Postado Julho 7, 2016 O que vocês responderiam? Compartilhar este post Link para o post Compartilhar em outros sites
Postado Julho 9, 2016 Eita , a maneira e o contexto da pergunta é um combo de polêmica. Sendo óbvio e literal. Ambos seriam irresponsáveis por causa da criança. Se fosse só a pergunta do título, a resposta é simples. Um homem ou mulher pode se separar, no caso mesmo o homem quando a mulher está grávida, mas não pode deixar de dar suporte em amplo sentido. Pois por mais que um dos dois seja problemático, a criança que está ali quietinha seguindo a gestação é a principal protagonista. Não dou total razão pra quem abandona um filho ou filha. Com exceções extremas de quem entrega pra adoção pra salvar a vida da criança num contexto mais elaborado. Já vi de perto casos ridículos de pais genéticos, que depois de anos, acham que o filho tem obrigação de reconhece-los como pai, quando esse mesmo voluntariamente nunca quis saber do filho. Infelizmente a lei é injusta e até obriga um filho dar suporte pra um "pai inválido", que ele nunca viu na vida. Acho que cabe ao filho estudar e analisar a situação. Não ter a obrigação. Mas enfim, estou desfocando, a pergunta em cima diz respeito a outra coisa que é o aborto. O que em geral acho que nunca deve ser feito por motivos banais, deve ser igualmente evitado mesmo por motivos mais extremos e por fim deve ser aplicado somente nos casos raros em que a criança não sairá viva de forma alguma ou ambos (criança e mãe). Nesse ultimo caso para mim é onde mora a polêmica, pois mesmo a anencefalia (ausência de parte do cérebro) pode ter graus diferenciados que nem sempre são bem identificados. Bom, tem casos óbvios como acefalia (sem cabeça) ou outros casos de apenas corpos "parasitas" ligados ao feto principal. Eu disse que essa pergunta é um combo, pois ela envolve alguns conceitos de feminismo também. A pergunta em si é uma analogia quase de provocação, comparando os tipos de "abandono". Imagino que é uma crítica em relação a alguns argumentos, e nisso na verdade não é algo que vá contra ou a favor do feminismo em si, porque mesmo dentro desse tema, existem pensamentos diferentes no grupo. Por exemplo, eu aprovo boa parte das ideias feministas, mas sou contra a lógica de alguns argumentos ou de vertentes que considero mais radicais. Uma frase que já ouvi muito é que "a mulher é dona do seu próprio corpo e deve ser a única a tomar decisões em relação ao mesmo". Parece uma frase simples e justa claro. Acho bem aplicável no que diz respeito a liberdades, a combater opressão social de ideais de beleza, de expressão e outros aspectos de sua vida etc... Mas no que diz respeito ao aborto, acho equivocado. Pois ali não é só do corpo da mulher que se fala, é obviamente da criança também. Algumas mulheres interpretam a frase acima de formas diferentes. Ai que vejo o perigo de frases simplistas. Em muitas interpretações, a criança fica parecendo um acessório que pode simplesmente ser descartado se for inconveniente. Uma garota já falou para mim (e pode ser que alguma pense assim aqui também ), que se ela não quiser ser mãe, em qualquer momento da gravidez ela tem o direito de abortar pois o corpo é dela. Eu discordei. Os momentos da gravidez é um discussão a parte por si só nesse tema. Minha opinião é que pode-se sim evitar a gestação, com pílula do dia seguinte e tal, algo para evitar a primeira formação... , mas a partir do momento que se tem um ser em desenvolvimento, cabendo a polêmica para as fases iniciais de quando o embrião é considerado um indivíduo ... ai acho que cabe analisar tudo com mais rigor e ter consciência que ali está uma (ou mais pessoas) que não tem "donas" e sim pai e mãe. Ali dentro existe uma responsabilidade antes de mais nada. Como eu disse, dentro do feminismo em si existem vertentes diferentes, com diferentes maneiras de enxergar um tema, sendo alguns quase unânimes claro. Então acho que é uma campo interessante para discussões sem se apegar a frases dogmáticas. Quem quiser acrescentar algo ou discordar de algum ponto, não se avexe. Compartilhar este post Link para o post Compartilhar em outros sites
