Postado Agosto 8, 2012 Os senadores aprovaram em plenário, na noite desta terça-feira (7), o projeto que destina 50% das vagas em universidades federais para estudantes oriundos de escolas públicas. O projeto foi aprovado de forma simbólica pelos senadores. O único voto contrário manifestado foi do senador Aloysio Nunes (PSDB-SP). Agora, será encaminhado para sanção da presidente da República, Dilma Rousseff. O projeto aprovado pelo Senado combina cota racial e social. Segundo o texto, enquanto metade das vagas oferecidas serão de ampla concorrência, a outra metade será reservada seguindo três fatores: cor, rede de ensino e renda familiar. A cota racial será diferente em cada universidade ou instituto da rede federal. Estudantes negros, pardos e índios terão o número de vagas reservadas definido de acordo com a proporção dessas populações apontada no censo do IBGE de 2010 na unidade da federação em que está a instituição de ensino superior. As demais vagas reservadas serão distribuídas entre os alunos que cursaram o ensino médio em escola pública, sendo que no mínimo metade da cota (ou 25% do total de vagas) deverá ser destinada a estudantes que, além de ter estudado em escola pública, sejam oriundos de famílias com renda igual ou inferior a um salário mínimo e meio per capita. As universidades deverão selecionar os alunos de instituições públicas com base no coeficiente de rendimento. A proposta exige que as instituições ofereçam pelo menos 25% da reserva de vagas prevista na lei a cada ano, a partir de sua publicação no "Diário Oficial da União". O prazo para o cumprimento integral das novas regras é de quatro anos. Eu realmente acho uma vergonha um projeto de Lei desses, no qual 50%, CINQUENTA POR CENTOOOOOOOOO, das vagas em Universidades Federais serão destinadas a cotas. Nada contra, mas o indivíduo com 600 e pouco no Enem vai entrar e um que tirou mais de 780 não vai passar em determinadas faculdades. Consequência: A pessoa vai entrar na Faculdade, e vai perder o ano provavelmente e consequentemente a vaga. Uma reserva de 50% de vagas é um número absurdo. Para mim o correto deveria ser algo em torno de 20-25% no máximo. Sendo destas 12-15% a estudantes considerados "pobres", 4-5% para aqueles que sofram algum tipo de deficiência e 4-5 % para negros, algo em torno disso. Já estudei em Escola Pública da sexta a oitava série, e sei como é a situação. As maioria não ta nem aí pra nada, e tirar a vaga de um vestibular de alguém que o pai trabalhou duro pra pagar o colégio, para dar a alguém que se esforça em uma intensidade bem menor é uma vergonha em minha opinião. Uma nota de corte em Engenharia na UFF ta em cerca de 810, imagino caso isso fosse aplicado, e ano que vem já estivesse em atividade a Lei, que eu teria de tirar uns 850 para passar, enquanto teria gente com 700 que iria passar por cota. E aí, só eu que tenho esse ponto de vista ou algém pensa algo parecido? Compartilhar este post Link para o post Compartilhar em outros sites
Postado Agosto 8, 2012 Cara, concordo com você em alguns pontos, imagino que seja meio absurda essa porcentagem, estudei em escola pública até ano passado e realmente 85% não quer nada com nada, mas alguns poucos se esforçam muito pra poder ter condições melhores, então eu acho que em respeito a essas pessoas devia term uma porcentagem de vagas, que no caso deveria ser menor um pouco, já que grande parte que vai dar o bom e velho jeitinho brasileiro pra conseguir entrar em uma universidade utilizando esse sistema. O que eu acho absurdamente errado é que a sua cor conta na hora de pegar uma bolsa, cara, os negros não são diferentes dos brancos em nada! eles tem a mesma capacidade, hoje em dia tem muitos negros conquistando cargos importantes, o povo afro descendente é muito inteligente e aplicado ao contrário do que muita gente pensa, a não ser que eles estejam insinuando que negro é pobre, o que também é totalmente errado. Mas pelo menos com isso da pra ver que o governo está fazendo alguma coisa pela educação, mesmo que não seja de forma totalmente correta, pelo menos é um tentativa de investir na inclusão, já que tem muita gente sem condições por aí, que tem uma inteligência e uma dedicação de poucos, querendo seu espaço na sociedade, e ter uma vida melhor. Compartilhar este post Link para o post Compartilhar em outros sites
Postado Agosto 8, 2012 (editado) As cotas sempre existiram para quem tem tempo e dinheiro pra se preparar durante o ensino médio. Nos cursos de elite nas universidades públicas só entre essa galera. Quem não tem tempo e/ou dinheiro só entra nos cursos com menor procura. Vc conhecer um vizinho, primo, amigo que é exceção não muda nada, não passa de uma exceção, a regra é essa, é o que diz a pesquisa do IBGE e o resultado da pesquisa social divulgada pelas universidades todo ano. Na história do Brasil nós temos escravidão de 1500 até 1888 e um pouquinho mais de um século para "libedade". Após a abolição nós tivemos pouquíssimas ou nenhuma ação pro-ativa para inserir o negro de forma aceitável no contexto social. Quando, finalmente, 5 séculos depois da exploração, do