada e que era contrária ao que estava ouvindo do professor... Quantas pessoas eu já ouvi sendo chamadas de "fascistas" pela molecada e quando retrucadas por um simples "por que?", as xingadoras não souberam dar sua opinião própria ou dar algum motivo aparente...    é o tal do "é porque eu falei e pronto!".

É que eu conheço muitos professores de escola pública e os que falam comigo sabem o quanto eles influenciam os alunos: Para o bem e para o mal. Teve um amigo (do grupo do cubo, inclusive) que não pode ir pra escola porque barraram ele! Poxa meu...   eu acho que isso não é justiça, sabe? Pra mim um erro nunca justifica um outro e os fins não justificam o meio: Ou tua vitória é plena, ou vc não fez o bem e isso é só o que eu acho...  (isso é muito similar a vez que os taxistas bloquearam a minha avenida por conta do Über: Eu me atrasei pro trabalho em quarenta minutos e eu nem uso Über!!!)

Odeio usar o termo "massa de manobra" mas esse o termo que cabe a essa garota, pelo menos: Ela luta não sabe porque/por quem.

De qualquer forma esse é um assunto muito difícil e que nem todos gostam de abordar e se questionar.

Entendo, Dan, como tu pensas, mas acredito que boa parte disso vem da internet, e não de suposta doutrinação de professores. Escola pública é complicado, professor tem que aguentar muita coisa, aluno mal-educado, pessoas que não querem nada com nada, que nunca fazem o que é pedido; sei lá, professor acaba ficando cansado demais, não acho que boa parte tenha paciência e vontade para querer alienar/doutrinar alunos. Eu vim de escola pública, meu professor de sociologia/filosofia era uma ótimo professor, passava o conteúdo e nos fazia pensar/questionar, sem que houvesse algum tipo de pressão/posicionamento por parte dele, ele parecia ser imparcial dentro de sala de aula, mas eu sabia que ele tendia mais pro lado da esquerda, e mesmo assim, ele nunca tentou doutrinar ninguém, sempre foi muito respeitoso e sempre nos ensinou muito bem.

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10 horas atrás, Newbie disse:

Fiquei com dó da menina, o repórter lançou perguntar irrelevantes pra constranger a menina que estava despreparada sim, mas ela é uma menina e, na idade dela (eu não sei qual a idade dela e estou constrangido com tudo isso e não quero continuar...

Eita, podia ter fechado o parênteses pelo menos

Editado por Filipe Teixeira

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2 horas atrás, Rafaela disse:

Eu vim de escola pública, meu professor de sociologia/filosofia era uma ótimo professor, passava o conteúdo e nos fazia pensar/questionar, sem que houvesse algum tipo de pressão/posicionamento por parte dele, ele parecia ser imparcial dentro de sala de aula, mas eu sabia que ele tendia mais pro lado da esquerda, e mesmo assim, ele nunca tentou doutrinar ninguém, sempre foi muito respeitoso e sempre nos ensinou muito bem.

Rafa, ele podia ser respeitoso e imparcial nos debates, mas será que era objetivo na escolha dos conteúdos? Explico:

Meu professor de sociologia também era respeitoso e inteligente. Não obstante, nunca levantou a possibilidade de existir alguma teoria sociológica que não se baseasse nas classes. A base de toda a sua sociologia era Marx, Engels e Weber. Ok, são autores relevantes e que possuem uma importância histórica muito grande, porém, até os 19 anos, eu não sabia que existia qualquer estudo sociológico que não baseasse no materialismo dialético. Considerando que aprendi história pela teoria crítica (de Hobsbawn e Chomsky, baseada no materialismo histórico de... Marx), não precisava o professor me convencer de nada, a existência de classes de interesses incompatíveis era tomada por mim da mesma forma que eu aceitava que sen²x + cos²x = 1.

Não digo que o professor é um ser maligno que quer criar o caos no mundo, a questão é outra: Será que o conteúdo de ambos os lados é dado da mesma forma? Será que os professores ao menos CONHECEM o outro lado? Por isso falo tanto da qualidade da educação: Pessoal tem medo de ler algo que faça mudar de ideia...

Aliás, se duvida que existe um enviesamento, faça o seguinte experimento: Peça para as pessoas responderem essa pergunta boba e veja a taxa de erro:

"A economia é estudada desde a antiguidade, porém, somente na idade moderna ela se tornou uma ciência autônoma, com fortes relações com a ciência política e a sociologia. Tal revolução na ciência econômica se deu em razão de uma dupla de estudiosos, que seriam:

a) Karl Marx e Friedrich Engels
b ) Jean-Jacques Rousseau e John Locke
c) São Tomas de Aquino e Santo Agostinho
d) Adam Smith e David Ricardo
e) Montesquieu e Montaigne"

 

Resposta: D. Engels, Rousseau, Locke, Montesquieu e Montaigne não eram economistas e Marx é da idade contemporânea

Editado por MosAxz

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19 horas atrás, Daniel Lehwing disse:

Rafa, é notório que muita coisa deve ser mudada no país. Entenda, eu vivo na cidade de vinte milhões de habitantes...    todo dia eu escuto histórias que hoje infelizmente não me afetam muito mais de tão corriqueiras: E isso é triste...

Acredito que todos devem ser ouvidos e que muita gente luta pelo o que é certo, independente de qual lado esteja.

O problema é que muita gente luta sem razão alguma e isso enfraquece quem está lutando pelo o que acredita de verdade.