Postado Julho 9, 2016 (editado) Eu ia citar, mas ficou grande haha Bom, acho que a questão é que você está falando que o embrião é uma criança, então vamos para algumas classificações [do wikipedia \õ/] Embrião: É de quando se está em sua fase de diferenciação orgânica, da segunda à sétima semana depois da fecundação, etapa conhecida como período embrionário. Origina-se do embrioblasto, estrutura multicelular que, em conjunto com o trofoblasto e a blastocele, constitui o blastocisto recém-implantado no endométrio. É o produto das primeiras modificações do óvulo fecundado. Feto: É o estágio de desenvolvimento intrauterino que tem início após oito semanas de vida embrionária, quando já se podem ser observados braços, pernas, olhos, nariz e boca, e vai até o fim da gestação. O estágio anterior a este é conhecido como embrião. Uma criança é um ser humano no início de seu desenvolvimento. São chamadas recém-nascidas do nascimento até um mês de idade; bebê, entre o segundo e o décimo-oitavo mês, e criança quando têm entre dezoito meses até doze anos de idade. Ou seja, quando se fala de aborto, fala-se do estágio de embrião (ou seja, apenas um aglomerado de células), no qual ele não é considerado realmente um humano ainda, ele não sente dor, não sente nada. [E pelo que eu li, o feto só sentirá algo a partir da 12ª semana, me corrijam se estiver enganada] Quando discutimos aborto, não falamos de um ser realmente vivo, nem de uma criança, mas de um embrião, no qual pode-se evitar que "gere vida". A escolha é sim da mulher, porque é o corpo dela, ainda não tem nenhuma "criança/bebê/recém-nascido" envolvido. É obvio que não estamos falando de abortar um feto no 5º mês de gravidez, mas sim de embriões. Editado Julho 9, 2016 por Carolina Compartilhar este post Link para o post Compartilhar em outros sites
Postado Julho 9, 2016 Pra mim pode. ( é o que mais acontece aqui no RJ). Só não pode deixar de pagar a pensão pq senão vai em cana. Abs !! Compartilhar este post Link para o post Compartilhar em outros sites
Postado Julho 10, 2016 (editado) 1 hour ago, Carolina said: Eu ia citar, mas ficou grande haha Bom, acho que a questão é que você está falando que o embrião é uma criança, então vamos para algumas classificações [do wikipedia \õ/] Hide contents Embrião: É de quando se está em sua fase de diferenciação orgânica, da segunda à sétima semana depois da fecundação, etapa conhecida como período embrionário. Origina-se do embrioblasto, estrutura multicelular que, em conjunto com o trofoblasto e a blastocele, constitui o blastocisto recém-implantado no endométrio. É o produto das primeiras modificações do óvulo fecundado. Feto: É o estágio de desenvolvimento intrauterino que tem início após oito semanas de vida embrionária, quando já se podem ser observados braços, pernas, olhos, nariz e boca, e vai até o fim da gestação. O estágio anterior a este é conhecido como embrião. Uma criança é um ser humano no início de seu desenvolvimento. São chamadas recém-nascidas do nascimento até um mês de idade; bebê, entre o segundo e o décimo-oitavo mês, e criança quando têm entre dezoito meses até doze anos de idade. Ou seja, quando se fala de aborto, fala-se do estágio de embrião (ou seja, apenas um aglomerado de células), no qual ele não é considerado realmente um humano ainda, ele não sente dor, não sente nada. [E pelo que eu li, o feto só sentirá algo a partir da 12ª semana, me corrijam se estiver enganada] Quando discutimos aborto, não falamos de um ser realmente vivo, nem de uma criança, mas de um embrião, no qual pode-se evitar que "gere vida". A escolha é sim da mulher, porque é o corpo dela, ainda não tem nenhuma "criança/bebê/recém-nascido" envolvido. É