estupro e da tortura; alguém tenta fazer algo todo mundo é contra. Sinceramente não entendo, ser negro nesse país é muito complicado, como vi esses dias num debate parecido "ser negro e jogar no hard enquanto muita gente em volta tá usando cheater". Faço votos para cada vez mais vermos todos os cursos com sala de aula colorida, sem nenhum tipo de supremacia. Enquanto ninguém toma nenhuma atitude razoável eu apoio as cotas. Aquele discurso "ah tem que melhorar as escolas públicas ..." é lindo mas não é real, não vou querer impedir as cotas para aguardar mais alguns séculos esperando as escolas públicas melhorarem. O Brasil está tomando um rumo interessante quanto ao vestibular, a tendência está clara, ele vai acabar um dia, pode demorar uma ou duas décadas, estou gostando disso. O vestibular é o maior atraso de vida de uma nação, espero que meus filhos vivam essa fase sem vestibular do Brasil. Além de limitar a vida do jovem a conhecer o esporte, artes, música e outras coisas, o vestibular é excludente e nada democrático. Resumindo, apoio as cotas, por salas de aulas coloridas e igualitárias. Editado Agosto 8, 2012 por Éder Compartilhar este post Link para o post Compartilhar em outros sites
Postado Agosto 8, 2012 (editado) O que eu penso sobre os negros é o seguinte: O negro recebe um salário não sei quantos por cento menos do que o branco, existe uma "tentativa de amenizar o passado colonial por parte de projetos de lei" que é algo no mínimo justo, existe sim grande discriminação com negros para alcançar determinados cargos. Outra questão que acho que não sitei no primeiro comentário é que por o Ensino Fundamental e Médio, público brasileiro ser, em grande maioria, uma bosta, ao invés do poder público tentar melhorar essas condições, para ocorrer uma disputa mais "justa" entre alunos de escola pública e de escola particular, eles "diminuem" a qualidade que existe no Ensino Superior Publico brasileiro, que ainda possui alguma, e facilitam a entrada dos alunos de escola pública nestas Universidades, dizendo que estão ajudando veementemente as pessoas das classes inferiores. Eder, não sei se o conceito de igualdade é metade das vagas serem direcionadas a um determinado grupo e a outra metade ao todo. Igualdade não é uma pessoa tirar 150pontos a menos que você no Enem e passar na Faculdade e você não. Muitas pessoas estão em escola particular, devido aos pais saírem 7horas da manhã de casa e voltarem as 18h, e caso no futuro, não consigam uma vaga na universidade devido a algumas pessoas que tenham ficado na sua frente por causa da cota, vá ser justo. Defendo a cota, mas algo em uma porcentagem menor, para aqueles que realmente se esforçam e por um acaso da vida, do destino ou de seu passado, não tenha condições de ter acesso a "informação privilegiada que aqueles de escola particular recebem". Editado Agosto 8, 2012 por PedroGabrig Compartilhar este post Link para o post Compartilhar em outros sites
Postado Agosto 8, 2012 (editado) Eder, não sei se o conceito de igualdade é metade das vagas serem direcionadas a um determinado grupo e a outra metade ao todo. Igualdade não é uma pessoa tirar 150pontos a menos que você no Enem e passar na Faculdade e você não. Muitas pessoas estão em escola particular, devido aos pais saírem 7horas da manhã de casa e voltarem as 18h. Então o seu mérito de entrar na universidade pública não é seu é do seu pai. Logo vc não tem direito. Algo que vc não está querendo enxergar. Outra coisa é atribuir o "mérito" a capacidade financeira, outro equívoco grave. A pontuação é irrelevante, até pq, os vestibulares e o Enem não medem a aptidão do cidadão pra aquele curso, nunca mediram, nunca vi educador defender vestibular, isso é um atraso muito grande. Uma passeada nas reuniões do Conselho Diretor dos docentes da UFG e o discurso é o mesmo, "temos que ter disciplinas de nivelamento" isso pq passaram os últimos 3 anos estudando coisas irrelevantes para uma prova mais irrelevante ainda. E volto a afirmar algo que acho que ignorou na minha primeira postagem, COTAS SEMPRE EXISTIRAM, A DIFERENÇA É QUE AGORA TEM MAIS GENTE SENDO CONTEMPLADA. Editado Agosto 8, 2012 por Éder Compartilhar este post Link para o post Compartilhar em outros sites
Postado Agosto 8, 2012 Sim, cotas sempre existiram, mas não numa porcentagem tão alta quanto este projeto de lei. Não consigo imaginar num futuro próximo outro método de entrada para universidades senão o vestibular. Teria de haver um total reestruturamentona educação, muitas pessoas no ensino médio já possuem uma visão ou tem no mínimo uma idéia do que querem fazer, porém todas estudam as mesmas disciplinas nos mesmos níveis indiferentemente dos cursos que querem fazer. Para mudar este método, acho que desde o início do ensino médio deveria haver aulas redirecionadas. Uma pessoa que quer fazer matemática financeira não precisa saber História e Português no mesmo nível que alguém que pretende cursar direito, e vice versa. Compartilhar este post Link para o post Compartilhar em outros sites