Eu acredito que exista, sim, doutrinação. Conheço muita gente que diz ter batido boca com professor que tentou "mostrar a verdade" pra essa pessoa mesmo ela verbalizando que "já tinha uma opinião formada e que era contrária ao que estava ouvindo do professor... Quantas pessoas eu já ouvi sendo chamadas de "fascistas" pela molecada e quando retrucadas por um simples "por que?", as xingadoras não souberam dar sua opinião própria ou dar algum motivo aparente...    é o tal do "é porque eu falei e pronto!".

É que eu conheço muitos professores de escola pública e os que falam comigo sabem o quanto eles influenciam os alunos: Para o bem e para o mal. Teve um amigo (do grupo do cubo, inclusive) que não pode ir pra escola porque barraram ele! Poxa meu...   eu acho que isso não é justiça, sabe? Pra mim um erro nunca justifica um outro e os fins não justificam o meio: Ou tua vitória é plena, ou vc não fez o bem e isso é só o que eu acho...  (isso é muito similar a vez que os taxistas bloquearam a minha avenida por conta do Über: Eu me atrasei pro trabalho em quarenta minutos e eu nem uso Über!!!)

Odeio usar o termo "massa de manobra" mas esse o termo que cabe a essa garota, pelo menos: Ela luta não sabe porque/por quem.

De qualquer forma esse é um assunto muito difícil e que nem todos gostam de abordar e se questionar.

 

Ué Lehwing, mas isso tudo o que você disse já não seria razão suficiente pra justificar essas manifestações desses alunos?

A verba destinada à essa ou qualquer outra escola não é relevante pois todo mundo sabe a educação pública está sucateada, falida e corre o risco de não ter investimentos novos pelos próximos 20 anos.

Também não é relevante o quanto foi a inflação deste ou daquele ano, pois a inflação é diferente pra cada um e em cada situação; independente de qual for o índice escolhido, não serve de argumento pra desqualificar as motivações desses alunos que ocuparam a escola.

Eu acho a atitude desses alunos muito digna e corajosa; pois eles estão arriscando pelo que acreditam ser um futuro melhor, e se ninguém fizer nada vai parecer que está tudo lindo e perfeito.

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4 horas atrás, Newbie disse:

Ué Lehwing, mas isso tudo o que você disse já não seria razão suficiente pra justificar essas manifestações desses alunos?

Newbie, eu não falei que elas não tem o direito de se manifestar, só acho extremamente injusto o modo como essas manifestações andam ocorrendo.

Sou a favor de questionamentos, de ensino e da justiça de renda do ensino público e sou a favor de manifestações que não afetem pessoas que não querem ser envolvidos, mesmo se a questão às envolvam. Quer protestar? Bloqueie a entrada dos governantes, não de outros estudantes!! (é como se contra o "preto e branco", o azul ferrase com o verde, hahahaha!!)

Não sei se já te falei, mas tenho não um, não dois, mas três amigos que são nada mais nada menos que professores de escolas públicas...

Todos eles me mostram ao longo dos anos como eles são tratados pelo governo, pelos alunos (até) e pelo sistema de ensino da qual eles fazem parte...   o Mos sintetizou tudo o que iria falar para a Rafa agora: Existem professores que respeitam a individualidade intelectual de cada aluno, mas existem os que mostram apenas um lado da moeda e pior, crucificam o outro lado...   meus amigos professores são, ao meu ver, heróis ignorados que ainda lutam por um futuro melhor na raiz do problema da sociedade.

 

4 horas atrás, Newbie disse:

Eu acho a atitude desses alunos muito digna e corajosa; pois eles estão arriscando pelo que acreditam ser um futuro melhor, e se ninguém fizer nada vai parecer que está tudo lindo e perfeito.

Concordo plenamente com você, mas se você ler o que escrevi antes, eu acho que o modo que está errado. Aliás, quantas pessoas, que também desinformadas, não automaticamente ficam contra esses movimentos pelo simples fato de serem de pautas esquerdistas? Eu gosto de perguntar pra quem critica não o ato, mas as revindicações e quase sempre acabo escutando baboseira.

Cara, entenda: Se tem alguém aqui que acredita que o futura se planta na escola, esse alguém sou eu. Gostaria que aqui o professor fosse respeitado que nem no Japão, em que eles não necessitam se curvar à presença do imperador...   assim como lá, o respeito a classe de professores deveria vir de cima.

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7 horas atrás, Rafaela disse:

Entendo, Dan, como tu pensas, mas acredito que boa parte disso vem da internet, e não de suposta doutrinação de professores. Escola pública é complicado, professor tem que aguentar muita coisa, aluno mal-educado, pessoas que não querem nada com nada, que nunca fazem o que é pedido; sei lá, professor acaba ficando cansado demais, não acho que boa parte tenha paciência e vontade para querer alienar/doutrinar alunos. Eu vim de escola pública, meu professor de sociologia/filosofia era uma ótimo professor, passava o conteúdo e nos fazia pensar/questionar, sem que houvesse algum tipo de pressão/posicionamento por parte dele, ele parecia ser imparcial dentro de sala de aula, mas eu sabia que ele tendia mais pro lado da esquerda, e mesmo assim, ele nunca tentou doutrinar ninguém, sempre foi muito respeitoso e sempre nos ensinou muito bem.

Isso é muito legal! Te garanto que ele abordava da mesma maneira todos os tópicos independente da natureza de direita ou de esquerda deles, correto?

Infelizmente me parece que seu professor é parte de uma minoria e a maior prova disso foi a menina que estava evidentemente ao meu ver, lutando por algo que ela não entendia nem o básico...