obvio que não estamos falando de abortar um feto no 5º mês de gravidez, mas sim de embriões. Obrigado pelas especificações bem dadas. É em cima disso que eu conversei com a garota em questão, que em algum momento temos um indivíduo já em formação ali. Nesse meu post acima falei em que momento do "embrião" e tal... Esse momento é o do "feto" na verdade no caso, bem posto. Mas isso que é triste, futuras mães que não tem informação (ou nem fazem questão de ter) e usam uma interpretação distorcida da frase pra justificar aborto de 3, 4 meses por se arrepender e decidir no meio do tempo que não quer ser mãe. Já tive parente que fez coisa pior. Ou seja, a escolha é sim da mulher, porque é o corpo dela.... mas até certa etapa do processo de gestação claro. Depois temos mais de um corpo ali. Infelizmente nem todas pessoas são bem esclarecidas. Pegam um bom "slogan" emprestado, mas não veem o que está por trás dele. Felizmente temos pessoas que divulgam os esclarecimentos. Editado Julho 10, 2016 por Antonio Bill 1 pessoa curtiu isso Compartilhar este post Link para o post Compartilhar em outros sites
Postado Julho 11, 2016 (editado) Dever, é diferente de poder. Como: um indivíduo pode abandonar o teu filho? Sim, pode. Mas, deve? Não! Agora, sobre o que a Carol disse, eu fico imaginando sobre, pois dizem que antes da décima segunda semana de gestação o bebê não sente dores e pior, eles reagem como se ele fosse um nada (e eu já tinha discutido com a minha prima sobre, pois só aproveito o espaço que a Carol chegou a mencionar para falar do feto que não sente "nada"). Mas, é este feto que não tem dor que será uma pessoa. E quando ele se tornar um embrião, continuará a ser uma pessoa. Pelo que eu entendo, quando me dizem que o feto pode ser retirado do útero pelo fato de não sentir dor ou ser um nada, me parece que ele não é um ser humano, pois ele só se tornará quando for um embrião? Para mim, é o processo evolutivo do nosso corpo, pois até depois que o bebê nasce ele continua a crescer, até se tornar uma pessoa adulta. Diga NÃO ao aborto! Editado Julho 11, 2016 por Jéssica Cristina Compartilhar este post Link para o post Compartilhar em outros sites
Postado Julho 11, 2016 (editado) 11 hours ago, Jéssica Cristina said: Pelo que eu entendo, quando me dizem que o feto pode ser retirado do útero pelo fato de não sentir dor ou ser um nada, me parece que ele não é um ser humano, pois ele só se tornará quando for um embrião? Jéssica, exatamente, ele não é um humano, ele não é um ser vivo, ele não sente nada. É a mesma coisa quando quebramos um ovo, o que é a gema? Seria um futuro pintinho, mas naquele estágio, não é, não sente nada, e podemos comer sem preocupação. Só porque ele pode se tornar aquilo, não significa que SEJA. E as mulheres elas deveriam ter o DIREITO a ter a ESCOLHA de poder abortar. Esse é um embrião na sexta semana É quase um alienzinho Esse é o estágio embrionário até o segundo mês (oitava semana), eles não são fetos, não são bebês, não são crianças! [oitava semana também] Editado Julho 11, 2016 por Carolina Compartilhar este post Link para o post Compartilhar em outros sites
Postado Julho 11, 2016 No caso do ovos que a gente come, o que ouvi falar que eles são diferentes no sentido de que não foram fecundados. Foi a galinha sozinha que fez, sem a participação do galo. Mas não manjo muito, não sei dizer se é isso mesmo, e também não sei se isso significaria ou não alguma coisa. Pensando aqui, sou a favor da possibilidade da mulher abortar caso ela julgue que é isso que ela quer. Mas eu mesmo, um filho que fosse meu, acredito que eu iria que a mãe tivesse. Mas só especulações né, só vivendo mesmo para saber... 1 pessoa curtiu isso Compartilhar este post Link para o post Compartilhar em outros sites