Postado Agosto 8, 2012 Sim, cotas sempre existiram, mas não numa porcentagem tão alta quanto este projeto de lei. Não consigo imaginar num futuro próximo outro método de entrada para universidades senão o vestibular. Teria de haver um total reestruturamentona educação, muitas pessoas no ensino médio já possuem uma visão ou tem no mínimo uma idéia do que querem fazer, porém todas estudam as mesmas disciplinas nos mesmos níveis indiferentemente dos cursos que querem fazer. Para mudar este método, acho que desde o início do ensino médio deveria haver aulas redirecionadas. Uma pessoa que quer fazer matemática financeira não precisa saber História e Português no mesmo nível que alguém que pretende cursar direito, e vice versa. Acho que vc não compreendeu novamente. As cotas eram de 100% até a década de 90. 100% dos aprovados em cursos de elite eram de pessoas que tinha tempo e dinheiro pra estudar durante o Ensino Médio. Agora essa supremacia está mudando o povo tá reclamando. Durante décadas quem não tinha tempo e/ou dinheiro simplesmente assistiu os ricos e a classe média entrarem nas universidades. Agora, depois de décadas ignorando negros e pobres a classe média e alta resolvem reclamar os seus direitos às cotas de 100% que sempre estiveram à disposição. Era disso que eu estava falando nas duas postagens anteriores. Sobre o vestibular, qq coisa é mais aceitável que essa prova sem sentido que tira parte da vida dos jovens no Brasil. Até sorteio é mais aceitável. Existem inúmeras propostas de educadores no Brasil que envolvem sorteio, acho que vai convergir nisso, mas vai levar as décadas que mencionei na outra postagem. Compartilhar este post Link para o post Compartilhar em outros sites
Postado Agosto 8, 2012 Ah, entendi. Havia interpretado errado. Não sou contra cotas, porém não sou a favor de 50% das vagas serem direcionadas a cotas. Ao falar de Brasil por si só, já se pensa em um passado injusto e horrível, e sim o governo faz algumas tentativas para reparar isto. O Brasil, é um dos países que mais gastam em educação(na folha de pagamento), mas esse dinheiro possui outro destino... Não sei se você foi sarcástico em relação a sorteio, mas se não queria saber algumas vantagens de utilizar este métoda nas seleções. Pelo menos o Vestibular "obriga"o jovem a estudar para passar. Para haver progresso em algo, é necessário ordem, e sem dúvidas, o nosso país é no mínimo desorganizado Compartilhar este post Link para o post Compartilhar em outros sites
Postado Agosto 8, 2012 Não estava sendo sarcástico. Acredito mesmo que o sorteio é a solução menos pior depois de ouvir alguns professores discursarem sobre isso. A ideia mais simples em torno do sorteio é mais ou menos isso: Existem 100 vagas eu sorteio 200, mas quem foi sorteado do 101 pra lá já sabe que só entra de segunda chamada. Daí faço uma prova de conhecimento mínimo com os 200, tipo português e matemática somente. Atingiu o mínimo está dentro, bem diferente do vestibular onde se busca o máximo e resultado é pífio. Essa é a mais simplificada das formas, existem outras propostas mais complexas que essa envolvendo sorteio. Isso são propostas que não levam em consideração uma transformação do ensino médio, mas sim que irá influenciar nele. Sobre o nível dos alunos lá dentro, isso pediria uma adaptação de uns 20% dos cursos de elite que deveriam tratar de nivelamento, o restante dos cursos já fazem isso há muito tempo. Compartilhar este post Link para o post Compartilhar em outros sites
Postado Agosto 9, 2012 Então por esse método simples de sorteio o cara vai ter que saber o básico? O cara quer fazer Geografia mas não conhece todo o carácter político e econômico que se modificicou durante os anos, não conhece o processo de Globalização e este conceito, só precisa saber somar e subtrair e como se escrever as coisas certo. Como uma sociedade irá evoluir com médicos que passaram para medicina em uma prova de matematica e portugues, engenheiros que passaram pra engenharia com matematica e portugues, advogados e juizes que passaram para direito em uma prova de matematica e portugues. (OLHA QUE E UMA PROVA SO DO BASICO). Não faz sentido algum. Então é um sistema no qual você depende da sorte para "se tornar alguém na vida". Compartilhar este post Link para o post Compartilhar em outros sites
Postado Agosto 9, 2012 (editado) . Editado Janeiro 25, 2013 por uomini Compartilhar este post Link para o post Compartilhar em outros sites