Realmente a internet é uma fonte de poder que pode ser usada tanto para o bem quanto para o mal. Mas eu já ouvi histórias de professores pedirem para os alunos entrar em determinada página na internet e assistirem determinado vídeo porque haveria em breve uma prova relacionada ao assunto: Poxa, que aluno vai preferir um livro a um vídeo da internet? E mesmo se preferir o livro: Quais livros lhe serão indicados?

Meus amigos já tiveram problema muito grande por serem perseguidos, não por pensarem diferente dos outros professores, mas por acharem que talvez essas manifestações não sejam a resposta. Parece que quem é da esquerda está pronto para pegar em armas, sabe? Acho que nas escolas deveria ter aulas de debates mesmo, para incentivar a discussão abertão e ao diálogo. Mas é sempre casos extremos! Não gostei? Vou invadir. Poxa...   vão atrás dos governantes, né?

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10 hours ago, MosAxz said:

Rafa, ele podia ser respeitoso e imparcial nos debates, mas será que era objetivo na escolha dos conteúdos? Explico:

Meu professor de sociologia também era respeitoso e inteligente. Não obstante, nunca levantou a possibilidade de existir alguma teoria sociológica que não se baseasse nas classes. A base de toda a sua sociologia era Marx, Engels e Weber. Ok, são autores relevantes e que possuem uma importância histórica muito grande, porém, até os 19 anos, eu não sabia que existia qualquer estudo sociológico que não baseasse no materialismo dialético. Considerando que aprendi história pela teoria crítica (de Hobsbawn e Chomsky, baseada no materialismo histórico de... Marx), não precisava o professor me convencer de nada, a existência de classes de interesses incompatíveis era tomada por mim da mesma forma que eu aceitava que sen²x + cos²x = 1.

Não digo que o professor é um ser maligno que quer criar o caos no mundo, a questão é outra: Será que o conteúdo de ambos os lados é dado da mesma forma? Será que os professores ao menos CONHECEM o outro lado? Por isso falo tanto da qualidade da educação: Pessoal tem medo de ler algo que faça mudar de ideia...

Moço, eu vou ser sincera, eu não lembro tão bem assim dos sociólogos apresentados, Marx, Engels e Weber, eu lembro que foram um pouco estudados, mas eu realmente não lembro de tudo. Eu ainda acredito que aproveitaria bem mais as aulas se eu tivesse a cabeça de hoje em dia, e eu acredito que os professores saibam quando os alunos podem aprender ou querer entender o que é ensinado ou não. 

Talvez existisse essa parcialidade, Mos, mas eu realmente não tenho como te afirmar. Acredito que ele conhecia o outro lado, eu percebia que ele tinha muito conhecimento, acho que no meu 3° ano, ele tinha feito o mestrado dele, mas acho que era em filosofia relacionada com a educação.

 

10 hours ago, MosAxz said:

Aliás, se duvida que existe um enviesamento, faça o seguinte experimento: Peça para as pessoas responderem essa pergunta boba e veja a taxa de erro:

"A economia é estudada desde a antiguidade, porém, somente na idade moderna ela se tornou uma ciência autônoma, com fortes relações com a ciência política e a sociologia. Tal revolução na ciência econômica se deu em razão de uma dupla de estudiosos, que seriam:

a) Karl Marx e Friedrich Engels
b ) Jean-Jacques Rousseau e John Locke
c) São Tomas de Aquino e Santo Agostinho
d) Adam Smith e David Ricardo
e) Montesquieu e Montaigne"

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Resposta: D. Engels, Rousseau, Locke, Montesquieu e Montaigne não eram economistas e Marx é da idade contemporânea

Eu acertei \o/ weee  quero abraços de prêmio u.ú

Meu acerto está mais relacionado com a cadeira que fiz ano passado de Introdução à Economia. O professor dessa cadeira também era de esquerda, e dessa vez consigo afirmar que ele não foi parcial na hora de passar o conteúdo, eu realmente gostei dessa cadeira. Ele falou bem mais de Smith e Ricardo do que Marx, eu nem lembro direito dele falando de Marx. Como a pergunta estava relacionada com ciências econômicas, acabou ficando mais fácil de responder. 

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11 horas atrás, Newbie disse:

A verba destinada à essa ou qualquer outra escola não é relevante pois todo mundo sabe a educação pública está sucateada, falida e corre o risco de não ter investimentos novos pelos próximos 20 anos.

Também não é relevante o quanto foi a inflação deste ou daquele ano, pois a inflação é diferente pra cada um e em cada situação; independente de qual for o índice escolhido, não serve de argumento pra desqualificar as motivações desses alunos que ocuparam a escola.

Eu acho a atitude desses alunos muito digna e corajosa; pois eles estão arriscando pelo que acreditam ser um futuro melhor, e se ninguém fizer nada vai parecer que está tudo lindo e perfeito.

Newbie,deixa eu contar uma coisa: Todos os anos, o orçamento já possui uma verba definida para investimentos, possui ainda diversas verbas legislativas cujo único fim legal é investimento em infraestrutura (o fim óbvio ilegal é ser desviado para custear as próximas eleições). O que vem acontecendo nos últimos anos é que houve um desequilibrio na "despesa recorrente" e por isso as verbas de investimento precisaram ser contigenciadas para fechar folhas de pagamentos, restos a pagar e conseguir rolar a dívida pública (crescente e que, por causa do desajuste, tinha juros altíssimos).