Postado Julho 11, 2016 12 minutes ago, Carlos de Alcântara said: No caso do ovos que a gente come, o que ouvi falar que eles são diferentes no sentido de que não foram fecundados. Foi a galinha sozinha que fez, sem a participação do galo. Mas não manjo muito, não sei dizer se é isso mesmo, e também não sei se isso significaria ou não alguma coisa. Pensando aqui, sou a favor da possibilidade da mulher abortar caso ela julgue que é isso que ela quer. Mas eu mesmo, um filho que fosse meu, acredito que eu iria que a mãe tivesse. Mas só especulações né, só vivendo mesmo para saber... Bom, entraria em outro caso, quando as mulheres decidem por aborto, normalmente os pais do feto já fugiram ou também concordam com essa escolha. Caso, o pai queira, acho que a mulher teria que enfrentar a gravidez. [ou não, porque o corpo é dela, vish hahaha, mas nesse caso, pessoalmente, acho q ela teria q enfrentar a gravidez] Compartilhar este post Link para o post Compartilhar em outros sites
Postado Julho 11, 2016 Mulher, se formos neste ponto de vista de não sentir dor, para ser ou não um humano. É contraditório, pois os bebês quando nascem, também não se lembram do teu nascimento, eles não tem noção do perigo caso, eles fiquem na frente de um carro em velocidade. Eles passam por inúmeras cólicas abdominais e nao se recordam destes fatos. Já quando ocorre um aborto e biologicamente falando, gera o processo inflamatório, morte celular etc. Isso gera injúrias para aquele Ser que se prepara amadurecer ("quando há o rompimento de algo natural, isso desencadeia muitas coisas negativas e este desencadeamento não depende do saber ou não, do feto"). Pois, é o natural do nosso corpo porém, o ser vivente ali não tem conhecimento. Mas, o fato é que isso não o exclue o ser uma pessoa. Compartilhar este post Link para o post Compartilhar em outros sites
Postado Julho 12, 2016 Não tenho opinião firmada e convicta sobre o aborto, então vou pontuar só algumas coisas, sem concluir absolutamente nada. Cada pessoa que chegue as suas próprias conclusões: 1 - Sendo o aborto legalizado de forma irrestrita o abandono se torna justificável por uma questão de simples isonomia. 2 - Tecnicamente, um feto -- mesmo na forma de mórula, é um ser vivo da raça humana. As células são vivas, é um organismo multicelular e tem genoma humano. O que diferencia o feto do adulto é que o feto é um ente social em potência, enquanto o adulto é um ente pleno. 3 - O debate mais avançado sobre o aborto não é baseado na questão do dever social ou biológica, mas na questão valorativa do que é o valor e o que é o pressuposto. De um lado, há o grupo que defende o direito à vida como um valor absoluto -- e portanto a liberdade é uma questão meramente pragmática, logo, o direito à vida é preferencial. Enquanto isso, o outro lado acredita que a vida só é plena quando livre e que a liberdade é o verdadeiro valor, sendo a vida um mero requisito para ser livre. Se você acha que é legítimo proteger uma vida mesmo com sacrifício à liberdade individual (por exemplo, impedindo um suicídio através da força), para ser coerente com seus valores, será contra o aborto, pois o feto será uma vítima inocente. Se você acha que a liberdade individual é o valor máximo do ser humano (um caso é sendo a favor da eutanásia), então precisará considerar o corpo como uma autopropriedade onde a gestante pode considerar o feto parasitário... 2 pessoas curtiram isso Compartilhar este post Link para o post Compartilhar em outros sites
