Postado Junho 21, 2017 Em 02/06/2017 at 11:41, MosAxz disse: Ressucitando o debate, já que é pra mudar e pra simplificar, por que não adicionar uma "dificuldade" aos competidores de alto nível e ao mesmo tempo facilitar a vida dos de nível baixo? Simplesmente acabem com a inspeção... Mais foolproof que isso não tem como. Bate o timer, levanta o baldinho e resolve como se faz no BLD. Não tem nem o que o juiz errar... Realmente é o mais foolproof, mas acho que teria um impacto significativo nos tempos. Por mais que as pessoas passassem a treinar o movimento de tirar o pote, cada campeonato tem um pote diferente, e ia gerar N reclamações. Mesmo que os potes fossem padronizados (impossível na prática), duvido muito que conseguiriam bater os tempos atuais, então os recordes ficariam estagnados meio que pra sempre... Compartilhar este post Link para o post Compartilhar em outros sites
Postado Junho 21, 2017 A retirada da inspeção iria afetar muito mais que se imagina o funcionamento do campeonato. Métodos como ZZ e Roux necessitam fortemente de inspeção, enquanto CFOP consegue se manter melhor sem inspeção por precisar ver menos peças para se começar. Retirando a inspeção, tu estaria afunilando a lista de métodos competitivamente válidos (efeito parecido com Proibir a mesa no OH). Sem contar que a utilização da inspeção de forma optimizada é um treino a parte, retirando isso, estaria retirando uma parte importante do desafio do speed. Conseguir achar um começo optimizado, prever etapas futuras e conseguir executar isso sem errar seria trocado por começar em qualquer lugar e torcer para ser no mínimo decente. Compartilhar este post Link para o post Compartilhar em outros sites
Postado Junho 24, 2017 Em 2017-6-21 at 14:33, Pedro disse: Realmente é o mais foolproof, mas acho que teria um impacto significativo nos tempos. Por mais que as pessoas passassem a treinar o movimento de tirar o pote, cada campeonato tem um pote diferente, e ia gerar N reclamações. Mesmo que os potes fossem padronizados (impossível na prática), duvido muito que conseguiriam bater os tempos atuais, então os recordes ficariam estagnados meio que pra sempre... A questão dos recordes são tratadas em vários esportes com o seu desenvolvimento. Boa parte do trabalho anual da FIA nos últimos anos foi aumentar a dificuldade de se pilotar um carro de formula 1 (que a despeito do senso comum, é muito mais difícil e manual do que, por exemplo, 2001). A FIFA, por alguma razão inexplicável, muda a bola da copa do mundo de 4 em 4 anos (e as vezes, erra feio como aconteceu na Africa do Sul). A questão de gerações distintas de recordes é algo que é enfrentado normalmente. Pessoalmente, prefiro que mantenha a inspeção como está, porém, não acho que a possibilidade seja descartável de plano. Talvez a retirada da inspeção possa vir a ser interessante um dia (e pra mim, com certeza é melhor do que tirar o aviso de 8 e 12). Em 2017-6-21 at 16:14, Israel fraga disse: Retirando a inspeção, tu estaria afunilando a lista de métodos competitivamente válidos (efeito parecido com Proibir a mesa no OH). E estaria colocando métodos -- hoje fora do jogo -- dentro da disputa. Sem inspeção, se daria bem a pessoa que conseguisse trabalhar menos com a antecipação e mais com o instinto. Nesse cenário, o Heise, por exemplo, poderia se tornar o método mais eficiente, já que você começaria a montar os blocos sem precisar, num primeiro momento, se preocupar com a localização dos outros. Não é que seria melhor ou pior, mas seria uma mudança de paradigma. De certa perspectiva, é quase uma modalidade nova. 1 pessoa curtiu isso Compartilhar este post Link para o post Compartilhar em outros sites