Na contra-mão do que você disse, o que a PEC realmente faz é obrigar o pessoal a controlar as despesas recorrentes, ou seja, diminuir os cargos comissionados, os incentivos fiscais, os programas de governo (por, etc. Como é um congelamento universal, dessa vez obriga o reajuste a ocorrer no judiciário (e MP, Defensoria Pública, PF e todos esses órgãos que tem salário inicial de R$ 18 mil e todo ano cria auxílio-alguma coisa) e o legislativo também (coloca um fundo no poço dos cartões corporativos e do orçamento impositivo). É um fato conhecido que aumento nos investimentos reduz custos de manutenção, o que, no fim da curva, significa mais dinheiro para as despesas que os políticos adoram.

A expectativa oculta do PMDB-SP (que é quem está por trás disso) é um duplo objetivo: Obrigar o PMDB, pelos próximos 20 anos a não permitir uma "nova nova política econômica" sob pena do partido ser o maior prejudicado (afinal, ele se sustenta da capilaridade nas prefeituras) e começar a criar cabeças de chapa (já que o PMDB é sempre o vice) que não acabem explodindo o partido...

Editado por MosAxz

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10 minutos atrás, Rafaela disse:

Talvez existisse essa parcialidade, Mos, mas eu realmente não tenho como te afirmar. Acredito que ele conhecia o outro lado, eu percebia que ele tinha muito conhecimento, acho que no meu 3° ano, ele tinha feito o mestrado dele, mas acho que era em filosofia relacionada com a educação.

Não me entenda mal, a teoria marxista é extremamente complexa, tem milhares de livros importantes envolvendo todas as áreas do conhecimento humano, ela só é uma péssima teoria política (apesar de ser a melhor teoria estratégica já criada para conquistar o poder), uma inútil teoria econômica e, enquanto teoria sociológica, só cria caos (crise econômica, caos social, um líder carismático e uma teoria do poder é tudo que é necessário para conquistar o poder absoluto, aliás). Quando você vai para a escola de Frankfurt e a teoria pós-moderna (as famosas "teorias críticas"), as sucessoras espirituais do marxismo clássico, tem uma outra extrema complexidade, que envolve teoria da educação (Lev Vygotsky), linguística (Habermas), sexualidade(Marcuse), movimentos de massa (Antonio Gramsci, Antonio Negri) e toda uma infinidade de autores e teorias colaterais, do existencialismo Sartriano ao feminismo radfem (Beauvoir), passando pela teoria da sociedade enquanto mecanismo de surveillance (Foucault) e da modernidade enquanto sociedade artificial (Zygmunt Bauman).

Se ele conhecesse profundamente 10% desses autores que citei (acho difícil encontrar alguém com menos de 60 anos que tenha estudado a fundo todos eles) já seria uma pessoa extremamente inteligente. Só seria um péssimo político e muito provavelmente não conseguiria compreender o conceito de "curva de laffer" (quando você reduz os impostos e a arrecadação aumenta porque aumenta a produtividade geral), porque é algo absolutamente distinto do que ele estudou a vida toda.

Isso também explica seu segundo ponto: Em regra, os economistas de esquerda, quando entendem economia (não é o caso de Dilma Rousseff e Aloysio Mercadante), são muito moderados, como o Delfim Netto (ok, um dos criadores do AI-5 e da hiperinflação não é exatamente moderado ou especialista, mas como acadêmico, ele é MUITO inteligente). Eles SABEM que a teoria econômica de Marx é a teoria de Ricardo. Então interessa ensinar o que é realmente importante e não o marxismo puro. Justamente por isso mesmo as universidades mais esquerdistas não ensinam a teoria econômica marxista senão como mero elemento histórico, preferindo muito mais um pós-keynesianismo com o neoprotecionismo, como é o caso da Unicamp...

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6 horas atrás, Daniel Lehwing disse:

Newbie, eu não falei que elas não tem o direito de se manifestar, só acho extremamente injusto o modo como essas manifestações andam ocorrendo.

Sou a favor de questionamentos, de ensino e da justiça de renda do ensino público e sou a favor de manifestações que não afetem pessoas que não querem ser envolvidos, mesmo se a questão às envolvam. Quer protestar? Bloqueie a entrada dos governantes, não de outros estudantes!! (é como se contra o "preto e branco", o azul ferrase com o verde, hahahaha!!)

Não sei se já te falei, mas tenho não um, não dois, mas três amigos que são nada mais nada menos que professores de escolas públicas...

Todos eles me mostram ao longo dos anos como eles são tratados pelo governo, pelos alunos (até) e pelo sistema de ensino da qual eles fazem parte...   o Mos sintetizou tudo o que iria falar para a Rafa agora: Existem professores que respeitam a individualidade intelectual de cada aluno, mas existem os que mostram apenas um lado da moeda e pior, crucificam o outro lado...   meus amigos professores são, ao meu ver, heróis ignorados que ainda lutam por um futuro melhor na raiz do problema da sociedade.

 

Concordo plenamente com você, mas se você ler o que escrevi antes, eu acho que o modo que está errado. Aliás, quantas pessoas, que também desinformadas, não automaticamente ficam contra esses movimentos pelo simples fato de serem de pautas esquerdistas? Eu gosto de perguntar pra quem critica não o ato, mas as revindicações e quase sempre acabo escutando baboseira.

Cara, entenda: Se tem alguém aqui que acredita que o futura se planta na escola, esse alguém sou eu. Gostaria que aqui o professor fosse respeitado que nem no Japão, em que eles não necessitam se curvar à presença do imperador...   assim como lá, o respeito a classe de professores deveria vir de cima.

