Mentoria de Inglês - Carlos de Alcântara
Éder

Final Feminina - Campeonato Brasileiro

29 posts neste tópico

Em 03/01/2017 at 19:23, Thaynara Santana Oliveira disse:

Assim, eu sou contra uma possível (e maior) divisão de categorias (já que é exatamente isso que está sendo proposto na maioria dos posts) no maior campeonato do Brasil. Basta a entrega de troféus no final da competição.  Do que vai valer esse "record" se não está na database do orgão-maior e que a mais de uma década tem seus princípios firmados e aceitos? Se quiser mostrar quais mulherem montam para chamar atenção desse público, mostra o site ao qual indiquei  - tenho certeza que muitas não sabem dos tempos de outras mulheres pelo mundo; agora não crie uma rodada, ou melhor ainda, um evento mesmo que não-oficial, para um mérito que não mereçe segregação.

 

A versão do site do ranking não nos serve para a proposta em questão. Estamos falando de representatividade e tirar um pouco do receio de algumas mulheres em ingressar no esporte. Ao ter uma referência, ao ter uma final ou alguma outra solução assim alcançamos coisas do tipo.

A questão nunca foi e nunca será capacidade pois falamos de um esporte da mente. Assim como Xadrez e Poker. Vamos pegar esses dois como exemplo que são mais antigos, mais populares e bem mais organizados. O Xadrez possui em muitos de seus eventos a categoria Feminina e a Geral, e a mulher decide em qual deseja participar, sinceramente eu gosto muito dessa parte. Acaba que a categoria feminina serve como base para iniciantes que no futuro vão sempre optar pela geral. Sem essa categoria o Xadrez teria talvez menos mulheres ainda do que já tem. No poker as mulheres não escolhem se querem o evento principal ou o feminino (conhecido como Ladies) até porque elas podem estar em ambos se quiserem. O Ladies tem a mesma função de incentivar novas ingressantes no poker a competirem, dando um ambiente menos ameaçador, quem joga poker sabe do machismo existente nas mesas de competição. Esses esportes estão evoluindo nessa questão da discrepância da participação Masculina/Feminina sem segregar, ao contrário estão agregando.

A WCA vem tentando sair do amadorismo assim como a ABCM, um exemplo é que só agora depois de 10 anos que a WCA fez uma eleição para o Board por que muitos inclusive eu reivindicaram transparência em algumas ações bem estranhas de expulsão de membros. Só hoje a WCA percebeu a necessidade de criação de categorias por idade e categorias escolares. Enquanto isso a ABCM já faz eleição e já tem competição escolar. Não temos o tamanho da WCA mas temos um olhar um pouquinho mais visionário em alguns pontos. Outra associação que também está pensando adiante é a Polonesa que tenta se livrar dos engessamentos da WCA e esse ano fizeram um evento dedicado a cubistas com deficiência física (até cedi material em vídeo para esse evento deles), coisa que a WCA ainda não pensa.

Fiz essa introdução, Thaynara, para que perceba que nem sempre o que a WCA propõe faz sentido ou nos ajuda em algo. Espero que o papo continue fluindo aqui e que mais mulheres se manifestem e tratem sobre esse assunto.

--------------------------------

Outra coisa que queria expor é sobre os termos oficial e não-oficial que estamos usando. A ABCM é uma entidade oficial e reconhecerá um evento, se existir, e uma consequente campeã feminina obviamente. Então não se trata de um título não oficial como ser o mais novo ou mais nova da competição. Se trata do título de campeã brasileira entregue pela única entidade capaz disso a ABCM, afinal a WCA não tem a menor condição de estipular essas questões aqui, assim como a FIFA não sabe definir o campeão goiano de futebol. Por isso, ao decidirmos por uma disputa feminina no Brasileiro 2017 será uma disputa oficial.

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Eu tenho uma visão similar a de Thaynara, pois não acho que deveria ter uma distinção de gênero a ponto de criar-se uma rodada extra ou um campeonato extra (mesmo que seja não oficial, o que na verdade é até ruim não ser, pois seria uma conquista que pode ser esquecida com o tempo e sendo oficial sempre estará disponível na plataforma da WCA).

Se a gente analisar, as meninas aqui citadas são melhores que muitos homens e como já foi dito não se trata de uma atividade que possa ter diferenças de desempenho por gênero.

Caso queiram valorizar de alguma forma a participação feminina seria melhor que fosse utilizando os resultados oficiais, tipo alguma premiação para as mulheres que melhor se destacarem.

E os campeonatos e organizações responsáveis poderiam era valorizar de outras maneiras, tipo fazendo postagens com desempenho das mulheres, entrevistas, etc. Para que outras garotas se inspirem a treinar mais.
No Ó Paí Open, mês passado, presenciei uma cena bem legal, uma garota pedindo para tirar foto com Marbly, ela comentou que havia dito para si que quando visse Marbly iria tirar uma foto com ela, entendi que Marbly era uma inspiração para ela, alguém que ela admirasse. Então poderia ter algo que desse destaques aos cubistas referência no país, não apenas feminino, mas como o assunto em questão é esse, devido ao menor número de mulheres praticando essa atividade poderia ter um foco nas que se destacaram (talvez até mostrar um pouco as de outros países), mostrando que é algo para todos os gêneros.