Postado Julho 5, 2017 Em 23/06/2017 at 22:40, MosAxz disse: A questão dos recordes são tratadas em vários esportes com o seu desenvolvimento. Boa parte do trabalho anual da FIA nos últimos anos foi aumentar a dificuldade de se pilotar um carro de formula 1 (que a despeito do senso comum, é muito mais difícil e manual do que, por exemplo, 2001). A FIFA, por alguma razão inexplicável, muda a bola da copa do mundo de 4 em 4 anos (e as vezes, erra feio como aconteceu na Africa do Sul). A questão de gerações distintas de recordes é algo que é enfrentado normalmente. Pessoalmente, prefiro que mantenha a inspeção como está, porém, não acho que a possibilidade seja descartável de plano. Talvez a retirada da inspeção possa vir a ser interessante um dia (e pra mim, com certeza é melhor do que tirar o aviso de 8 e 12). Entendi. Vejo que na Fórmula 1 a evolução tecnológica é constante, então mesmo com a "dificultação" da pilotagem os caras ainda fazem tempos próximos do passado. Mas a diferença fundamental é que não existe um ranking como no cubo. Claro, cara circuito tem seu registro de melhor volta e tals, mas isso tem pouco ou nenhum valor, já que se trata de um campeonato em várias etapas, e vence quem juntar mais pontos. No cubo é bem diferente, já que o ranking tem peso grande, e são muito mais eventos no mundo todo. Parecido com o atletismo...se você ganha uma etapa na Bielorússia ninguém liga muito, mas se você ganha e faz um tempo muito bom, a atenção com certeza é maior. Lógico que analogias com o cubo são (quase) sempre falhas, mas acho que tirar a inspeção seria algo como tirar os blocos de partida dos 100m rasos. O pessoal consegue antecipar muita coisa na inspeção, e me arrisco a dizer que não sairia uma média sub-6 sem inspeção, já que estamos num nível praticamente máximo de desenvolvimento do "hardware"...a limitação agora é física/mental. 1 pessoa curtiu isso Compartilhar este post Link para o post Compartilhar em outros sites
Postado Julho 10, 2017 (editado) Em 05/07/2017 at 09:41, Pedro disse: Lógico que analogias com o cubo são (quase) sempre falhas, mas acho que tirar a inspeção seria algo como tirar os blocos de partida dos 100m rasos. O pessoal consegue antecipar muita coisa na inspeção, e me arrisco a dizer que não sairia uma média sub-6 sem inspeção, já que estamos num nível praticamente máximo de desenvolvimento do "hardware"...a limitação agora é física/mental. Um esporte que enfrentou uma polêmica muito semelhante foi o Baseball, no caso do taco de madeira vs taco de alumínio. Por ser menos "rígido", o taco de alumínio se "deforma" um pouco na hora do contato, o que diminui a perda de energia e, por consequência, resulta em uma rebatida mais eficiente. Por ser um esporte onde as estatísticas são extremamente importantes, as ligas principais proíbem o taco de alumínio basicamente pela mesma razão que a WCA proibia os cubos stickerless: Receio de distorcer a essência da atividade. Sinceramente, não sei afirmar quão relevante são essas coisas. Uma das razões pela qual gosto tanto da resolução sem inspeção é justamente para tornar a resolução do cubo mais "natural" e intuitiva. É uma experiência como resolver o 7x7 ou o Megaminx onde, faça o que fizer, toda resolução sempre será diferente (enquanto o 3x3 e principalmente o 2x2, a resolução é quase que automática). Além de foolproof, me parece mais divertido. Mas claro, eu entendo as razões pelas quais as pessoas não aceitariam isso. Essa suposição é mais para demonstrar porque me parece, data venia, "bobo" tentar evitar erros em campeonato mudando o "8/vai". Editado Julho 10, 2017 por MosAxz Compartilhar este post Link para o post Compartilhar em outros sites
Postado Julho 19, 2017 Só pra constar, é "8/12"...hehe Compartilhar este post Link para o post Compartilhar em outros sites