Lehwing, o problema é que não existe na nossa realidade atual qualquer tipo de manifestação desse tipo que faça efeito, a mídia é parcial e não dá a devida cobertura, não existe por parte do governo um canal para discussões, ele é completamente unilateral; toma as decisões e pronto e, por outro lado a maior parte da população é apática, e, mesmo que esteja tomando na cabeça, só reclama com o vizinho; nunca tomam a iniciativa sequer para ligar na polícia ou na prefeitura para registrar reclamações; então, será que a verdadeira massa de manobra não são esses seus amigos que são contra o movimento? Que aceitam de cabeça baixa ou estão pouco ligando para a péssima qualidade do ensino público?

Eu também tenho muitos amigos professores, inclusive eu me formei em licenciatura e, apesar que em São Paulo o movimento está fraco, os meus amigos que trabalham na rede pública de ensino estão todos apoiando.

Infelizmente, mesmo que esse não seja o jeito ideal, não existe outro para que, pelo menos, um pouquinho da população tome conhecimento do que essas crianças estão passando ou reinvindicando e, não importa se elas estão certas ou erradas; pois isso é relativo, o importante é refletir sobre o assunto.

 

1 hora atrás, MosAxz disse:

Newbie,deixa eu contar uma coisa: Todos os anos, o orçamento já possui uma verba definida para investimentos, possui ainda diversas verbas legislativas cujo único fim legal (o fim óbvio ilegal é ser desviado para custear as próximas eleições). O que vem acontecendo nos últimos anos é que houve um desequilibrio na "despesa recorrente" e por isso as verbas de investimento precisaram ser contigenciadas para fechar folhas de pagamentos, restos a pagar e conseguir rolar a dívida pública (crescente e que, por causa do desajuste, tinha juros altíssimos).

Na contra-mão do que você disse, o que a PEC realmente faz é obrigar o pessoal a controlar as despesas recorrentes, ou seja, diminuir os cargos comissionados, os incentivos fiscais, os programas de governo (por, etc. Como é um congelamento universal, dessa vez obriga o reajuste a ocorrer no judiciário (e MP, Defensoria Pública, PF e todos esses órgãos que tem salário inicial de R$ 18 mil e todo ano cria auxílio-alguma coisa) e o legislativo também (coloca um fundo no poço dos cartões corporativos e do orçamento impositivo). É um fato conhecido que aumento nos investimentos reduz custos de manutenção, o que, no fim da curva, significa mais dinheiro para as despesas que os políticos adoram.

A expectativa oculta do PMDB-SP (que é quem está por trás disso) é um duplo objetivo: Obrigar o PMDB, pelos próximos 20 anos a não permitir uma "nova nova política econômica" sob pena do partido ser o maior prejudicado (afinal, ele se sustenta da capilaridade nas prefeituras) e começar a criar cabeças de chapa (já que o PMDB é sempre o vice) que não acabem explodindo o partido...

 

Mos, a PEC é bem mais complexa do que isso, não vou entrar em detalhes pois eu também não entendi todo o conteúdo da proposta mas, estudei bastante sobre financiamento educacional então posso explicar algumas coisas.

O orçamento pra educação básica é administrada por fundos, basicamente o o Fundef; que recolhe uma porcentagem do orçamento da união, estados e municípios, e faz o rateio entre as escolas.

Essa verba é destinada pra pagar salários e despesas de todo o sistema de ensino.

Verbas pra manutenção, implantação, inovação e etc, vêm do ministério da cultura através de editais e programas e são esses recursos que primeiramente foram reduzidos e que vão ser contingenciados 'quando' a PEC for aprovada.

Vou colocar algumas questões pra pensamos sobre o assunto.

Será que o atual governo, regido pelo PMDB, conhecendo as peças que conhecemos, iria propor uma emenda constitucional para limitar seus próprios gastos?

Se essa é a verdadeira intenção, nã bastaria tomar uma decisão interna do partido para reduzir ou eliminar os gastos de gabinete e cartões coorporativos?

Se existe a idéia de que essas propostas contenção e congelamento (que são bastante controversas) vão recuperar a economia do país, não bastaria esse governo aplicar em sua proposta de orçamento? (Só lembrando que o orçamento do governo Temer e aprovado pela câmara foi em déficit, o que iria na contramão dessa idéia, uma vez que os últimos não foram e não tiveram eliminação de pastas ministeriais).

Qual o motivo para o governo gastar com comerciais e jantares para aprovar essa emenda que, caso não dê certo, vai obrigar mesmo assim os próximos governantes a cumprir as regras pelas próximas duas décadas?

Imagine a aceleração das mudanças que o mundo passou nos últimos 20 anos, e o risco que esse tipo de engessamento pode provocar; será que é realmente necessário que seja uma Emenda Constitucional?

Editado por Newbie

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O orçamento pra educação básica é administrada por fundos, basicamente o o Fundef; que recolhe uma porcentagem do orçamento da união, estados e municípios, e faz o rateio entre as escolas. Essa verba é destinada pra pagar salários e despesas de todo o sistema de ensino.

Verbas pra manutenção, implantação, inovação e etc, vêm do ministério da cultura através de editais e programas e são esses recursos que primeiramente foram reduzidos e que vão ser contingenciados 'quando' a PEC for aprovada.