Postado Julho 12, 2016 (editado) Só trazendo um dado "nebuloso": Pelo centro de dados e estatísticas de doenças do EUA, as maioria das mulheres que utilizam clínicas de abortos lá são mulheres da classe média e alta... Eu acredito que hoje em dia, com tantos MÉTODOS CONTRACEPTIVOS, que um aborto na maioria dos casos, não passa de irresponsabilidade e falta de cabeça do casal. Sim!! Porque é muito fácil dizer "poxa vida... nem deu tempo de evitar a gravidez..." quando existem pílulas hormonais, incluindo uma emergencial do dia seguinte e camisinhas para ambos os sexos que além de ser um contraceptivo, impede problemas realmente graves das DSTs, Então é muito fácil engravidar e podar um futuro ser humano (isso pra mim tem outro nome: assassinato). Eu não vou impedir centros de abortos pois sei que existe valia neles em casos específicos mas usá-los como substitutos da pílula, da camisinha e da pílula do dia seguinte juntos é no mínimo desinformação crônica para mim. Ah! E para aqueles que levantam a bandeira da "família carente": Engraçado como as pessoas sabem o que é aborto mas não o que é camisinha... Transar é bom mas mesmo com camisinha, pílulas mil e apenas 8% de chance de ocorrer uma fecundação, as pessoas acham que é normal não arcar com as responsabilidades: A gente colhe o que planta. Portanto, não sou a favor de trocar os mil métodos contraceptivos por um procedimento médico que devia ser utilizado em casos específicos mas sou a favor da opção de existirem os centros de aborto. Para mim, você tem todo o direito de abortar mas tem o dever de arcar com isso... EDIT: Depois de uma boa noite de sono, vi que algumas coisas que escrevi não tem sentido algum e só não deleto tudo porque seria hipocrisia da minha parte. Espero que o debate continue e que a informação leve a uma vida mais sadia por todos. Discutir é preciso, seja para política, seja para saúde e qualquer coisa envolvendo as relações humanas... Editado Julho 12, 2016 por Daniel Lehwing Compartilhar este post Link para o post Compartilhar em outros sites
Postado Julho 12, 2016 Tanto o aborto quanto o abandono são moralmente repudiáveis, mas o aborto é ainda mais grave, por matar um ser humano. Carolina, essa noção de embrião e feto é ótima para discutirmos embriologia e estágios de desenvolvimento, mas não serve para discutirmos o início da vida humana, simplesmente porque não temos como saber onde começa a vida, e não é possível definir arbitrariamente o que é vida e o que não é sem esbarrar em problemas morais ainda maiores. Por exemplo: se a definição de "é vivo" for "sente algo", poderíamos supor que uma pessoa em coma profundo, em estado vegetativo, não sente nada. Mas como podemos saber de fato que ela não sente? Mesmo que não haja estímulo cerebral em caso de dor, é possível afirmar categoricamente que aquela pessoa não sente nada em nenhum nível e, por isso, está morta? E se ela acordar daqui a pouco (ou daqui a alguns anos) eu posso dizer que ela ressuscitou? Se o argumento para "é ser humano" for "tem semelhanças morfológicas com a maior parte das pessoas", eu poderia matar um bebê nascido com uma deformidade grave, que o descaracterize completamente? E até que idade poderia fazer isso? E se a deformidade ocorrer depois, por um acidente, por exemplo, posso matar? Deixou de ser humano? Você pode achar absurdo e nada a ver, mas é esse tipo de questionamento absurdo que se gera com um argumento como o seu, que diz que um embrião não é um ser humano vivo porque não sente dor e porque nem parece gente, mas um "alienzinho". O que pega mais nesse seu pensamento é que não há uma explicação clara e objetiva de quando há vida de forma irrefutável. Na hora em que você conseguir me explicar a partir de que semana há vida de maneira irrefutável e por quais mecanismos aquela vida surgiu ali precisamente naquele momento, eu deixo de afirmar que a vida começa na fecundação. Mas a verdade é que ninguém tem condições de afirmar nada, e na dúvida, eu prefiro ter um filho indesejado que será dado para adoção do que correr o risco de matar uma pessoa. 2 pessoas curtiram isso Compartilhar este post Link para o post Compartilhar em outros sites