Postado Agosto 10, 2012 Então por esse método simples de sorteio o cara vai ter que saber o básico? O cara quer fazer Geografia mas não conhece todo o carácter político e econômico que se modificicou durante os anos, não conhece o processo de Globalização e este conceito, só precisa saber somar e subtrair e como se escrever as coisas certo. Como uma sociedade irá evoluir com médicos que passaram para medicina em uma prova de matematica e portugues, engenheiros que passaram pra engenharia com matematica e portugues, advogados e juizes que passaram para direito em uma prova de matematica e portugues. (OLHA QUE E UMA PROVA SO DO BASICO). Não faz sentido algum. Então é um sistema no qual você depende da sorte para "se tornar alguém na vida". Sim, só precisaria saber o básico mesmo. Até pq Ensino Superior não é 3º Grau simplesmente, como se fosse a continuação dos estudos do antigo 2º Grau. O Ensino Superior é outra coisa e existem muitos sofismas sobre isso. Saber história e geografia para ter aptidão para o direito é uma das infinitas balelas sobre o assunto. A anatomia que se aprende na medicina não tem nada a ver com a decoreba do nome de cada músculo que vc fez no ensino médio. A engenharia é a mais legal de todas pq nenhuma das fórmulas que vc decorou para o vestibular vão te ajudar, vc compra uma HP no primeiro ano e descobre que na verdade vc nunca soube nada. Essa mentalidade existe por conta do vestibular mesmo, é difícil desvincular, mas quando vc passa por algumas experiências universitárias fica mais fácil enxergar. *Demorei pra responder pq estou sem computador, ando bastante offline. **Obrigado Renato. Compartilhar este post Link para o post Compartilhar em outros sites
Postado Agosto 10, 2012 Sim, só precisaria saber o básico mesmo. Até pq Ensino Superior não é 3º Grau simplesmente, como se fosse a continuação dos estudos do antigo 2º Grau. O Ensino Superior é outra coisa e existem muitos sofismas sobre isso. Saber história e geografia para ter aptidão para o direito é uma das infinitas balelas sobre o assunto. A anatomia que se aprende na medicina não tem nada a ver com a decoreba do nome de cada músculo que vc fez no ensino médio. A engenharia é a mais legal de todas pq nenhuma das fórmulas que vc decorou para o vestibular vão te ajudar, vc compra uma HP no primeiro ano e descobre que na verdade vc nunca soube nada. Essa mentalidade existe por conta do vestibular mesmo, é difícil desvincular, mas quando vc passa por algumas experiências universitárias fica mais fácil enxergar. *Demorei pra responder pq estou sem computador, ando bastante offline. **Obrigado Renato. Se é tão simples, vá a uma faculdade de engenharia de uma dessas nova hp que está até sendo proibida em muitas faculdades por ter recursos que não deveriam ter a um aluno, e de uma aula basica de logaritmo neperiano a ele sem ele nem saber o que e logaritmo comum. Deixe uma pessoas dessa tendo aulas de cálculo 1, 2 e 3, Física 1, 2 e 3 entre mais algumas matérias, sem a pessoa não saber o que deveria saber do ensino médio Pela sua teoria qualquer um entra na faculdade e aprende tudo lá. Os professores da faculdade irão ensinar tudo o que o aluno deveria ter aprendido na vida inteira em apenas 5 anos, realmente incrível, só não sei porque não estão em Harvard. (Situação Hipotética) A pessoa vai fazer uma faculdade de Linguagens. Passou sabendo o básico. Porém não sabe o que são recursos de linguagens, mesmo usando muito em seu cotidiano, o professor vai ter de ensinar a ele o que e oração subordinada, adjunto adverbial, aposto, o que é a regência da frase. o que é algo bitransitivo, e pior, este último para aprender ele terá que saber o que é objeto direto e indireto, o qual ele estudou 2 vezes na vida mas nem ligou que ja que pra entrar numa faculdade ele só precisa saber português e matemática simples. O que é agente passivo e ativo professor? Pra que server os conectivos e como vou saber se essa palavra é um conectivo ou não. Entao pra que serve o 1° e o 2° grau? Pra que servem todas as outras disciplinas que não são matemática e português antes de entrar na faculdade. Cara eu realmente não sei como se pode considerar uma idéia dessas, realmente não entendo. Mesmo os que passam no Vestibular, realmente não foi decorebe. Não é decoreba, ficar lendo tudo pra aprender 180 questões que você nem sabe quais são. Não é decpreba ficar lendo sobre os assuntos da atualidade, praticando redação pra acertar o tema e fazer uma redação 900+. Aliás, mesmo que a princípio a apessoa tenha adquirido a rotina de estudo apenas pra passar no vestibular, quanta coisa ela não aprende, estudando, os temas que ela compreende melhor lendo manchetes, noticiários praticando e dissertando sobre o assunto. Acho que é direito de quem mais se esforçou e conseguiu uma vaga doque simplesmente sortear pra qualquer 1, e aquela pessoa que tinha toda a capacidade para se tornar um cientista, fa zer descobertas incríveis ficar de fora, por ironia da sorte. Imagine definir o futuro de milhões de pessoas pela sorte e não pelo empenho. Imagina o índice de reprovação nas faculdades caso não aumentassem para 10 anos o período de ensino para poder ensinar tudo que os sortudos não sabiam. Quero um argumento realmente válido, que me prove que haverá melhoras. Melhora que digo é médicos melhores, farmacêuticos melhores, juízes e advogados melhores, professores melhores.... Professores... Novos professores de Universidades terão de surgir, e que belos professores serão. Terão de aprender tudo na faculdade, (pelo menos grande parte do que deseja lecionar). Compartilhar este post Link para o post Compartilhar em outros sites