Porém, a Constituição tem o chamado piso constitucional para educação e saúde, ou seja, existe um ponto onde essa verba não pode ser cortada, sob pena de improbidade administrativa E crime de responsabilidade, além do controle de constitucionalidade via ADIn e Mandado de Segurança. Ou seja, esses dois setores tem o poder de espremer o resto do orçamento. De novo, vou me focar no ponto nevrálgico da PEC: Orçamento Global. A educação e a saúde tem mecanismos próprios que impedem isso. O que não é tão óbvio -- ainda que seja um bocado -- é que os outros 2 pontos de pressão do orçamento (rolagem da dívida e seguridade social) tem tendência exponencial e a única forma de reduzir o custo da rolagem da dívida é comprimir o crescimento da seguridade social. Aprovada a PEC 241, a PEC da previdência começa a ficar um pouco mais fácil (mas, ainda assim, acho que não passa no governo Temer). Com isso, a SELIC pode cair 3% (pros 9% se formos sortudos) e a inflação pra 5%, o que ajuda a estabilizar o orçamento. Sem ela não passar, por sua vez, o governo Temer acaba...

Será que o atual governo, regido pelo PMDB, conhecendo as peças que conhecemos, iria propor uma emenda constitucional para limitar seus próprios gastos?

Não é "os próprios gastos".  O PMDB-SP quer arrebentar o núcleo do nordeste (que hoje domina o partido), terminar de matar o núcleo do RJ e acabar com os outros concorrentes do centrão (PR, PP, PROS e PSD), de forma que ele volta a ter, sozinho, o tamanho dos outros 2 maiores partidos juntos. Se tudo der certo na jogada, em 2018, Renan Calheiros e Sergio Cabral serão história,enquanto Temer, Moraes, Serra (que provavelmente vai voltar pro PMDB) e Padilha saem como os "grande vencedores", ao mesmo tempo que enfraquecem os caciques do PSDB (principalmente Geraldo Alckmin que está cotado pra presidência em 2018) com o fortalecimento do pequeno clero DEM-PSDB (Bruno Araújo, ACM Neto, Imbassahaí, Mendonça Filho...)

Se essa é a verdadeira intenção, não bastaria tomar uma decisão interna do partido para reduzir ou eliminar os gastos de gabinete e cartões coorporativos?

Pra que cortar do PMDB quando pode cortar do PT (CUT, MST, MTST, UBES), do PCdoB (UNE, UJS), do PSD (que, como não tem capilaridade, depende dos CCs e Secretarias) e todo o resto do centrão? Economia boa é economizar os gastos dos outros...

Se existe a idéia de que essas propostas contenção e congelamento (que são bastante controversas) vão recuperar a economia do país, não bastaria esse governo aplicar em sua proposta de orçamento? (Só lembrando que o orçamento do governo Temer e aprovado pela câmara foi em déficit, o que iria na contramão dessa idéia, uma vez que os últimos não foram e não tiveram eliminação de pastas ministeriais).

É impossível eliminar o déficit em 1 ano. Existem restos a pagar, dívidas parceladas (BNDES), precisa depurar títulos da CEF e do BB (como o caso da Sete Brasil e da Oi), é necessário um pouco de calma pra consertar tudo (além do que, é o PMDB. Até pra milagre tem limite)...

Qual o motivo para o governo gastar com comerciais e jantares para aprovar essa emenda que, caso não dê certo, vai obrigar mesmo assim os próximos governantes a cumprir as regras pelas próximas duas décadas?

De novo, é o PMDB, são nossos deputados, é o Brasil. Não estou dizendo que eles são santos, nem são meu partido preferido, só tô apoiando a PEC...

Imagine a aceleração das mudanças que o mundo passou nos últimos 20 anos, e o risco que esse tipo de engessamento pode provocar; será que é realmente necessário que seja uma Emenda Constitucional?

É só passar uma nova emenda constitucional daqui a 5-7 anos ué. Deixa a inflação implícita e as expectativas do risco soberano voltarem pro normal, o Brasil voltar pra estrutura de orçamento de 1997-2005 com seus Superávits de 3% que depois revisam a PEC e começam a gastar normal...

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Porém, a Constituição tem o chamado piso constitucional para educação e saúde, ou seja, existe um ponto onde essa verba não pode ser cortada, sob pena de improbidade administrativa E crime de responsabilidade, além do controle de constitucionalidade via ADIn e Mandado de Segurança. Ou seja, esses dois setores tem o poder de espremer o resto do orçamento. De novo, vou me focar no ponto nevrálgico da PEC: Orçamento Global. A educação e a saúde tem mecanismos próprios que impedem isso. O que não é tão óbvio -- ainda que seja um bocado -- é que os outros 2 pontos de pressão do orçamento (rolagem da dívida e seguridade social) tem tendência exponencial e a única forma de reduzir o custo da rolagem da dívida é comprimir o crescimento da seguridade social. Aprovada a PEC 241, a PEC da previdência começa a ficar um pouco mais fácil (mas, ainda assim, acho que não passa no governo Temer). Com isso, a SELIC pode cair 3% (pros 9% se formos sortudos) e a inflação pra 5%, o que ajuda a estabilizar o orçamento. Sem ela não passar, por sua vez, o governo Temer acaba...

Na verdade pode ser reduzida em valores brutos, o que não pode reduzir é a porcentagem.

Mas o que precisamos considerar é que a verba pra educação é pouca e o modelo de ensino e gestão adotados nas escolas públicas são deficientes.

Essa PEC não privilegia nenhuma mudança positiva em relação à educação.