 

Editado por Rafael Correia
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A versão do site do ranking não nos serve para a proposta em questão. Estamos falando de representatividade e tirar um pouco do receio de algumas mulheres em ingressar no esporte. Ao ter uma referência, ao ter uma final ou alguma outra solução assim alcançamos coisas do tipo.

A questão nunca foi e nunca será capacidade pois falamos de um esporte da mente. Assim como Xadrez e Poker. Vamos pegar esses dois como exemplo que são mais antigos, mais populares e bem mais organizados. O Xadrez possui em muitos de seus eventos a categoria Feminina e a Geral, e a mulher decide em qual deseja participar, sinceramente eu gosto muito dessa parte. Acaba que a categoria feminina serve como base para iniciantes que no futuro vão sempre optar pela geral. Sem essa categoria o Xadrez teria talvez menos mulheres ainda do que já tem. No poker as mulheres não escolhem se querem o evento principal ou o feminino (conhecido como Ladies) até porque elas podem estar em ambos se quiserem. O Ladies tem a mesma função de incentivar novas ingressantes no poker a competirem, dando um ambiente menos ameaçador, quem joga poker sabe do machismo existente nas mesas de competição. Esses esportes estão evoluindo nessa questão da discrepância da participação Masculina/Feminina sem segregar, ao contrário estão agregando.

A WCA vem tentando sair do amadorismo assim como a ABCM, um exemplo é que só agora depois de 10 anos que a WCA fez uma eleição para o Board por que muitos inclusive eu reivindicaram transparência em algumas ações bem estranhas de expulsão de membros. Só hoje a WCA percebeu a necessidade de criação de categorias por idade e categorias escolares. Enquanto isso a ABCM já faz eleição e já tem competição escolar. Não temos o tamanho da WCA mas temos um olhar um pouquinho mais visionário em alguns pontos. Outra associação que também está pensando adiante é a Polonesa que tenta se livrar dos engessamentos da WCA e esse ano fizeram um evento dedicado a cubistas com deficiência física (até cedi material em vídeo para esse evento deles), coisa que a WCA ainda não pensa.

Fiz essa introdução, Thaynara, para que perceba que nem sempre o que a WCA propõe faz sentido ou nos ajuda em algo. Espero que o papo continue fluindo aqui e que mais mulheres se manifestem e tratem sobre esse assunto.

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Outra coisa que queria expor é sobre os termos oficial e não-oficial que estamos usando. A ABCM é uma entidade oficial e reconhecerá um evento, se existir, e uma consequente campeã feminina obviamente. Então não se trata de um título não oficial como ser o mais novo ou mais nova da competição. Se trata do título de campeã brasileira entregue pela única entidade capaz disso a ABCM, afinal a WCA não tem a menor condição de estipular essas questões aqui, assim como a FIFA não sabe definir o campeão goiano de futebol. Por isso, ao decidirmos por uma disputa feminina no Brasileiro 2017 será uma disputa oficial.

Falou bonito demais.. gostei do exemplo do poker. É um esporte da mente que vem crescendo infinitamente mais que o cubo, o que me leva a pensar se não deveríamos começar a pensar como eles. Várias associações e federações vêm emergindo, cada uma trazendo novas ideias: hoje em dia, qualquer casa de poker aqui em Brasília traz eventos ladies only, mesmo sendo um esporte da mente! Acho que qualquer forma de trazer novas competições deve ser explorada.

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Galera consultei aqui, por email entre os associados da ABCM e também as mulheres mais frequentes nas competições em particular. A conclusão é que teremos nossa final feminina. Uma categoria inteira como foi sugerida aqui não é viável por questões de estrutura e também não houve manifestações favoráveis nesse sentido pelas interessadas. O cronograma será liberado de hoje pra amanhã já com essa final.

A questão levantada pelo Diego sobre duas mulheres alternarem posições no feminino e no geral não só pode acontecer como eu acho bastante provável que aconteça. Se um resultado suprimisse o outro não teria sentido fazermos uma final exclusiva, seria desperdício de tempo estrutura. O resultado não será modificado, cada  prêmio em sua final, mérito direto. Observamos exemplos como o mundial de 2011 em que Feliks liderou com folga mas levou o bronze quando chegou na final, pelo raciocínio ele deveria ser campeão mas não foi pois o mérito está em vencer aquela final em específico, com aqueles adversários e com aquela pressão. Não vemos sentido em fazer diferente.

A inscrição não muda em nada, toda mulher inscrita está apta a ser finalista. A final não conta para a WCA mas é oficial para os resultados da ABCM e seu memorial de campeões e campeãs, assim como os tempos.

Qualquer dúvida fiquem a vontade para perguntar.

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