Postado Agosto 11, 2012 Os argumentos não fazem sentido pq vc não percebeu ainda o que é uma Universidade. Os cursos não-elitistas JÁ nivelam os alunos quando entram e isso não faz dos alunos que lá entraram piores pesquisadores do que os que estão nos cursos de elite. Vc está tomando como absurdo coisas que não são ideias mas são fatos. Cursos de Licenciatura e alguns bacharelados, por exemplo, ainda mais quando em período noturno, sem nivelamento vão perder 90% dos alunos no primeiro semestre. A instituições públicas já tem isso em suas grades nos cursos do "povão". O que a mente elitizada não aceita é que pobre faça engenharia, direito e medicina; até pq o resto dos cursos já tem pobre faz tempo. Daí surgem falácias sobre o nível do profissional, sobre o mérito que eu tenho de ter pai rico etc.. Esses cursos são intocáveis, não podem ter nivelamento bla bla bla. Na minha segunda engenharia (em universidade pública) foi 70% de reprovação em cálculo 1, mas nunca, jamais, vão fazer um nivelamento pra resolver isso, pois se fizerem vão ter que admitir que qq um pode fazer engenharia, inclusive o pobre, então é melhor reprovar geral e manter o status elitizado. Pedro, participe de alguns debates e fóruns sobre Universidade Pública Popular, ajuda a abrir um pouco a mente e entender a situação de pessoas que não tiveram as mesmas oportunidades que nós. Não estou dizendo pra ler O Capital ou O Manifesto Comunista, nada disso, não precisa ter uma visão socialista, mas sim social para entender esse ponto de vista, o que não quer dizer concordar. Tente buscar entender as funções de cada etapa da educação (site do mec ou da secretaria da educação do seu estado), isso também ajudaria. 1 pessoa curtiu isso Compartilhar este post Link para o post Compartilhar em outros sites
Postado Agosto 11, 2012 Para mim não é aceitável que vagas em Universidades sejam decididas por sorteio. Você falou de oportunidade, mas esse ano que entrei em um colégio particular, sei como é a vida em escola e dar vaga em sorteio para pessoas que não fazem mínimo esforço pra nada. Não sei se você já estudou em colégio público em sua época de estudante, mas uma porcentagem muito alta das pessoas não quer nada com nada, e dara vagas "de graça a essas pessoas" não faz sentido. Eu estudava e me esforçava para conseguir aprender as coisas, pois realmente é difícil aprender as coisas. No de 3 ou 4 anos para cá vem tendo uma prova chamada Saerj, que entrega notebook a não sei quantos melhores do estado em cada série, mas as séries variam de tempo em tempo. A prova era ridícula, em grau maior. Imagine coisa pra criança e multiplique por 2. Ganhei o notebook nos 2 anos que fiz a prova, no primeiro ninguém da minha sala ganhou, no segundo uma pessoa ganhou também. Realmente não consigo imaginar, as pessoas não acertarem o suficiente para ficar entre os 7000 primeiros. SETE MIL. Eu acho isso uma vergonha. E dar de graça vagas em faculdades para pessoas que fazem provas de qualquer jeito para ir pra casa mais cedo, e dar reprovação, a menos que comece uma faculdade de um nível bem mais baixo. Acho que a gente já saiu do ponto central do tópico, mas acho que está sendo um "debate" construtivo. Realmente, não possuo interesse em um livro que aborde uma visão socialista. Mesmo eu achando que o Socialismo seria MUITO melhor para uma sociedade se organizado corretamente, mas visões socialistas não são aceitas na sociedade com muita facilidade, e segundo porque não existe organização suficiente para implatar idéias socialistas. Um livro que eu gostaria de ler, se não me engano o nome é A Riqueza das Nações, não tenho certeza, de Hitler e voce provavelmente deve conhecê-lo. Não concordo com as atitudes de Hitler em nenhum ponto, mas ele foi indubitavelmente um grande líder, e gostaria de ler um pouco sobre o que ele escreveu enquanto estava presa, e algumas de suas idéias que ele usou posteriormente, para persuadir o povo alemão da época. Mas o que eu acho é. Com esforço (qualquer um, que se dedique), pode chegar a uma Faculdade, o problema é que os obstáculos para um serão bem maiores que para outros. Compartilhar este post Link para o post Compartilhar em outros sites
Postado Agosto 11, 2012 O esforço não é critério, pois se fosse o cara que trabalha o dia todo para se manter mereceria a vaga, é algo extremamente subjetivo. As pessoas estão começando a entender o princípio da isonomia, que não é simplesmente tratar todo mundo de forma igual e sim equalizar as oportunidades aos desiguais, por isso temos vagas para deficientes físicos em estacionamentos, concursos públicos etc.. Simplesmente dizer para uma pessoa de um metro e meio lutar com uma de dois metros afirmando que "com esforço (qualquer um, que se dedique), pode vencer essa luta" não vai mudar os fatos de que por séculos os mais altos ganharão até que se tenha cotas pra baixinho ou percebam que a luta é o pior critério para vitória. Quando se fala de algo público temos que pensar um pouco em o que é exatamente merecer algo que é público? Por isso volto a insistir que procure o conceito de Universidade Pública Popular (esse último termo que parece redundante, e é, serve para resgatar o caráter do bem público que foi esquecido no ensino). Sistematizar pessoas de escolas públicas como seres que não querem nada com nada é vazio, sem sustentação. Seria o mesmo se eu dissesse que gente de escola particular não merece a vaga por serem um bando playboyzinhos que não sabem o valor do trabalho, dá no mesmo, tão preconceituoso quanto. Estudei parte da vida em escola pública, mas me considero privilegiado, pois estudei numa escola modelo, pra mim é privilégio e não mérito meu de ter estudado lá, não faz de mim merecedor da nada. Compartilhar este post Link para o post Compartilhar em outros sites