 

Não é "os próprios gastos".  O PMDB-SP quer arrebentar o núcleo do nordeste (que hoje domina o partido), terminar de matar o núcleo do RJ e acabar com os outros concorrentes do centrão (PR, PP, PROS e PSD), de forma que ele volta a ter, sozinho, o tamanho dos outros 2 maiores partidos juntos. Se tudo der certo na jogada, em 2018, Renan Calheiros e Sergio Cabral serão história,enquanto Temer, Moraes, Serra (que provavelmente vai voltar pro PMDB) e Padilha saem como os "grande vencedores", ao mesmo tempo que enfraquecem os caciques do PSDB (principalmente Geraldo Alckmin que está cotado pra presidência em 2018) com o fortalecimento do pequeno clero DEM-PSDB (Bruno Araújo, ACM Neto, Imbassahaí, Mendonça Filho...)

Pra que cortar do PMDB quando pode cortar do PT (CUT, MST, MTST, UBES), do PCdoB (UNE, UJS), do PSD (que, como não tem capilaridade, depende dos CCs e Secretarias) e todo o resto do centrão? Economia boa é economizar os gastos dos outros...

Na minha opinião, disputas internas de partido ou disputas entre partidos não deveria ser um motivo pra aprovar uma PEC de congelamento de gastos por 20 anos.

Se for isso mesmo, então é claro que o governo não está dando a mínima para o povo e apenas se preocupando com politicagem e politicalha.

 

É impossível eliminar o déficit em 1 ano. Existem restos a pagar, dívidas parceladas (BNDES), precisa depurar títulos da CEF e do BB (como o caso da Sete Brasil e da Oi), é necessário um pouco de calma pra consertar tudo (além do que, é o PMDB. Até pra milagre tem limite)...

De novo, é o PMDB, são nossos deputados, é o Brasil. Não estou dizendo que eles são santos, nem são meu partido preferido, só tô apoiando a PEC...

O que eu quis dizer é que o governo fez cortes significativos nos ministérios, faz gastos desnecessários com comerciais de rádio e televisão (que custam fortunas) e ainda assim conseguiu aprovar um orçamento em déficit; ou seja, não estão com boas intenções, principalmente com essa PEC...

 

É só passar uma nova emenda constitucional daqui a 5-7 anos ué. Deixa a inflação implícita e as expectativas do risco soberano voltarem pro normal, o Brasil voltar pra estrutura de orçamento de 1997-2005 com seus Superávits de 3% que depois revisam a PEC e começam a gastar normal...

Não é tão simples assim, se fosse só "revisarem a PEC pra começarem a gastar normal", essa regra já poderia e deveria estar incluída na 241 e não haveria a necessidade de estipular o prazo de congelamento de 20 anos e; além disso, vai ter que pagar outro almoço pra todos os deputados e senadores e eles já vão estar todos de barriga cheia...

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Essa PEC não privilegia nenhuma mudança positiva em relação à educação.

Ela não trata de educação. Na verdade, a única coisa que ela fala sobre educação é que, no caso de saúde e educação, haverá um aumento de despesa previsto. A reforma da educação não é a PEC 241, é a MP 746, que institui a educação de periodo integral, créditos optativos e liberdade na escolha das matérias, que são lutas históricas para a educação...

Na minha opinião, disputas internas de partido ou disputas entre partidos não deveria ser um motivo pra aprovar uma PEC de congelamento de gastos por 20 anos. Se for isso mesmo, então é claro que o governo não está dando a mínima para o povo e apenas se preocupando com politicagem e politicalha.

Primeiro, essa não é a razão primordial, mas é claro que uma pessoa governa pensando em melhorar sua imagem e força política. Segundo que nunca na história do mundo um governo se importou com o povo, a questão é que uma clausula de barreira, simplificação partidária e redução da despesa com o fundo partidário são coisas boas para o país, não só para o PMDB.

O que eu quis dizer é que o governo fez cortes significativos nos ministérios, faz gastos desnecessários com comerciais de rádio e televisão (que custam fortunas) e ainda assim conseguiu aprovar um orçamento em déficit; ou seja, não estão com boas intenções, principalmente com essa PEC...

O problema é: O governo pegou um governo com déficit primário acumulado de 80 bilhões, como exatamente ele ia reverter isso de agosto até dezembro, com uma eleição pra fazer (TSE precisou de verbas adicionais) e quando esse é o quadrimestre que historicamente tem a maior despesa? Foi mal, o déficit não é culpa do Temer, é culpa da Dilma. Inclusive, as únicas medidas pró-ajuste que Dilma passou no ano passado foi justamente quando Temer estava na articulação política (aliás, foram os únicos meses de tranquilidade política pós-2014, se você parar pra lembrar).

Não é tão simples assim, se fosse só "revisarem a PEC pra começarem a gastar normal", essa regra já poderia e deveria estar incluída na 241 e não haveria a necessidade de estipular o prazo de congelamento de 20 anos e; além disso, vai ter que pagar outro almoço pra todos os deputados e senadores e eles já vão estar todos de barriga cheia...

Se necessário, eles podem revisar. Porém, tal qual agora, precisa de 308 votos na câmara dos deputados e 49 votos no Senado, em 2 turnos. A questão é que, fosse um ajuste por 2-4 anos, não teria o efeito no CDS (Credit Default Swap, basicamente o índice de risco de um país quebrar e dar um calote), a SELIC continuaria nas alturas, a inflação não ia arrefecer e ele não ia conseguir diminuir o déficit público porque a rolagem da dívida custaria mais do que o dinheiro disponível...

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Ela não trata de educação. Na verdade, a única coisa que ela fala sobre educação é que, no caso de saúde e educação, haverá um aumento de despesa previsto. A reforma da educação não é a PEC 241, é a MP 746, que institui a educação de periodo integral, créditos optativos e liberdade na escolha das matérias, que são lutas históricas para a educação...