Postado Julho 12, 2016 A questão de métodos contraceptivos, ainda existe sim muita desinformação sobre os métodos, principalmente na comunidade mais carente, visto que eles não possuem uma educação de qualidade, ou seja, o que precisaria ser proposto nesse caso é uma educação sexual para essa parte da população. Outro ponto em relação aos métodos contraceptivos é que nenhum é 100% eficaz, e alguns não podem ser utilizados [como anticoncepcionais/pílula do dia seguinte por algumas mulheres], e pilula do dia seguinte não se deve tomar "toda hora", ela tem riscos! Camisinhas podem furar/estourar. Normalmente, quando as mulheres decidem pelo aborto, é movido de desespero, não é uma escolha fácil, não é simplesmente: "bah, engravidei agora vou abortar", aborto não é algo saudável, elas arriscam a própria vida para fazer isso, e muitas morrem no processo. Elas engravidam, os caras fogem, elas não tem condições de manter aquele ser... "Mas ela pode colocar pra adoção", é, ela até pode, mas a gente sabe como estão as casas de adoção, lotadas, sem estrutura nenhuma, e com uma burocracia gigante. Sem contar que uma gravidez não é prazeroso, são 9 meses carregando algo que você não quer ou não pode ter, com os inúmeros efeitos colaterais e complicações que se pode ter. Você está usando a gravidez como um "castigo" para aqueles que fizeram sexo e acabaram engravidando (no caso a mulher, porque na verdade, só ela que acaba sofrendo, porque o cara já desapareceu), ninguém quer trocar os contraceptivos pelo aborto, aborto traz riscos, ninguém realmente quer fazer aborto, elas fazem porque parece não haver outra saída, porque é uma escolha delas. Concordo com a parte da discussão de embriologia e estágios de desenvolvimento, acho que esse deve ser o principio para começar a tentar determinar o que é a vida, ou onde começa. Sobre a questão de ter semelhanças morfólogicas com a maior parte das pessoas, eu não disse isso. O_o Em relação: "eu prefiro ter um filho indesejado que será dado para adoção do que correr o risco de matar uma pessoa.", bom, você é um caso, contra milhares que ocorrem no Brasil, você está pegando algo particular seu e decidindo por MILHARES de mulheres. Você não irá engravidar, você não irá passar pelo processo de gravidez. (Sobre adoção eu já disse antes) Além do mais, a questão de ser a favor a escolha do aborto e ter centros não-clandestinos para esse fim, é também poder criar um procedimento, junto a um psicólogo ou outros profissionais, que acompanhem a gestante, para tentar entender o motivo dela optar pelo aborto, e poder aconselhá-la se realmente vai ser melhor ela abortar ou não. 2 pessoas curtiram isso Compartilhar este post Link para o post Compartilhar em outros sites
Postado Julho 12, 2016 Oi Carol, eu reli o que eu escrevi e concordo que fui muito inflamado no que escrevi. Li também o que você escreveu sobre a questão embrionária e apesar de trazer mais questões, me fez ver que eu não entendo nada do que escrevi e estou até um pouco envergonhado disso, hehe... Eu realmente não sou mulher e não passo pelo sofrimento de uma gravidez indesejada e por tanto peço perdão. Com essa nova perspectiva em mente, eu acho que a abordagem do Carlos é a mais acertada: Acho que você não deve explicações pra ninguém - seja um parceiro ou o governo - sobre o que você quer fazer com o seu corpo. 2 pessoas curtiram isso Compartilhar este post Link para o post Compartilhar em outros sites
Postado Julho 12, 2016 2 hours ago, Daniel Lehwing said: Oi Carol, eu reli o que eu escrevi e concordo que fui muito inflamado no que escrevi. Li também o que você escreveu sobre a questão embrionária e apesar de trazer mais questões, me fez ver que eu não entendo nada do que escrevi e estou até um pouco envergonhado disso, hehe... Eu realmente não sou mulher e não passo pelo sofrimento de uma gravidez indesejada e por tanto peço perdão. Com essa nova perspectiva em mente, eu acho que a abordagem do Carlos é a mais acertada: Acho que você não deve explicações pra ninguém - seja um parceiro ou o governo - sobre o que você quer fazer com o seu corpo. Já pode vir correr pro abraço 1 pessoa curtiu isso Compartilhar este post Link para o post Compartilhar em outros sites