Postado Agosto 11, 2012 Quase não entro em debates,mas vi que o assunto ta rendendo então vou postar minha opinião Sou a favor sim das costas, para aqueles que não tem dinheiro,mas não por distinção racial,apenas por dinheiro(grande parte da população de baixa reanda é afro-descendente,parda ou de origem indigena) então ja teriamos parte da cota racial inclusa ai Eu estudo em uma escola publica de alto nivel se é que posso dizer assim,para entrar a concorrencia é de 2000 pessoas para 72 vagas,is varia de acordo com o curso tecnico escolhido,e posso dizer que a grande maioria das pessoas da escolha que eu coheço vieram das melhores escolas particulares da cidade,com mensalidades de 1000 reais cada,isso prova que quem tem dinheiro tem mais chance de passar,não por ter dinheiro,mas por ter estudado em uma escola muito boa,ja os que vieram de escolas publicas(minorias)se esforçaram e muito para passar,mas posso dizer que se qualquer um(isso mesmo QUALQUER UM) entrasse la na escola nos 3 primeiros meses estaria no mesmo nivel de todos os outros independente de qual escola veio,pois existe uma etapa de nivelamento. Então quem não tem dinheiro tem q ter um empurraõzinho sim para passar no vestibular,mas passar os pobres no vestibular não é a unica medida a ser tomada,precisamos sim que ocorra um nivelamento nos primeiros messes ,para que não reprovem milhares de alunos e as salas de aula fiquem vazias. Compartilhar este post Link para o post Compartilhar em outros sites
Postado Agosto 11, 2012 (editado) Voce citou as cotas e como já disse e repito, não sou contra cotas, mas não sou a favor de 50%, para mim teria de ser algo entre 20 e 25%. Não sistematizei pessoas de escola publica como não querem nara, e sim disse que grande parte dos que estão no meio não estão nem aí. Muitos estudam porque os pais mandam, outros estudam pra tirar 50 (média de grande parte das escolas públicas), e alguns estudam realmente para aprender. Voltando a falar de sorteio, para mim criar um sistema que escolha por sorteio desestimularia as pessoas a realmente estudar. As pessoas se matam de estudar para o vestibular, mas é assim que muitos aprendem e levam bastante conteúdo para sua vida, por sorteio não haveria necessidade de nada disso. Informaçoes de qualidade entrariam em volume muito menor na cabeça dos jovens brasileiros. Vou falar de uma situação aqui que talvez você consiga compreender algo e dizer se e justo (NESTA SITUAÇÃO). Imagine aquele nerd, que não faz quase nada na vida, somente estuda pois pretende ter um futuro brilhante, e aquele cara da maromba, do fundão que adora zuar as pessoas e passa aos "trancos e barrancos". Como não existe o Vestibular, no qual o Nerd levaria plena vantagem por sempre se esforçar e dedicar grande parte do seu tempo aos estudo, e sim um sistema de sorteio, por um acaso da sorte o homem do fundão, da maromba e que adora tirar sarro com a cara dos outros foi escolhido para fazer a prova de conhecimento básico e o Nerd não. Acha isso justo? Alguém que se dedicou a vida inteira não ter a oportunidade e alguém que nunca quis nada com nada tomar seu lugar. (Não foi nada preconceito com Marombeiros, pessoal do fundão, só exemplifiquei aqui para tentar mostrar ao Éder uma situação que poderia ocorrer), porém do mesmo jeito, pobres e de baixa renda possuem uma plena desvantagem em relação aos que tem uma educação de qualidade e é aí que entra os 20~25% de cota, para pessoas de baixa renda que realmente se esforçaram, mas talvez pelo ensino que tiveram não puderam tirar uma nota tão alta quanto alguém que também se esforçou e estudou em uma escola particular. e não para aqueles que não queriam nada com nada. Existem as escolas públicasde de alto nível, as vezes melhor do que muitas escolas particulares, mas para entrar, muitas vezes são mais concorridas que muitos vestibulares, o que dificulta a entrada de pessoas de uma escola publica "ruim", porém não impossibilita. Também é o caso de colégios militaes, que oferecem uma educação rígida e de alta qualidade, porém para entrar, possui uma concorrência muito grande. Editado Agosto 11, 2012 por PedroGabrig Compartilhar este post Link para o post Compartilhar em outros sites