Ah Mos, ela não trata diretamente da educação, mas você sabe que ela afeta tudo, inclusive a educação; eu só tô tentando ficar focado no tema de discussão do tópico.

Isso também não justifica os gastos com as propagandas que o governo está veiculando nos meios de comunicação, pelo contrário, né?

A Selic nem é tão importante no cenário internacional, o que importa mesmo para os estrangeiros é a taxa real de juro (aí sim, justifica a sua tese pois o Brasil é um dos maiores, mas pelo que li à respeito, isso atrai investimentos estrangeiros, o que é uma saída da qual não sou totalmente à favor pois isso dificulta o investimento em de produção).

A Selic hoje está num patamar que não é considerado alto, ele é médio se analisar a média histórica; porém ela precisa ser analisada junto com muitas outras coisas como as diferentes taxas de inflação, as taxas de juros praticadas por outras instituições financeiras, transações entre bancos e etc, e, nesse sentido, ela teve uma queda devido ao aumento da inflação (sobretudo na região sudeste, alguns dizem até que foi por causa das olimpíadas), aumento das tarifas bancárias, preço da gasolina, aumento dos juros do cheque especial...

E desses 80bi de déficit, só o desfalque que o Eike Batista deu (direto com empréstimos do BNDS ou indiretos pelas perdas do valor das ações das empresas EBX), é bem maior do que esse rombo.

 

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Ah Mos, ela não trata diretamente da educação, mas você sabe que ela afeta tudo, inclusive a educação; eu só tô tentando ficar focado no tema de discussão do tópico.

Então, eu meio que estou no assunto do tópico, porque no fundo, e vamos ser claros quanto a isso, a ocupação não tem nada haver com MPs ou PECs. Tem haver com rejeição à um governo.

Isso também não justifica os gastos com as propagandas que o governo está veiculando nos meios de comunicação, pelo contrário, né?

Cara, publicidade do governo é complicado. Por exemplo, eu acho que a publicidade do Ministério da Saúde é extremamente importante no controle ao mosquito da dengue. Parece exagero, mas de fato foi só a Zika sair da discussão por 2 meses (e as prefeituras se ocuparem com as eleições) pro pessoal relaxar na prevenção e os casos retornarem. Nesse caso, acho uma despesa legítima, desde que siga um critério de alcance e não, como fizeram com a Veja em 2014, por proximidade ideológica.

A Selic nem é tão importante no cenário internacional, o que importa mesmo para os estrangeiros é a taxa real de juro.

Existem 2 tipos básicos de investidores: Os de curto-prazo (o famoso "especulador) e os de longo-prazo (o não tão famoso fundamentalista). No primeiro caso, quanto maior o caos no país, maior o lucro através de investimentos de ponta-dupla. Por exemplo, um megafundo de hedge imagina que vai ter notícias ruins da Petrobras e passa 5 dias vendido em Petrobras e Comprado em Ultrapar. Petrobras cai e Ultrapar sobe, ele desmonta a operação, guarda o lucro e sai do país. Ou então opera com opções e vai lucrando com quedas e altas absurdas ao longo da semana.

O fundamentalista, por sua vez, não costuma investir em gráficos, ele investe em empresas que parecem ter potencial. É investimento que muitas vezes transforma uma empresa pequena numa empresa grande, que gera empregos e que realmente melhora a economia. Porém, como muitos desses investimentos demoram 3-5 anos para dar algum resultado, ninguém vai colocar dinheiro num país que, ao mudar de governo, vire de cabeça pra baixo. A PEC 241 também ajuda a chamar esses investidores, já que dá pelo menos uns 4-6 anos no mínimo de estabilidade orçamentária.

A SELIC é importante porque, além de definir o CDI e a taxa real de juros (que é Taxa DI - Inflação), ela também é base para o CDS (que é basicamente o preço do seguro de um título do governo). Além disso, é com base nela que a STN (Secretaria do Tesouro Nacional) calcula os títulos do tesouro, como a LTN (Letra de Tesouro Nacional, de taxa de juros fixa), e das NTN (Nota do Tesouro Nacional, que é a Taxa de Juros real + Inflação), além de ser o indexador da LFT (Letra Financeira do Tesouro, indexada à SELIC). Isso quer dizer que queda na SELIC = Queda na despesa com a dívida pública.

Veja, a SELIC envolve o spread bancário, a dívida pública e as reservas internacionais. No limite, essas 3 questões definem a taxa de inflação, o déficit/superávit primário e a taxa de câmbio. Então sim, ela é um importante indicador da política econômica.

E desses 80bi de déficit, só o desfalque que o Eike Batista deu (direto com empréstimos do BNDS ou indiretos pelas perdas do valor das ações das empresas EBX), é bem maior do que esse rombo.

Os desfalques do BNDES não são calculados no déficit primário, porque como são dívidas parceladas, elas não são pagas num ano só. O que acontece é que os bancos possuem um PDD (Provisão para devedores duvidosos), ou seja, caso tenha um calote em massa, tiram dinheiro desse fundo para custear as operações. Assim, por mais que eles joguem todos os 80 bi como despesa para o PDD, isso não entra no calculo do resultado primário do governo, porque se trata de uma empresa estatal e não de um órgão da administração direta.

Esses 80 bi estariam no orçamento, por sua vez, se o BNDES precisasse pedir dinheiro ao governo (o tal do aporte de capital). Como é uma despesa da administração direta, ai sim entra no orçamento...

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