Postado Agosto 11, 2012 Pedro Roque, Defendo também a cota para etnias específicas. Quando vejo as escolhidas percebo que são as etnias que sofreram por séculos no nosso país sem direitos e sem perspectivas. Pra mim as cotas são o mínimo que se pode fazer pra consertar isso. PedroGaBrig, Pelo último senso escolar (2010) 83% dos estudantes até o Ensino Médio estão em escolas públicas, não entendo pq vc defende somente 20% de cotas. Pela lógica atual deveria ser 80%. Dados pra vc refletir e entender que vc é a minoria da minoria da minoria estudantil desse país e que 50% de cotas é perfeitamente aceitável. A situação que vc narrou mais uma vez fala em méritos de modo extremamente simplista, não vou insistir nessa linha, já expus o que penso sobre méritos quanto ao acesso a algo público, só repetiria novamente e vai ficar muito massante. ------------------- Despeço-me por aqui do debate (sem aspas), não por descaso, mas pq realmente já expus as ideias até repetidamente e dificilmente terei acesso a computadores novamente nos próximos dias. Foi um bom papo senhores, até mais. 1 pessoa curtiu isso Compartilhar este post Link para o post Compartilhar em outros sites
Postado Agosto 11, 2012 Então para fechar, muita gente que estuda em escola pública não é de baixa renda, do mesmo jeito que a maioria que estuda em escola particular não é rico. Se quer dividir a vaga pra pessoas de escolas públicas e particulares, é mais fácil estudar em uma escola pública com 80% das vagas do que em uma escola particular com 20%. Pra mim cota não deve ser pra todos e sim pros esforçados. Não sei porque a situação que narrei é muito simplista, já que é algo que provavelmente iria acontecer, em diversos níveis caso houvesse distribuição de vagas por sorteio. Boa Noite, e acho que o Bate Papo encerrou. Aprendi algumas coisas mas não mudo em nada minha opinião. É bom quando duas idéias opostas são expostas, mas é melhor quando um consenso é obtido. Algo que não chegou nem perto de ocorrer. Compartilhar este post Link para o post Compartilhar em outros sites
Postado Agosto 13, 2012 Um ponto de vista aí: Compartilhar este post Link para o post Compartilhar em outros sites
Postado Agosto 13, 2012 (editado) Bom, eu acho que o sistema de cotas é uma "solução" apenas momentânea, que tem como objetivo amenizar um pouco a situação desigual que se tem no Brasil. Mas o certo mesmo é o governo investir nas escolas públicas, pra proporcionar a esses estudantes condições de competir por uma vaga em uma universidade. Não entendi muito bem o que o Éder quis dizer com "nivelamento". Seria tipo um mini curso dentro da faculdade pra nivelar todo mundo que entrou? Eu estudei em escola particular, devido ao grande esforço dos meus pais, e quando fiz o vestibular e o paies* aqui da UFU, passei em 1º e 2º lugares, respectivamente. No vestibular foi em Ciências da Computação, e no paies Engenharia Elétrica. No paies eu fiquei satisfeito com meu desempenho, mas no vestibular eu fiz metade (METADE) dos pontos da 2ª fase, e fiquei em 1º lugar. Na minha opinião é um desempenho muito fraco pra ficar em 1º...não sei quanto o 40º fez, mas deve ter sido pouco. Claro que cabe questionar os critérios e forma de aplicação do vestibular e tudo mais... Outra coisa, durante o curso de engenharia elétrica, dos 40 que entraram, acho que só uns 10 terminaram em 5 anos. Vários desistiram, foram estudar outra coisa, caíram de período alguma(s) vez(es). Principalmente porque não levaram a sério, não estavam nem aí...só queriam saber de jogar truco e encher a cara e ir pra festa Acredito que alguns (ou mais que isso) não conseguirão terminar o curso nos 8 anos regulamentares. Por isso que eu acho que um sistema de sorteio e prova básica não é justo. Concordo com o exemplo dado pelo PedroGabrig de que talvez uma pessoa nada esforçada conseguiria uma vaga enquanto que outra esforçadíssima ficaria de fora. Editado Agosto 13, 2012 por Pedro Compartilhar este post Link para o post Compartilhar em outros sites
Postado Agosto 13, 2012 Bom, vamos a uma rápida análise do que o sistema de cotas raciais, de rede pública e de baixa renda proporcionam. 1. Cotas raciais: Nunca vi vestibular onde na inscrição precisam saber sua cor/etnia/raça. Nunca vi alguém ser discriminado por sua cor/etnia/raça na avaliação de um vestibular. No vestibular o que conta são seus acertos na prova. Durante muito tempo pessoas dessas cores/etnias/raças sofreram a desigualdade do mercado, muitas não passam em processos seletivos em empresas devido a isso mesmo sendo competentes. Mas você já viu alguma faculdade particular discriminando um negro ou indígena no ingresso ao curso? Pague a mensalidade e está dentro! Uma pessoa de uma cor/etnia/raça que sofre discriminação não vai sofrer menos discriminação por entrar na faculdade. Aliás essas pessoas possuem a mesma capacidade para entrar, já que conforme já disse a prova não avalia sua cor/etnia/raça. Bom, mas a maioria dos negros e indígenas são de famílias de baixa renda e por isso não têm acesso a educação de qualidade. Verdade, mas então deveríamos usar cotas para pessoas de baixa renda senão estamos favorecendo os negros e indígenas de alta renda e não aqueles que realmente necessitariam de cotas, também estamos deixando de favorecer os brancos de baixa renda, temos um racismo contra o branco aqui. Tudo o que foi falado acima se aplica também ao caso dos deficientes. 2. Cotas para baixa renda: Essa é minha cota preferida. Parece bastante aceitável que pessoas de baixa renda devam ser favorecidas pelas cotas, afinal não há renda para pagar uma escola particular (o que não é sinônimo de qualidade, mas enfim...), não há renda para pagar um curso pré-vestibular, não há renda para pagar uma faculdade particular. Para o pobre não há opção! E muitas escolas públicas são uma bagunça total, alunos desinteressados, professores desmotivados, recursos escassos (tudo devido à falta de investimento do governo em educação, no que realmente deve ser investido em educação). O pobre então não tem condições boas para estudar. Mas nada é impossível certo? Existem várias bibliotecas públicas com acervos maravilhosos, eu sou preguiçoso mas já ouvi muitas histórias de pessoas pobres que venceram na vida graças às bibliotecas, inclusive alguns se tornam autodidatas. Viajei muito (mas é verdade)? Bem, não tenho muito a opor às cotas para pessoas de baixa renda desde que haja comprovação de sua condição, mas ainda assim não chego a ser a favor pelo que vou expor em: 3. Cotas para rede pública: Conforme já citado a maioria das escolas públicas é uma grande bagunça e os alunos não conseguem (quando têm interesse - e acredite, muitos têm) aprender. Nada é feito para mudar esse quadro que é a única coisa que poderia melhorar a educação no país (apesar que também acho que deveriam ser revistas as disciplinas obrigatórias, cargas horárias, tipo de avaliação, mas isso é assunto para outro tópico). Mas como medida paleativa temos as cotas para alunos oriundos da rede pública de ensino. Muito bom! (aplausos) Alguns acham que assim entrarão pessoas com baixo grau de instrução, outros acham que isso pode até acontecer mas que basta nivelar os alunos (como se fosse possível transformar um aluno sem base em tão pouco tempo com tanta eficácia, poucos conseguem evoluir tão rapidamente), a verdade é que quem passa nas cotas são... não sabem? kkk... Pois é, quem passa são as pessoas que não precisam! Admirados? Eu não. Deixe-me fazer uma pergunta: quem tem mais chance de passar em um vestibular? Um garoto de classe média que estuda no Colégio Pedro II e tem vários professores particulares ou um garoto da favela que estuda em uma escola que tem aula duas vezes por semana por falta de professores (exagerei muito? só para vocês entenderem um pouco). Então quem passa cumpre com o critério de ter estudado em escola pública, mas estuda em uma escola mais bem estruturada, de melhor qualidade. Não se iludam, o pobrinho não vai ter a mesma chance se não se esforçar muito mais que o riquinho. A injustiça está na qualidade de ensino. Aquele que tem dinheiro e se preparou não deve ser punido pela falta de capacidade do estado de cumprir com sua obrigação constitucional de garantir educação de qualidade para todos. A pessoa de classe média também não deve ser punida por isso. As faculdades públicas também não devem ser punidas por isso. Não podemos deixar cair a qualidade de ensino da UFRJ, USP, UFF, etc para poder garantir uma tabela estatística. O Brasil não quer incluir negros no ensino superior, o Brasil quer mostrar estatísticas para os outros países e para sua população e dizer que não há desigualdade no país porque todos conseguem ingressar na faculdade (em tese), porque esttisticamente parece que a desigualdade está sendo derrubada, o que não é verdade. Pior que as pessoas ainda defendem as cotas e não percebem. O governo continua sucateando os serviços públicos para que o mercado possa assumir estes serviços... Voltando ao assunto, as cotas não resolvem nada, nem paleativamente... apenas mascaram a situação e todos ficam contentes (todos?!). Meu modelo de cotas + bônus: Para mim a única cota que poderia existir como medida paleativa (e que ainda assim não concordo muito, mas ajudaria um pouco quem não tem condições) é a seguinte: - Utilizar um índice (o Ideb por exemplo) para classificar e ranquear a qualidade de ensino das escolas públicas de todo o país; - Criar cursos pré-vestibulares públicos espalhados pelo país com capacidade para grande número de alunos; - Garantir que os cursos só possam ser frequentados por pessoas que comprovem baixa renda e alto tempo de permanência em escolas públicas mal ranqueadas; - Aumentar consideravelmente o número de cursos técnicos gratuitos (muitos entram na faculdade para garantir um emprego melhor apenas, o que pode ser obtido em menos tempo e com mais sucesso fazendo-se um curso técnico). Repare que isto faz com que as pessoas tenham mais igualdade na hora de fazerem o vestibular, mas não inserem qualquer um dentro da faculdade. Aliás como eu já falei pelo atual sistema de cotas a maioria das pessoas que entra não precisaria de cotas. Post enorme, mas necessário... Compartilhar este post Link para o post Compartilhar em outros sites
Postado Agosto 14, 2012 (editado) . Editado Janeiro 25, 2013 por uomini Compartilhar este post Link para o post Compartilhar em outros sites
Postado Agosto 16, 2012 http://www.peticaopublica.com.br/PeticaoVer.aspx?pi=P2012N27395 Ae galera....pra qm é contra o sistema de 50% de cotas nas universidades federais!!! A petiçao ja esta disponivel!! Compartilhar este post Link para o post Compartilhar em outros sites